OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


sábado, 1 de fevereiro de 2014



CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014




Caros irmãos e irmãs, bom dia!
No sábado passado teve início a Semana de oração pela unidade dos cristãos, que se encerrará no próximo sábado, festa da Conversão do apóstolo são Paulo. Esta iniciativa espiritual, mais preciosa do que nunca, envolve as comunidades cristãs há mais de cem anos. Trata-se de um tempo dedicado à oração pela unidade de todos os baptizados, segundo a vontade de Cristo: «Para que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Cada ano, um grupo ecuménico de uma região do mundo, sob a guia do Conselho Ecuménico das Igrejas e do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, sugere o tema e prepara subsídios para a Semana de oração. Este ano tais subsídios são oferecidos pelas Igrejas e Comunidades eclesiais do Canadá, e fazem referência à pergunta dirigida por são Paulo aos cristãos de Corinto: «Estaria Cristo dividido?» (1 Cor 1, 13).
Sem dúvida, Cristo não foi dividido. Contudo, devemos reconhecer sincera e dolorosamente que as nossas comunidades continuam a viver divisões que são escandalosas. As divisões entre nós, cristãos, são um escândalo! Não há outra palavra: um escândalo! «Cada um de vós — escrevia o apóstolo — diz: “Eu sou [discípulo] de Paulo”, “eu, de Apolo”, “eu de Cefas”, “eu de Cristo”» (1, 12). Nem aqueles que professavam Cristo como o seu chefe são aplaudidos por Paulo, porque usavam o nome de Cristo para se separar dos outros no interior da comunidade cristã. Mas o nome de Cristo cria comunhão e unidade, não divisão! Ele veio para fazer comunhão entre nós, não para nos dividir. O Baptismo e a Cruz são elementos centrais do discipulado cristão, que temos em comum. As divisões, ao contrário, debilitam a credibilidade e a eficácia do nosso compromisso de evangelização e correm o risco de esvaziar a Cruz do seu poder (cf. 1, 17).
Paulo repreende os coríntios pelas suas contendas, mas também dá graças ao Senhor, «pela graça divina que vos foi dada em Jesus Cristo. Nele fostes ricamente contemplados com todos os dons da palavra e da ciência» (1, 4-5). Estas palavras de Paulo não são uma simples formalidade, mas o sinal de que ele vê antes de tudo — e alegra-se sinceramente por isto — os dons concedidos por Deus à comunidade. Esta atitude do apóstolo é um encorajamento para nós e para cada comunidade cristã a reconhecer com júbilo as dádivas de Deus presentes noutras comunidades. Apesar do sofrimento das divisões, que infelizmente ainda subsistem, acolhamos as palavras de Paulo como um convite a alegrar-nos sinceramente pelas graças concedidas por Deus a outros cristãos. Temos o mesmo Baptismo, o mesmo Espírito Santo que nos infundiu a Graça: reconheçamo-lo e alegremo-nos!
É bom reconhecer a graça com que Deus nos abençoa e, ainda mais, encontrar noutros cristãos algo de que temos necessidade, algo que poderíamos receber como dom dos nossos irmãos e irmãs. O grupo canadense que preparou os subsídios desta Semana de oração não convidou as comunidades a pensar naquilo que poderiam oferecer aos seus vizinhos cristãos, mas exortou-as a encontrar-se para compreender o que todas, a seu tempo, podem receber umas das outras. Isto exige algo mais. Requer muita oração, humildade, reflexão e conversão contínua. Vamos em frente por este caminho, rezando pela unidade dos cristãos, para que este escândalo desapareça e deixe de existir entre nós.

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