OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Discurso do papa Bento XVI aos bispos do Regional NE5 da CNBB em visita Ad limina

Em visita ad limina apostolorum, os bispos do Regional Nordeste 5 da CNBB (estado do Maranhão) foram recebidos em audiência pelo papa Bento XVI, que foi saudado pelo bispo emérito de Viana (MA), dom Xavier Gilles, ex-presidente do Regional.

"Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança", disse o papa.

São 14 os bispos que participam da visita, que termina no sábado, 30. Na agenda do episcopado maranhense há visitas aos dicastérios da Santa Sé, dentre outros compromissos. Ontem eles celebraram missa na Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Leia, abaixo, a íntegra do discurso do papa.

Amados irmãos no episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. Gaudium et spes, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem,82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. Gaudium et spes 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17 de setembro de 2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

Quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Papa Bento XVI

fonte: CNBB Nacional


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

POR QUE A IGREJA BATIZA CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS?

Na sua casa todos são batizados? Você acha certo batizar crianças?

A igreja Católica desde o começo, há quase 2000 anos, batiza crianças, vamos ver porque que ele faz isso. Vamos olhar outra vez a Bíblia.

Jesus fala assim, em Mateus capítulo 28, versículos 18 a 20: “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Será que crianças também é gente? Será que criança faz parte do povo. O povo brasileiro é formado por 170 milhões de pessoas, e muitas são crianças. A ordem de Jesus é: “façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os”. A ordem de Jesus é para batizar a todos e não só os jovens e adultos.

Sim, crianças é gente e é por isso a gente cumpre a ordem de Jesus: batizai todos os povos, batizai a todos, batizai todas as nações. Por isso batizamos também crianças.

Jesus não fala para batizar só os jovens ou só os adultos. Ele manda batizar a todos os povos, todas as pessoas.

No começo da Igreja Católica, nas primeiras comunidades, em três passagens da Bíblia, vemos os Apóstolos batizando a família inteira: crianças, jovens e adultos. Vamos ver estas histórias do começo da Igreja:

Atos dos Apóstolos capítulo 16, versículos 30 a 34 “Então, Paulo e Silas anunciaram a Palavra do Senhor ao carcereiro e a todos de sua casa. A seguir foi batizado junto com todos os seus”. É o batismo de toda a família.

Atos dos Apóstolos capítulos 16, versículos 14 a 15 “ Lídia, vendedora de púrpura, foi batizada junto com toda sua família”; Batizou toda família.

São Paulo vai dizer na primeira carta aos Coríntios capítulo 1, versículo 16 “Batizei também a família de Estéfanas”. Batizou todas as pessoas da casa.

É por isso que a Igreja católica batiza crianças também.

Batiza também jovens e adultos. Quem ainda não é batizado, nós batizamos, porque Jesus mandou batizar a todos os povos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010


Viva Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

11 Anos da Catedral de Santo Antonio. Zé Doca-MA

Hoje faz 11 anos que a nova Catedral foi inaugurada por Dom Walmir Alberto Valle, IMC. Com a presença de muitos fieis.

12 de outubro de 1999


Catedral de Santo Antonio, sendo construída



Hoje Dia de Nossa da Conceição Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil

Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.

Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.

Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o "maior Santuário Mariano do mundo".

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Papa nomeia novo bispo para o Brasil


Padre Odelir (à esquerda) preside a Missa, assistido por padre Jorge, no Santuário Santa Cruz, anexo à sede provincial dos Combonianos, em São Paulo

O Santo Padre nomeou como Bispo de Sobral (CE) o padre Odelir José Magri, M.C.C.J., até então Vigário-Geral dos padres Combonianos em Roma.

Padre Odelir José Magri, M.C.C.J., nasceu em 18 de abril de 1963, na cidade de Campo Erê, Diocese de Chapecó (Santa Catarina). Após os estudos preparatórios, em 26 de junho de 1988, emitiu a profissão religiosa na Congregação dos Missionários Combonianos do Sagrado Coração de Jesus. Completou os estudos de Filosofia e Teologia em Paris (1988-1992), obtendo a licenciatura em Filosofia. Frequentou o curso quadrienal para Formadores dos Seminários, organizado em São Paulo em colaboração com a Pontifícia Universidade Gregoriana.

Em 18 de outubro de 1992, recebeu a ordenação sacerdotal. Entre 1992 e 1996, desempenhou o ministério sacerdotal em Congo Kinshasa (República Democrática do Congo), onde, em 1996, foi formador dos Postulantes.

De volta ao Brasil, em São Paulo, foi Formador Escolástico e Pároco (1997-1999); Conselheiro Provincial (1999-2001); Padre Mestre do Noviciado de Contagem (Belo Horizonte-MG) e Superior da Comunidade (2000-2003); Vice-Superior Provincial (2002-2003).

Desde 2003 é Assistente-Geral da Congregação em Roma e, desde 2009, Vigário-Geral dos Combonianos.

Diocese de Sobral
Vacante desde 16 de agosto de 2009, a diocese de Sobral foi criada em 10 de novembro de 1915, pela bula Catholicae Religionis Bonum do papa Bento XV. Ela foi desmembrada da então diocese de Fortaleza. A diocese de Sobral está no norte do Ceará e tem uma superfície de 19.143 km² e cerca de 38,0 habitantes por quilômetro quadrado. É composta por 29 municípios. Seu último bispo diocesano foi dom Antônio Fernando Saburido, OSB, que atualmente é arcebispo de Olinda e Recife (PE)