OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


sábado, 30 de março de 2013



Parabéns, Dom Carlo Ellena, bispo de Zé Doca

Hoje, na festa dos padres, na última Ceia do Senhor e no dia do serviço aos outros, completas 75 anos de idade - é, os anos passam também para os bons pastores. Ainda pouco, ao telefone, me dizia já ter enviado carta de renúncia como requer a Igreja, sem saber, porém, quem teria recebido a carta, se Bento XVI ou Francisco. Brincando, eu dizia que o Can. 401 pede que o bispo diocesano "que tiver completado" os anos requeridos "é soliciatdo a apresentar a renúncia", mas ele sorrindo disse: "já enviei". Ta certo! Pra quem sempre se antecipou nas coisas de Deus, anúncio e vivência, não se poderia esperar outra coisa. Agora é só esperar os procedimentos de Papa Francisco.
Que Deus continue manifestando no seu agir, tudo que servirá os padres, às religiosas, aos seminaristas, aos leigos e às leigas desta felizarda diocese de Zé Doca, que continua tendo Dom Carlo, como bispo diocesano. "Credidimus caritatis".
Com muita gratidão, inclusive por ter-me ordenado bispo, grande abraço Dom.
                         Dom Sebastião Lima Duarte, bispo diocesano de Viana-MA.

domingo, 24 de março de 2013


Dos sermões de Santo André de Creta, bispo.
(Oratio 9 in ramos palmarum: PG 97,990-994) (Séc. VIII)
Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei da Israel.
Vinde, subamos juntos ao monte das Oliveiras e corramos ao encontro de Cristo, que hoje volta de Betânia e se encaminha voluntariamente para aquela venerável e santa Paixão, a fim de realizar o mistério de nossa salvação.
Caminha o Senhor livremente para Jerusalém, ele que desceu do céu por nossa causa – prostrado que estávamos por terra – para elevar-nos consigo bem acima de toda autoridade, poder, potência e soberania ou qualquer título que se possa mencionar (Ef. 1,21), como diz a Escritura.
O Senhor vem, mas não rodeado de pompa, como se fosse conquistar a glória. Ele não discutirá, diz a Escritura, nem gritará, e ninguém ouvirá sua voz (Mt 12, 19; cf. Is 42, 2). Pelo contrário, será manso e humilde, e se apresentará com vestes pobres e aparência modesta.
Acompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua Paixão e imitemos os que foram ao seu encontro. Não estendermos à sua frente, no caminho, ramos de oliveira ou de palma, tapetes ou mantos, mas para nos prostramos a seus pés, com humildade e retidão de espírito, a fim de recebermos o verbo de Deus que se aproxima, e acolhermos aquele Deus que lugar algum pode conter.
Alegra-se Jesus Cristo, porque deste modo nos mostra a sua mansidão e humildade, e se eleva, por assim dizer, sobre o ocaso (cf. Sl 67, 5) de nossa infinita pequenez; ele veio ao nosso encontro e conviveu conosco, tornando-se um de nós, para elevar e nos reconduzir a si.
Diz um salmo que ele subiu pelo mais alto dos céus ao Oriente (cf. Sl 67, 34), isto é, para a excelsa glória da sua divindade, como primícias e antecipação da nossa condição futura, mas nem por isso abandonou o gênero humano, porque o ama e quer elevar consigo a nossa natureza, erguendo-a do mais baixo da terra, de glória em glória, até torná-la participante da sua sublime divindade.
Portanto, em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo. Revestidos de sua graça, ou melhor, revestidos dele próprio, - vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo (Gl 3, 27) – prostremos-nos a seus pés como mantos estendidos.
Éramos antes como escarlate por causa dos nossos pecados, mas purificados pelo batismo da salvação, nos tornamos brancos como a lã. Por conseguinte, não ofereçamos mais ramos e palmas ao vencedor da morte, porém o prêmio da sua vitória.
Agitando nossos ramos espirituais, o aclamemos todos os dias, juntamente com as crianças, dizendo estas santas palavras: “bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel”.
Fonte: Liturgia Das Horas  (Domingo de Ramos -Ofício das Leituras -Segunda leitura P.366- 367)

sábado, 23 de março de 2013


O encontro histórico entre Papa Francisco e Bento XVI: "Somos irmãos"


O Papa Francisco encontrou-se neste sábado, 23, pela primeira vez com seu predecessor, o Papa emérito, Bento XVI, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma. Ao meio-dia Francisco se dirigiu de helicóptero à pequena cidade para o encontro com o Papa emérito onde almoçaram juntos num fato sem precedentes na história da Igreja.

