OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


sábado, 4 de março de 2017

PRESERVAR A NATUREZA É AMAR O PRÓXIMO E A DEUS


       PRESERVAR A NATUREZA É AMAR O PRÓXIMO E A DEUS. Postulado Na Encíclica Laudat Si’: Sobre O Cuidado Da Casa Comum.

       O Santo Padre o Papa Francisco, em sua encíclica vem nos alertar sobre o cuidado que devemos ter com a nossa casa comum, que é o planeta terra, e é nossa responsabilidade como cristãos comprometidos em preservar as maravilhas que Deus nos deixou. E ao cuidarmos desta casa, estamos cuidando dos mais fracos que são os pobres, que dispõe de poucos meios para se defenderem. Pois quando destruímos o meio ambiente, estamos destruindo as belezas da terra que Deus nos deu, e comprometendo as gerações futuras. Portanto, a humanidade é chamada a tomar consciência, que destruindo o ecossistema destrói também a si mesma e a criação perfeita de Deus.

       1. PRESERVAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO 

       O Papa cita São Francisco de Assis, porque ele foi este santo voltado para os pobres e a natureza. O Santo Padre deixa claro o seu apelo. (FRANCISCO, 2015, p.13.)  “O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral”.

       Preservação e conscientização são uns dos passos essenciais que devemos tomar para a melhoria do nosso planeta, não só do planeta, mas também para que as pessoas que nele habitam possam viver de forma justa e saudável. A partir desta perspectiva buscaremos compreender o que estar acontecendo com o meio ambiente, através da encíclica do Papa Francisco. Tudo que Deus fez é bom, mas não estamos sabendo cuidar deste bem. Vemos que a degradação do meio ambiente está aumentando de forma acelerada. Por isso o Santo Padre vem nos alertar de forma consistente que devemos tomar uma atitude antes que seja tarde demais.

Com isto, o Santo Padre, nesta encíclica envia a todos uma mensagem clara e repleta de esperança, como ele mesmo diz “nem tudo está perdido, porque os seres humanos, capazes de tocar o fundo da degradação, podem também superar-se, voltar a escolher o bem e regenerar-se”. Tomemos então conhecimento desses desastres.
  
       2. CUIDAR DA CASA COMUM É DIREITO DE TODOS 

       No início de sua encíclica o Papa colocou o cântico de São Francisco, em que ele louva a Deus por tudo o que há no céu e o que existe sobre a terra. São Francisco reconheceu e contemplava a natureza e dizia que tudo o que Deus fez é bom, porém, nós não reconhecemos e nem contemplamos estas maravilhas de Deus, queremos apenas colher os frutos da terra e esquecemos de plantar e agradecer. Nós precisamos da natureza para sobrevivermos, porém, a maioria das pessoas ainda não tomaram consciência disto e continuam destruindo a nossa casa comum. A terra é um bem que Deus deixou para todos nós, mas não estamos sabendo cuidar deste bem.

       Prova disto são as mudanças climáticas, como percebemos é um problema global com graves implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas e políticas, constituindo atualmente um dos principais desafios para a humanidade.

       Há diversas formas de poluição que afeta diretamente tanto o ser humano, como os animais, como: a poluição atmosférica que envolve o ar, poluição das águas, poluição do solo e, todos nós somos afetados, tanto o rico como o pobre, mas os que mais sofre são os pobres, pois não tem meios para se defenderem.

       O desmatamento e as queimadas, estão acabando com a fauna e a flora, com isto os animais estão ficando cada vez mais instintos, pois eles não têm mais aonde morar, seus hábitats estão sendo queimado e destruídos. Muitos desses animais que estão ficando instinto, as gerações futuras não os conhecerá mais, a não ser por fotografias ou outros meios.

       Também a poluição dos rios, mares e lagos são uns dos principais problemas ambientais, pois há pessoas que jogam grandes quantidades de lixos nos rios, que destrói com a vida marinha. São vários os fatores, que contribuem para esse desastre ecológico, citamos aqui o desmatamento que também favorece para o processo de assoreamento, com isso os rios vão secando.

       Com isto, as pessoas que sobrevivem da caça e da pesca têm que buscar outros meios de sobreviverem, porém não tem para onde ir, e ficam a margem da sociedade, como excluídos.

O santo Padre o Papa Francisco diz:

        Tanto a experiência comum da vida cotidiana como a investigação científica demonstram que os efeitos mais graves de todas as agressões ambientais recaem sobre as pessoas mais pobres. Por exemplo, o esgotamento das reservas ictíicas prejudica especialmente as pessoas que vivem da pesca artesanal e não têm possibilidades de comprar água engarrafada, e a elevação do nível do mar afeta principalmente as populações costeiras mais pobres que não têm para onde se transferir. (FRANCISCO, 2015, p. 38)

       Com todos esses fatores, vemos que as pessoas de classes sociais altas não estão preocupadas com os menos favorecidos, fingem que não estão vendo o que está acontecendo com a nossa casa comum, interessam-se apenas consigo mesmo. Quando falamos de “meio ambiente” fazemos referência também a uma particular relação entre a natureza e a sociedade que habitamos, pois, a natureza não é algo separado de nós, estamos incluídos nela, somos parte dela e somos responsáveis com o que nela acontece, por esse e outros motivos temos obrigação de cuidá-la e conscientizar a todos, de que a poluição, o desmatamento tem consequências graves que prejudicam tanto o meio ambiente, quanto a qualidade de vida humana e animal. 

