OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

HOMILIA
Ordenação Presbiteral de
MÁRCIO JUNIOR DE JESUS SODRÉ
Godofredo Viana, 29 de setembro de 2012


1.        Esta celebração, organizada e bem preparada desde muitos meses, muito bem frequentada e, espero, também participada com proveito e com verdadeiro espírito cristão, oferece também a oportunidade de conhecer melhor alguns aspectos da vida do padre:
– a caminhada percorrida, durante 8-10 anos, pelos jovens chamados à vida sacerdotal e que se prepararam e formaram em vista do sacerdócio;
- as dificuldades encontradas: como foram vivenciadas, enfrentadas e superadas com a ajuda dos formadores, dos companheiros e, sobretudo, do Espírito Santo;
- neste momento, mais do que para os sacerdotes aqui presentes, estou refletindo junto com o povo de Deus, que está aqui reunido e deseja conhecer melhor e aprender melhor. Os Sacerdotes estão ao par do sentido desta celebração porque a estão vivendo no dia-a-dia, quem mais anos quem menos anos e, penso eu, com alegria, como se fosse hoje o início do seu sacerdócio. Foi um “sim” dado conscientemente e que vai valer pela vida toda;
- afinal: o que quer dizer chegar a ser Ordenado Ministro de Deus como Sacerdote? Todos nós sabemos que este acontecimento da Ordenação não modifica o caráter, a personalidade; a Ordenação não faz deste jovem um santo embora o ser santo seja uma exigência importante na vivência deste  Ministério; este trabalho é feito no tempo dos estudos, do Seminário e da formação (e são oito anos ou mais!!). A Ordenação de hoje apenas dá poderes extraordinários e sobrenaturais a Márcio Júnior, como: perdoar os pecados, celebrar a Eucaristia, administrar e dirigir a comunidade.
- e a tarefa do sacerdote é, sobretudo e antes de tudo, a de evangelizar, visto que Jesus nunca batizou, nunca fez casamentos, nunca crismou, nunca deu a Unção dos Enfermos, nunca ordenou, mas unicamente evangelizou. Nos evangelhos aparece sim que Jesus tenha inventado os sacramentos para transmitir a graça da redenção e da salvação. Eles, os sacramentos, devem ser administrados pelos seus sucessores, mas não tem sombra que ele, Jesus, tenha administrado os sacramentos. Ele era o verdadeiro sacramento. Por isso “Cristo instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres... (Ef, 4,11-13). É o caso desta Celebração de Ordenação de Màrcio Júnior.

Proponho alguns textos que evidenciam e enaltecem a missão do Sacerdote: a missão de evangelizar em primeiro lugar:
* Pertinente a escolha da leitura de Jeremias 1,4-9: “...Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te....Eu ponho minhas palavras na tua boca...”
* Lc 4,44: “...eu devo anunciar a boa-nova do reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado...”
* Lc 5,3: “Depois, sentou-se e, da barca, ensinava as multidões”
* Jesus aplica a si mesmo as palavras lidas na Sinagoga de Nazaré: Lc 4,18-19:  “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor...”
* I Cor 1,1-2: S. Paulo declara publicamente aos Coríntios: “Irmãos, que todo mundo nos considere como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. A esse respeito, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis... De fato, - continua São Paulo poças linhas depois -Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar o Evangelho – sem sabedoria de palavras, para não esvaziar a força da luz de Cristo” (I Cor 1,17).
*por isso mesmo também nos enviou a evangelizar, antes de tudo: “Ide pelo mundo inteiro, anunciar a todos a boa-nova e batizai a todos em nome do Pai...  Eis que eu vos envio como ovelhas no meio dos lobos...       Cristo nos lança no mundo para anunciar a todos que o Reino de Deus     está próximo. O risco é grande, mas a aposta é bem superior e   compensa qualquer sacrifício e dificuldade.
- Atos dos Apóstolos: 5,41-42: “Os apóstolos saíram do Conselho, muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus. E cada dia, no Templo e pelas casas, não cessavam de           ensinar e anunciar o evangelho de Jesus Cristo”.

2.        Fica claro que a tarefa principal do Sacerdote não é celebrar os sacramentos – inclusive a Eucaristia – e sim anunciar a boa-nova do evangelho através de cursos, encontros, palestras, homilias, catequese, círculos bíblicos, liturgia orante, atividades evangelizadoras as mais variadas, usando todos os meios, inclusive eletrônicos, que estão a nossa disposição. Tudo deve concorrer e favorecer o anúncio do evangelho. (Aí funciona a criatividade do sacerdote, a pastoral verdadeira que leva as pessoas ao encontro com Cristo...).  É através dessas atividades que nasce a fé nas pessoas e fica preparado o terreno para receber com proveito os sacramentos que, inventados por Cristo, oferecem ao povo cristão a salvação, pois eles são os canais que nos comunicam a salvação. Fica também preparado o terreno para a construção de uma sociedade justa e fraterna, onde os valores verdadeiros e perenes do evangelho formam o alicerce de uma sociedade especial que Cristo chama de Reino de Deus.
3.        Encontrei algumas frases que dizem a grandeza do sacerdote e as dificuldades do trabalho no meio do povo. Elas não são poesia, nem fantasia, sentimentalismo em vista de uma comoção barata.


O SACERDOTE
O Sacerdote vive e opera no mundo, mas não pertence ao mundo.
Ele é filho dos homens, mas tem a autoridade de fazer os homens ”filhos de Deus”.
Ele é (deve ser) pobre, mas tem o poder de comunicar aos irmãos riquezas infinitas.
É fraco, mas fortifica os fracos com o pão da vida.
É servo, mas na sua frente ajoelham-se os Anjos.
É mortal, mas tem a tarefa de transmitir a imortalidade.
Caminha sobre a terra, mas seus olhos estão fixos ao céu.
Colabora ao bem-estar dos homens, mas não os tira da meta final que é o Paraíso.
- Ele pode fazer coisas que nem Maria e os Anjos podem fazer: pois ele celebra a Eucaristia e perdoa os pecados.
Quando celebra, está uns degraus mais alto, mas sua ação alcança o céu.
Quando perdoa, revela a potência de Deus, que perdoa os pecados e devolve a vida.
Quando ensina, propõe a Palavra de Jesus: “Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida”
Quando ora para nós, o Senhor o escuta, porque o constituiu “Pontífice”, isto é ponte que une Deus e os irmãos.
Quando o acolhemos, se torna o amigo mais sincero e fiel.
- Ele é o homem mais amado e mais incompreendido; o mais procurado e o mais recusado.
É a pessoa mais criticada, porque precisa confirmar com o seu exemplo a autenticidade da mensagem.
É o irmão universal, cuja tarefa é apenas a de servir, sem nada querer de volta.
- Se ele é santo, nós o ignoramos;
Se é medíocre, o desprezamos.
Se é generoso, o exploramos;
Se é “interesseiro”, o criticamos.
Se estamos na necessidade, o procuramos;
Se acabam as necessidades, o esquecemos.
- Somente quando nos será tirado compreenderemos quanto nos era indispensável e precioso.

“Se eu encontrasse ao mesmo tempo um Anjo e um Sacerdote, cumprimentaria primeiro o Sacerdote, pois ele é “um outro Cristo” (São Francisco de Sales)
Efésios, 4,11-13:
“Cristo instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude”.

Efésios, 2,19-22:
“Já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. É nele que toda construção se ajusta e se eleva para formar um Templo santo no Senhor. E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito”.



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