Após um voo de 20 minutos o Papa Francisco aterrissou no heliporto das Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, acolhido pelo Papa emérito Bento XVI. Presentes também o Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro e Saverio Petrillo, Diretor das Vilas Pontifícias e Dom Georg Gänswein. Papa Francisco e Bento XVI utilizaram o mesmo automóvel para chegar até a Residência Pontifícia.

Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o helicóptero papal aterrissou às 12h15, hora de Roma. O Santo Padre estava acompanhado pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Becciu, por Mons. Sapienza e por Mons. Alfred Xuereb.

Apenas o Papa tocou terra, Bento XVI se aproximou dele e houve um abraço belíssimo entre os dois, disse Pe. Lombardi. Na Residência Apostólica os dois protagonistas deste histórico encontro foram até o apartamento e imediatamente à capela para um momento de oração.

Na capela, o Papa emérito ofereceu o lugar de honra a Papa Francisco, mas esse disse: “Somos irmãos”, e pediu que se ajoelhassem juntos no mesmo banco, contou Pe. Lombardi. Após um breve momento de oração, se dirigiram para a Biblioteca privada, e por volta das 12h30, teve início o encontro reservado que durou cerca de 45 minutos.

Padre Lombardi destacou ainda que o Papa emérito estava vestindo uma simples batina branca, sem faixa e sem capa; ao invés Papa Francisco usou uma batina branca com faixa e capa.
Presentes ainda no almoço os dois secretários, portanto, Dom Georg e Mons. Xuereb.

Padre Lombardi referiu também que Papa Francisco presenteou Bento XVI com um ícone de Nossa Senhora da Humildade. O Santo Padre explicou a Bento XVI que “esta Nossa Senhora é a da Humildade, e eu pensei no senhor e quis dar-lhe um presente pelos muitos exemplos de humildade que nos deu durante o seu Pontificado”, destacou Papa Francisco.

Desde o dia 28 de fevereiro, Bento XVI reside neste local, onde acompanhou a eleição do Cardeal Bergoglio como Sumo Pontífice, e aguarda o fim das reformas no mosteiro Mater Ecclesiae dentro do Vaticano.

Papa Francisco, nos seus discursos, tem manifestado palavras de afeto a Bento XVI, chamando-o, seguidamente de “meu Predecessor, o querido e venerado Papa Bento XVI”. 

Já na sua primeira aparição no balcão central da Basílica de São Pedro disse “Rezemos pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem Maria o proteja”.

Após o almoço Papa Francisco retornou ao Vaticano.

Fonte:http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/internacional/11651-o-encontro-historico-entre-papa-francisco-e-bento-xvi-qsomos-irmaosq

sexta-feira, 22 de março de 2013



CARTA A UM AMIGO QUE “VIROU” BISPO

Caro Dom Gabriel,
viu como vão as coisas?
Ainda não comecei esta carta e já fiz algumas correções, pois comecei escrevendo “Caro Gabriel”, depois corrigi escrevendo “Caro Padre Gabriel”, mas logo me dei conta que agora você é Bispo da Santa Romana Igreja e corrigi escrevendo certo “Dom”. Na realidade, o melhor título mesmo e o mais apropriado, é “Padre”, como você sempre foi chamado pelos teus fiéis lá na cidade de Pedro do Rosário (MA) e, antes, na Itália; e como sempre vai ser para os teus diocesanos de Pernambuco na Cidade de Floresta.

Ao receber a notícia da tua nomeação a Bispo de Floresta me alegrei muito.

Pensei no Espírito Santo que “sabe o que está fazendo, sabe quem está escolhendo e sabe a quem está enviando o escolhido”. Parabéns ao Espírito Santo e a quantos O souberam escutar e atender.

Pensei em tua mãe: com ela, acompanhada por ti e por teu irmão, almoçamos poucos dias atrás. Momento muito sereno em volta de uma refeição muito simples. Ela me disse que, considerando a idade e as dificuldades, não voltaria mais ao Brasil. Ela não sabia da escolha divina, mas você já sabia: por isso notei no teu rosto um sorriso di incredulidade, que logo desapareceu. Vi teu irmão mais disponível para voltar a te visitar. Peço a Deus de dar a tua mãe, a tua primeira catequista e catequista de diversas turmas da tua paróquia natal, a força de reconsiderar aquele propósito para se alegrar com todos nós pela tua Ordenação episcopal.

