OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


terça-feira, 19 de maio de 2020

ORAÇÃO PELA SAÚDE DA HUMANIDADE


ORAÇÃO PELA SAÚDE DA HUMANIDADE

Ó Santíssima Trindade, nós Vos agradecemos pelas inúmeras realidades de bênçãos e graças que se tornam visíveis todos os dias de nossa existência. Perdoai-nos, pois pecamos contra Vós, sobretudo agindo com soberba, com ódio, com o coração cheio de rancor. 

Sois Todo-Poderoso, o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, tende misericórdia da vossa Criação, que sofre com inúmeras moléstias.

Ó Pai, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, restaurai a paz e a saúde das vossas criaturas enfermas.

Ó Cristo, Redentor dos homens, que entregastes a Vossa vida no madeiro da cruz para salvar a humanidade do pecado e da morte, protegei-nos e preservai a paz em nossos corações.

Ó Santo Espírito, que sondais todas as coisas, desde o princípio da criação, e que pairou sobre as águas na origem do mundo, curai e libertai-nos das influências diabólicas e das forças maléficas, que são invisíveis aos nossos olhos.

Santíssima Virgem Maria, Auxílio dos cristãos, Refúgio dos pecadores, Arca da Aliança, Mãe do Bom Conselho, Rainha da Paz, Mãe de misericórdia, advogai por nós junto a Deus, e Ele aceite os nossos sacrifícios, a fim de que sejamos curados de todas as enfermidades físicas e espirituais. 

Anjos do Senhor, Miguel, Rafael e Gabriel, protegei-nos no combate e livrai-nos das ciladas dos inimigos. Zelai pela saúde do corpo e da alma e comunicai-nos palavras de sabedoria e de salvação.

Senhor, concedei-nos graça e auxílio celestes no momento de dor e sofrimento, dai-nos vossa bênção e santificai-nos. Suplicamos com fé, esperança e caridade para resistirmos às provações no tempo das noites escuras e, por fim, sejamos acolhidos com a coroa da justiça no paraíso. Amém!

Diácono Josivaldo Rodrigues da Silva    
Llallagua, Bolívia, abril/2020    

terça-feira, 12 de maio de 2020

COMUNICADO EPISCOPAL: SOBRE AS COLETAS



Comunicado Episcopal
Nº 04/2020

Amado Povo de Deus da Diocese de Zé Doca, saudações de paz e saúde, com minhas orações e bênçãos envio.

Sobre as coletas

1. Falar de dinheiro, na vida da Igreja nunca foi fácil e se torna mais difícil ainda no tempo em que vivemos e nos desafios que enfrentamos. Mas, não é evitando o tema delicado que resolveremos alguma coisa. Com serenidade e maturidade, abordaremos o assunto.

Nossa Igreja se sustenta e vive das doações do nosso povo, através das ofertas, das coletas e dos dízimos. Com as arrecadações, os párocos precisam manter as igrejas, as capelas, a casa paroquial e os outros ambientes paroquiais. Também precisam honrar com os salários das pessoas que estão prestando serviços essenciais. A Diocese, ao receber as contribuições paroquiais, precisa manter a Cúria, os Seminários, o Centro Diocesano (no que se refere aos prédios), bem como os nossos funcionários, as mensalidades dos seminaristas nas faculdades, os formadores e o bispo.

2. Estamos sustentando também as ações evangelizadoras e ajudando nos encontros de formação das lideranças leigas. É verdade que muitas pastorais tentam se manter autônomas nas suas caminhadas e por isso agradecemos. Um dos exemplos disso é nossa Escola Diaconal, que depois do investimento inicial que a Diocese fez, se tornou autossustentável. 

3. Estas são as informações básicas, que não tenho dúvidas que os nossos fiéis diocesanos compreendem. Nunca e ninguém, na nossa Igreja foi obrigado a fazer algumas destas contribuições. Sempre pedimos e apelamos para a consciência responsável do nosso povo, e tenho certeza - a pandemia não irá mudar isso. Todos estamos no mesmo barco e todos enfrentamos as mesmas dificuldades. Não prometemos pelo dinheiro doado nenhuma graça, não garantiremos nenhum milagre pela contribuição. A Igreja não vende a salvação e não troca as bênçãos pelo dinheiro. Tudo isso, Deus é quem gratuitamente concede aos seus filhos e nenhuma riqueza no mundo as compra.

