OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

NA OCASIÃO DO RETORNO DE FREI DOM LUÍS D’ANDREA NA CASA DO PAI

Valeu a pena, Dom Luís 
Quando recebi a notícia do falecimento de Dom Luís D’Andrea no dia 8 de setembro de 2012 em Roma, confesso que a minha imaginação ficou solta e vagou durante um bom tempo.
O Paraíso não é um lugar físico que se possa indicar com as famosas coordenadas geográficas levando em conta os meridianos e os paralelos. É um modo para indicar onde está Deus e quantos merecem, no fim da vida, viver e gozar da presença dele. Está no Evangelho.
Dom Luís ao entrar na casa do Pai, o Paraíso, certamente desencadeou uma grande festa.
Os anjos, entidades a serviço de Deus e dos homens, se alegraram por receber mais um filho de Deus para morar definitivamente com eles.
O Pai, o Filho e o Espírito Santo receberam de braços abertos, num abraço bem apertado e cheio de comoção, um filho por eles criado, chamado a uma grande missão, nos quase oitenta anos de existência, cumprida com carinho, dedicação e totalmente dedicada ao serviço dos homens. Dom Luís se deixou trabalhar por Deus, que fez dele uma obra-prima: evangelizador, humilde, servidor dedicado e fraterno: ele espalhou pelo mundo bondade e serenidade. Sofreu com certeza, em alguns momentos, mas a ajuda de Deus o sustentou e venceu.
Imagino o encontro de Dom Luís com o Pai Francisco de Assis. Os dois “franciscanos” trocando abraços, sorrisos, fortes apertos de mão; um olhando nos olhos do outro partilhando alegria e satisfação do dever cumprido; um comunicando ao outro a alegria de ter investido os dons recebidos de Deus para o bem da humanidade; um contando ao outro a beleza de uma vida cristã vivida a plenos pulmões.
Os encontros continuaram e nunca irão acabar: São Pedro, Nossa Senhora, São Paulo, familiares e outros companheiros de vida franciscana, amigos conhecidos, evangelizados e servidos nestas terras do Maranhão, inclusive muitos de Zé Doca encaminhados e acompanhados por ele no caminho da salvação.
Talvez, lá no Paraíso, algumas lágrimas escorreram dos olhos de Dom Luís: afinal se pode também chorar de alegria e a do reencontro é tamanha que só o céu pode contê-la. Aqui, em Zé Doca, em Caxias, na Ordem franciscana, as lágrimas significam ainda a tristeza de ter perdido – mas não por muito tempo – um amigo que só fazia pensar em Deus.
Valeu a pena, Dom Luís. Valeu mesmo.
Descanse em paz.

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