Pensei no povo de Pedro do Rosário, a tua paróquia atual, que tu amas mais do que a ti mesmo: eles te conhecem mais do que todos nós: de te poderiam contar mil fatos, encontros, sucessos e insucessos, viagens de carro e de moto com chuva ou com sol para encontrá-los nas Comunidades, nos povoados, nas celebrações ou nas palestras, sem levar em conta saúde ou cansaço. Tenho um sentimento de pena por este povo que deixas, mas não abandonas. Eles entenderam, com certeza, que a vida do Padre está na obediência à Palavra de Jesus: “Ide... Eu vos envio... Há tantas ovelhas que preciso reunir... A messe e o campo são grandes...” Deus não os deixará sem assistência espiritual e aprenderão ainda mais a apreciar quem vai e quem vem.

Pensei, sobretudo em ti, eu que já estou escrevendo as últimas páginas do livro da minha vida e do meu serviço episcopal. Outros tempos, outros lugares, outros métodos, outros problemas... mas – creio eu - o mesmo compromisso, as mesmas dificuldades e responsabilidades levadas nas costas e no coração, freqüentemente na solidão da oração, em decisões nem sempre possíveis de partilha e até na incompreensão não maldosa, mas que fere e pesa dentro do coração. Você, Dom, é novo, é forte, inteligente e homem de oração: todas riquezas que trabalham a teu favor e do Reino.

Pensei no povo de Floresta, que irá te receber como “O bendito no nome do Senhor”. Aos poucos irão perceber e descobrir que o dom, que o Espírito Santo está dando a eles, é bem maior do que eles esperavam. Irão descobrir em ti um amigo, um irmão, um pastor que traz uma presença viva da Igreja de Jesus Cristo.

Caro Dom Gabriel – desta vez não errei mais – vai com coragem, com alegria. A Trindade Santa vai te acompanhar e ficará sempre ao teu lado. A Igreja toda agradece a tua disponibilidade e a tua vontade de servir ao Reino.

Dom Carlo Ellena

quarta-feira, 20 de março de 2013


Saudação da CNBB ao novo bispo de Floresta

CNBB saúda monsenhor Gabriele Marchesi, como novo bispo da diocese de Floresta (PE)
Mensagem de acolhimento da CNBB foi enviada ao monsenhor Gabriele Marchesi, nomeado pelo Papa Bento XVI, na manhã desta quinta-feira, 21 de fevereiro, como novo bispo da diocese de Floresta (PE).
Leia a Nota:
Saudação ao novo bispo de Floresta
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acolhe, com satisfação, monsenhor Gabriele Marchesi, nomeado pelo papa Bento XVI, na manhã desta quinta-feira, 21 de fevereiro, como novo bispo de Floresta (PE).
A lida com a pastoral e o contato com o povo das comunidades são o selo do sério serviço prestado até agora por monsenhor Gabriele nos quase 34 anos de vida sacerdotal. Ele foi pároco em vários lugares da diocese de Fiesole, na Itália, até o ano de 2003, quando veio para o Brasil e desde então tem servido na diocese de Viana (MA).
O campo de trabalho no qual o novo bispo tem atuado permanece sendo o cenário diante do qual se apresenta o esforço de toda a Igreja em considerar sua identidade missionária e os desafios dos dias atuais: “a missão deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais de dioceses, paróquias, comunidades religiosas, movimentos e de qualquer instituição da Igreja; nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária” (DA 365).
Acolhemos Monsenhor Gabriele com os melhores votos de que seu ministério seja proveitoso e de grande valor para a missão da Igreja junto ao povo de Floresta.
Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário geral da CNBB

quinta-feira, 14 de março de 2013

A primeira manhã de Papa Francisco: oração a Nossa Senhora e despedida da Casa onde estava hospedado