4. Agradeço a vocês, meus Irmãos e minhas Irmãs na fé, pela colaboração e compreensão. Tudo o que for contribuído, de uma ou de outra forma, volta para vós, seja através de uma igreja ou capela segura e limpa; quando a energia é paga podem utilizar a iluminação, os ventiladores ou até climatização; usufruir dos bancos e outro material litúrgico, bom som; ser atendidos na secretaria paroquial, ter um padre, e às vezes as irmãs, para os serviços religiosos.

5. A administração das finanças na Igreja deve ser feita de forma séria, transparente e, em observância as leis civis e canônicas, por isso a obrigatoriedade do Conselho Econômico nas paróquias e na Diocese. A participação das lideranças no Conselho Econômico Paroquial, ajuda no crescimento da credibilidade da administração paroquial.

6. Agradeço aos nossos padres: no tempo da pandemia cortamos nossas côngruas, limitamos nossas despesas. Os párocos estão fazendo o possível para manter as paróquias funcionando. Os seminários também estão poupando as despesas (seguindo o exemplo do clero, despesas concretas foram reduzidas). 

7. Na Igreja existem algumas coletas obrigatórias ao longo do ano. Umas são universais, feitas no mundo todo (Lugares Santos, Óbolo de São Pedro e Campanha Missionária), outras apenas no Brasil (Campanha da Fraternidade e Campanha para a Evangelização) e uma diocesana (uma vez por ano a paróquia faz a coleta para os seminários). As paróquias devem informar os fiéis sobre as coletas, explicar sua finalidade e depois enviar a Diocese, que faz devidos repasses.

8. A Santa Sé e CNBB atualizaram as datas destas coletas solidárias. Informei sobre isso no comunicado publicado em 18 de abril de 2020. Agora gostaria de repassar os últimos ajustes nas datas:

- Óbolo de São Pedro – o Santo Padre estabeleceu que, para este ano de 2020, a coleta do Óbolo de São Pedro, será transferida em todo o mundo para o 27º domingo do tempo comum, 4 de outubro, dia dedicado a São Francisco de Assis.

- Lugares Santos – Conforme a correspondência da Congregação para as Igrejas Orientais, esta coleta ocorrerá, no dia 13 de setembro, domingo anterior à Festa da Exaltação da Santa Cruz.

- Missões e Santa Infância – Até segunda ordem, esta coleta ocorrerá como previsto, ou seja, em 18 de outubro.

- Campanha da Fraternidade e para a Evangelização – Depois de ouvir os bispos, optou-se por uma única coleta e não duas separadamente. Esta única coleta acontecerá na Solenidade de Cristo Rei, abrangendo também as missas da parte da tarde do sábado, ou seja, nos dias 21 e 22 de novembro de 2020.

- Coleta Diocesana para os seminários – deixo a critério dos párocos e dos conselhos paroquias, quando e se pode se fazer.

- Algumas paróquias já realizaram umas coletas anuais, então peço que a Contabilidade da Diocese, seja devidamente avisada (os comprovantes apresentados).

9. Para concluir, agradeço a todos pela colaboração material e espiritual com a nossa Igreja diocesana. Agradeço aos nossos padres pela administração responsável e cuidadosa dos recursos da Igreja. 

Este tempo nos revela a importância de cada um e o valor de cada doação. Não sairemos desta provação sem solidariedade fraterna, juntos não apenas sobreviveremos, mas venceremos, e venceremos com dignidade.

Deus vos abençoe: em nome do Pai + e do Filho + e do Espírito Santo+. Amém.