       Como percebemos há diversas formas de exploração e degradação do meio ambiente, muitas vezes causada pela ganancia do ter, do poder e ser mais do que os outros, e isso pode destruir não só com os meios de subsistência, mas também, com uma identidade de um povo, seu modo de viver e suas culturas. E o desaparecimento de uma cultura pode ser tanto ou mais grave do que o desaparecimento de uma espécie de animal ou vegetal. 

        Com isto o Papa nos alerta:

       Neste sentido, é indispensável prestar uma atenção especial às comunidades aborígenes com as suas tradições culturais. Não são apenas uma minoria entre outras, mas devem tornar-se os principais interlocutores, especialmente quando se avança com grandes projetos que afetam os seus espaços. Com efeito, para eles, a terra não é um bem econômico, mas dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam, um espaço sagrado com o qual precisam de interagir para manter a sua identidade e os seus valores. Eles, quando permanecem nos seus territórios, são quem melhor os cuida. Em várias partes do mundo, porém, são objeto de pressões para que abandonem suas terras e as deixem livres para projetos extrativos e agropecuários que não prestam atenção à degradação da natureza e da cultura. (FRANCISCO, 2015, p. 120).

       É preciso cultivar tanto a cultura como a natureza. Ao cultivarmos, estamos cultivando aquilo que é de mais sagrado, a vida. E todos têm direito a viver de forma digna. Portanto é necessário que se tenha projetos que não gere danos graves ao meio ambiente ou as pessoas que nele habite, mas que promovam o bem comum, principalmente a aquelas pessoas descartadas, pobres e privadas de seus direitos humanos.

       Hoje no mundo em que vivemos há uma dificuldade em reconhecer o outro, estamos vivendo num verdadeiro individualismos, onde, só os meus interesses que importam, o outro é deixado de lado, é esquecido. O desejo pela satisfação pessoal nos torna egoístas, sem nos preocupar com o que vai acontecer e o que vamos deixar para as gerações futuras. O Papa Francisco já nos questiona. (FRANCISCO, 2015, P.130.) Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer? Esta pergunta não toca apenas o meio ambiente de maneira isolada, porque não se pode pôr a questão de forma fragmentária. Portanto cabe ao mundo se conscientizar que somos os primeiros responsáveis em deixar um planeta habitável para a humanidade que vai nos suceder.

       Mas, certamente para que tenhamos um planeta habitável para as gerações futuras, precisamos tomar algumas atitudes, principalmente por parte dos governantes da nossa sociedade que, deveriam elaborar projetos de responsabilidade e encontrar formas de desenvolvimento sustentável, fazendo com que todos vivam de acordo com sua dignidade humana. E quando se coloca essas questões de desenvolvimento sustentável e, vai contra alguns projetos que só visam interesse próprio e que não traz nenhum benefício ao meio ambiente e muito menos aos mais necessitados, alguns reagem acusando os outros de pretender parar irracionalmente com progresso e o desenvolvimento.
       
       Como percebemos o meio ambiente é um dos bens que o mecanismo de mercado não estar apto a defender, apenas explorar. Por isso será preciso uma conscientização global em busca de melhorias na qualidade de vida. O que se espera é que tomamos consciência do que estar acontecendo e reconhecermos os nossos próprios erros e encontremos formas de interação orientada para o bem comum.  Pois o ser humano não estar dissociado da terra ou da natureza, eles fazem parte de um todo. Portanto destruir a natureza estaremos destruindo o próprio ser humano. Destruir o ser humano para nós católicos é pecado, da mesma forma, não é possível falar em proteção ambiental sem que esta envolva também a proteção ao ser humano, em especial os mais pobres e vulneráveis. Neste sentido uma mudança no estilo de vida nos possibilita, a viver de forma justa, moderada, em comunhão com Deus, com os outros, consigo mesmo e também com todas as criaturas e a natureza.


3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

       Quantas vezes paramos para pensar o quanto nossas atitudes influenciam na preservação ou não do Meio Ambiente? Pois é, este é o questionamento que o Santo Padre nos faz. Geralmente, agimos como se o problema não fosse nosso, pois não nos preocupamos com os outros, apenas com nós mesmos. Contudo, é preciso ter a consciência de que são as nossas atitudes quem mudarão os caminhos a serem trilhados pelo planeta e pelos seres que aqui vivem. Atitudes simples podem salvar o planeta ou podem continuar a condená-lo à degradação.

       Portanto, as nossas atitudes têm efeito a longo prazo, mas precisamos começar imediatamente a cuidar desta casa comum que Deus nos deixo antes que seja tarde. A Terra é nossa casa, nosso mundo! E é nossa responsabilidade preservar deste bem que Deus nos deixou.

Referência Bibliografia: FRANCISCO, Papa. Laudato si`: sobre o cuidado da casa comum.1. ed. São Paulo: Paulinas, 2015.

Texto: Seminaristas Cleiciano Oliveira e Weverson Almeida

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