Papa Francisco dirigiu-se esta manhã à basílica de Santa Maria Maior, para uma oração a Nossa Senhora, cumprindo a intenção que ele próprio tinha anunciado ontem, na primeira apresentação pública, na varanda central da basílica de São Pedro. “Amanhã quero ir rezar a Nossa Senhora, para que abençoe toda a cidade de Roma”, disse o papa. Acompanharam o Papa o cardeal vigário para a diocese de Roma, o cardeal Agostino Vallini, assim como dom Georg Gänswein, prefeito da Casa Pontifícia. Foi uma visita breve, privada, marcada unicamente pelo recolhimento de oração diante do altar de Nossa Senhora. No regresso ao Vaticano, o Papa passou pela Casa Internacional do Clero, junto a Piazza Navona, onde estava hospedado antes do Conclave, para recolher os objetos pessoais que ali deixara e cumprimentar o pessoal. Mostrava-se descontraído e com a simplicidade e cordialidade de sempre.

Fontes: CNBB NACIONAL


SAUDAÇÃO DA CNBB AO NOVO PAPA

“Bendito o que vem em nome do Senhor!”(Sl 118,26)


Tomada pela alegria e espírito de comunhão com a Igreja presente em todo o mundo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB eleva a Deus sua prece de louvor e gratidão pela eleição do novo Sucessor de Pedro, Sua Santidade Francisco.

O tempo e as circunstâncias que antecederam a eleição de Francisco ajudaram a Igreja a viver intensamente a espiritualidade quaresmal, rumo à vitória de Cristo celebrada na Páscoa que se aproxima. O momento é de agradecer a bondade de Deus pela bênção de um novo Papa que vem para guiar os fieis católicos na santidade, ensiná-los no amor e servi-los na humildade.

A eleição de Francisco revigora a Igreja na sua missão de “fazer discípulos entre todas as nações”, conforme o mandato de Jesus (cf. Mt 28,16). Ao dizer “Sim” a este sublime e exigente serviço, Sua Santidade se coloca como Pedro diante de Cristo, confirmando-Lhe seu amor incondicional para, em resposta, ouvir: “Cuida das minhas ovelhas” (cf. Jo 21,17).

Nascido no Continente da Esperança, Sua Santidade traz para o Ministério Petrino a experiência evangelizadora da Igreja latino-americana e caribenha.

A expectativa com que o mundo acompanhou a escolha do Sucessor de Pedro revela o quanto a Igreja pode colaborar com as Nações na construção da paz, da justiça, da igualdade e da solidariedade.

Ao novo Papa não faltará a assistência e a força do Espírito Santo para cumprir esta missão e aprofundar na Igreja o dom do diálogo, em uma sociedade marcada pela pluralidade e pela diversidade, e o compromisso com a vida de todos, a partir dos mais pobres, como nos ensina Jesus Cristo.

Ao saudá-lo no amor de Cristo que nos une e na missão da Igreja que nos irmana, asseguramos-lhe a obediência, o respeito e as orações das comunidades da Igreja no Brasil, para que seja frutuoso o seu Ministério Petrino.

Com toda Igreja, confiamos sua vida e seu pontificado à proteção da Virgem Maria, mãe de Deus e mãe da Igreja.

Bem-vindo Francisco! A Igreja no Brasil o abraça com amor!


Dom Belisário José da Silva                                         
Arcebispo de São Luis Bispo                                                                        

Vice Presidente da CNBB 
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNB

quarta-feira, 13 de março de 2013

Primeiro pedido do Papa Francisco: "antes que o bispo abençoe o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe".

As primeiras palavras do Papa Francisco na loggia de São Pedro: “Vocês sabem que o dever do Conclave era de dar um bispo para Roma.; parece que meus irmãos foram buscá-lo no fim do mundo. Mas, estamos aqui. Obrigado pela acolhida. Rezemos todos juntos pelo bispo de Roma”. Segundo o jornal Avvenire, de Roma, o novo Papa fez uma referência afetuoso ao Papa emérito Bento XVI , depois recitou a “Ave Maria” e o “Glória”. “Agora começamos este caminho, bispo e povo, um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre por nós, um pelo outro, por todo mundo, para que seja uma grande fraternidade. Desejo que esse caminho da Igreja que hoje começamos seja frutuoso para a evangelização desta bela cidade. Peço um favor a vocês: antes que o bispo abençoe o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe. Em silêncio, façam esta oração sobre mim”. Depois da bênção “Urbi et Orbi” ainda voltou a pedir: “ Rezem por mim . Nós veremos logo. Amanhã, quero ir rezar para pedir à Nossa Senhora para que proteja toda Roma. Bom repouso”.

Fontes: CNBB NACIONAL

terça-feira, 12 de março de 2013

Missa de abertura do Conclave: "Que Deus queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Igreja"

A Basílica de São Pedro, no Vaticano, ficou lotada na manhã desta terça-feira, 12 de março, para a missa pro Eligendo Pontifice, presidida pelo decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano. Em sua homilia, Sodano renovou a gratidão de toda a Igreja ao “amado e venerado Pontífice Bento XVI”. E recordou a intenção desta Missa, ou seja, “implorar do Senhor que mediante a solicitude pastoral dos Padres Cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja”. Comentando as leituras do dia, o Decano falou primeiramente sobre a mensagem de amor de Deus – mensagem que se realiza plenamente em Jesus, vindo ao mundo para tornar presente o amor do Pai pelos homens. É um amor que se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todas as fragilidades do homem, tanto físicas quanto morais. “É este amor que impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos, do serviço caritativo mais imediato até o serviço mais alto, o serviço de oferecer aos homens a luz do Evangelho e a força da graça.” A seguir, o Card. Sodano falou da mensagem de unidade. O Apóstolo São Paulo ensina-nos que também todos nós devemos colaborar para edificar a unidade da Igreja, porque para realizá-la é necessária "a colaboração de cada conexão, segundo a energia própria de cada membro" (Ef 4,16). “Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesial.” Essa cooperação levou o Decano a falar sobre a missão do Papa: a atitude fundamental de todo bom Pastor é dar a vida por suas ovelhas (cfr Jo 10,15). Isto vale, sobretudo, para o Sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal. Porque quanto mais alto e mais universal é o ofício pastoral, tanto maior deve ser a caridade do Pastor. No sulco deste serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira, recordou, os últimos Pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz. Rezemos para que o futuro Papa possa continuar esta incessante obra em nível mundial, disse o Card. Sodano, que concluiu: “Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um Pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e de todos os Mártires e Santos que ao longo dos séculos deram glória a esta igreja de Roma.” Com a Missa Pro Eligendo Pontefice, abriu-se oficialmente o Conclave. Desde as 7h (3h de Brasília), os 115 cardeais eleitores começaram a se acomodar na Casa Santa Marta, dentro do Vaticano, onde ficarão hospedados durante toda a duração das votações. Cada um terá seu quarto – os aposentos foram definidos por sorteio. Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, os cardeais devem seguir às 15h45 (11h45 no horário de Brasília) para o palácio apostólico. Depois, às 16h20 (12h20 em Brasília), seguirão em procissão da Capela Paulina para a Capela Sistina. O rito será transmitido ao vivo pela Rádio Vaticano, com comentários em português. Os cardeais entram na capela, ocupam seus lugares e fazem o juramento previsto na Constituição Apostólica. O Cardeal Giovanni Batista Re, decano do conclave (por ser o mais idoso dos cardeais-bispos) fará uma introdução em latim. Depois, cada um dos cardeais vai ao centro da capela, e com a mão sobre o Evangelho, profere o juramento, também em latim. Então, a capela é fechada pelo Mestre das Celebrações Pontifícias, Mons. Guido Marini, que intima “Extra omnes”. Antes de todos os que não participam do conclave deixarem a Capela Sistina, o Cardeal Prosper Grech, 87 anos, maltês, propõe a última meditação aos cardeais eleitores. Em seguida, começam as votações. O cronograma prevê que a operação termine às 19h15 (15h15 em Brasília) e retornem para a Casa Santa Marta às 19h30 (15h30 em Brasília). Às 20h (16h em Brasília), será servido o jantar. Padre Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa, disse que “dificilmente” o nome do novo Papa deve sair na primeira votação, nesta tarde. A partir de quarta-feira, 13, serão feitas duas votações pela manhã e duas à tarde, até um dos candidatos receber mais de dois terços dos votos. As cédulas serão queimadas apenas uma vez por período e a previsão é que a fumaça seja expelida pela chaminé da Capela Sistina às 12h e às 19h (8h e 15h em Brasília).

sexta-feira, 8 de março de 2013

Nota da CNBB pelo Dia Internacional da Mulher

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF, de 05 a 07 de março, queremos homenagear todas as mulheres por ocasião do Dia Internacional da Mulher – 8 de março. Neste dia, em particular, “a Igreja agradece todas as manifestações do ‘gênio’ feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e Nações; agradece todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres na história do Povo de Deus, todas as vitórias que deve à sua fé, esperança e caridade; agradece todos os frutos de santidade feminina” (Beato João Paulo II, A Dignidade da Mulher, n. 31)

Saudamos e agradecemos, de modo especial, às mulheres que, por sua vocação, missão e empenho na superação de todo tipo de violência, possibilitam a construção de uma cultura de paz no ambiente familiar e social. Reconhecemos que, “face a inúmeras situações de violência e tragédias, são quase sempre as mulheres que mantêm intacta a dignidade humana, defendem a família e tutelam os valores culturais e religiosos” e apontam sinais de esperança, como falou Bento XVI (Angola, 2009).

Ao mesmo tempo, lamentamos que ainda persistam situações em que a mulher seja discriminada ou subestimada por ser mulher. A Igreja, por sua missão, une-se a todas as pessoas de boa vontade para eliminar as pressões familiares e os argumentos sociais, culturais e até mesmo religiosos, que usam a diferença dos sexos para justificar atos de violência contra a mulher, tornando-a objeto de atrocidades e de exploração.

Alegra a todos nós e à sociedade constatar que, cada dia mais, cresce a consciência da dignidade e do papel da mulher, que fortalece seu protagonismo marcante e significativo na vida política, social, econômica, cultural e religiosa da sociedade brasileira.

Merecem, ainda, nosso reconhecimento e gratidão, a dinâmica presença e a atuação das mulheres na vida e na ação evangelizadora da Igreja, expressa pela sua vocação vivida no exercício dos vários ministérios, organismos, pastorais e serviços na construção do Reino de Deus no hoje de nossa história.

Desejamos que, no cuidado da vida e no exercício da caridade e da cidadania, as mulheres continuem sendo testemunho de perseverança nos caminhos que conduzem à justiça e à paz.

Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Jesus e nossa, modelo de mulher, mãe, esposa e trabalhadora, ilumine e proteja as mulheres de nosso país.

 Brasília-DF, 07 de março de 2013

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
 Presidente da CNBB em exercício

 Dom Sergio Arthur Braschi
 Bispo de Ponta Grossa - PR 
 Vice-Presidente da CNBB em exercício

 Dom Leonardo Ulrich Steiner
 Bispo Auxiliar de Brasília
 Secretário Geral da CNBB
fontes:http://www.cnbb.org.br/site/

sábado, 2 de março de 2013

Orientações litúrgicas para o período de Sé Vacante

Apresentamos as orientações litúrgicas para o período de Sé Vacante.

1 – OMISSÃO DA CITAÇÃO DO NOME DO PAPA NA ORAÇÃO EUCARÍSTICA E NA LITURGIA DAS HORAS.
Durante todo o período de Sé Vacante, ou seja, desde as 16:00 horas do dia 28 de fevereiro de 2013 até a eleição do novo Papa, se omite a citação do nome do Santo Padre na Oração Eucarística e o mesmo não é substituído por nenhum outro nome. Na oração da Liturgia das Horas se omitem as intercessões pelo Papa.

2 – ORAÇÃO PELA ELEIÇÃO DO PONTÍFICE
Durante este período, se recomenda, entretanto, que os pastores e fiéis permaneçam em oração pela eleição do novo Papa. Pode-se celebrar nos dias de semana a Missa “Por várias necessidades: Para a Eleição do Papa” (Missal Romano), com a cor litúrgica do tempo da quaresma. Encoraja-se também realização de Hora Santa ou a recitação pública do rosário pela eleição do Papa.

3. APÓS A ELEIÇÃO DO SANTO PADRE
Como estabelece a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis:
“88. Depois da aceitação, o eleito que tenha já recebido a Ordenação episcopal, é imediatamente o Bispo da Igreja de Roma, verdadeiro Papa e Cabeça do Colégio Episcopal; e adquire efetivamente o poder pleno e absoluto sobre a Igreja universal, e pode exercê-lo. Se, pelo contrário, o eleito não possuir o caráter episcopal, seja imediatamente ordenado Bispo.”
Assim sendo, a partir do momento do anúncio da eleição do Pontífice, toda a Igreja passa a recordar do Papa como de costume.
Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/11486-oirentacoes-liturgicas-para-o-periodo-de-se-vacante