Dom João Kot, OMI
Bispo Diocesano

Zé Doca, 12 de maio de 2020.

sábado, 9 de maio de 2020

COMUNICADO EPISCOPAL: ATUALIZANDO E CUIDANDO


Comunicado Episcopal
Nº 03/2020

        A todos os que fazem esta família diocesana, saudações cordiais de paz, bem e saúde. Entre muitas informações, de todo tipo, tenho uma grata satisfação em dar também alguns avisos bons e esperançosos. Peço, então a atenção e a cooperação de todos.

1. Recebi o pedido da ordenação presbiteral do nosso diácono Josivaldo Rodrigues da Silva. Rezei, analisei e consultei o Conselho Presbiteral. Comunico a todos oficialmente: o diácono Josivaldo está aprovado para a ordenação presbiteral. Estamos, ainda, mantendo a data de 26 de setembro de 2020, em Cândido Mendes. Também estamos de acordo que o diácono Josivaldo faça o seu retiro preparatório na Bolívia, onde faz a experiência missionária (a volta está prevista para a segunda metade de agosto). Desde já, convido todos a rezar pelo nosso candidato ao presbiterado, que este tempo seja cheio de bênçãos e de crescimento espiritual e missionário. 

2. Estamos tentando concluir a edição do livro: Plano Pastoral 2019 -2023 de Diocese de Zé Doca. Peço que todos nos ajudem na atualização dos e-mails, números de telefones e os endereços, dos padres, das paróquias, das casas religiosas e de outros ou aqueles que julgarem importantes. Qualquer mudança destes endereços eletrônicos seja imediatamente informada a Cúria Diocesana (irmã Ana) ou a Secretária do Conselho de Pastoral, Simony. Percebemos como é importante isso, ainda mais quando dependemos destes meios para nos comunicarmos.  

3. Já avisei antes e quero repetir, que todas as datas marcadas comigo para o ano de 2020 estão canceladas. Precisamos negociar outras. Não quer dizer que as do segundo semestre estão seguras, porque muitos compromissos externos da primeira metade do ano estão sendo transferidos para outros meses deste ano. 

4. Os párocos, com os conselhos e as lideranças das suas paróquias, por favor, trabalhem o jeito adequado de celebrar os festejos. Não tentem transferir para depois da pandemia, porque vamos ter acúmulo (over book) de compromissos e corremos risco de choques e estresse. 

5. Os párocos com os seus conselhos devem trabalhar e depois publicamente orientar seus paroquianos como se proteger de estelionatários. Já estou recebendo as denúncias das paróquias e eu mesmo, frequentemente, estou enfrentando situações suspeitas. 


        Cuidado com os e-mails, as cobranças suspeitas ou até dos “bancos” pedindo atualizações das contas: NUNCA use estes meios para esta finalidade, SEMPRE consulte sua agência e o gerente. Na dúvida entre em contato com o assessor jurídico da diocese.

        Os párocos devem orientar não só os fiéis, mas também os funcionários e colocar limites claros. Nas suas transmissões virtuais alertar o povo e procurar junto às lideranças da paróquia o modo seguro na administração de bens. 

        Não quero, porque não posso tratar dos detalhes, mas chamo vossa atenção e peço mais cuidados. Antes, alguns de nós já foram vítimas deste procedimento inescrupuloso. Sabemos que não é necessária crise nenhuma para que as pessoas de mal caráter e sem moral tentem extorquir os outros, mas agora serão muito mais “criativos” e frequentes. 

        Mais uma vez, meu amado povo da Diocese de Zé Doca, minhas orações envio, vos abençoo e fique com Deus,

Dom João Kot, OMI
Bispo Diocesano 

Zé Doca, 09 de maio de 2020

sexta-feira, 8 de maio de 2020

NOTA OFICIAL: SOLIDARIEDADE AS VÍTIMAS DA PANDEMIA


        Meus amados Filhos e Filhas da Diocese de Zé Doca

        As informações sobre os infectados e óbitos do Corona vírus nos municípios da nossa Diocese são os fatos dolorosos.  Muitos estão sofrendo com a morte de seus entes queridos, muitos estão assombrados pelo medo e a tristeza, o emocional de fragilizados está em farrapos.  

        Nesta nota oficial, em nome da Diocese, quero prestar minha solidariedade a todas as famílias enlutadas. Meus sinceros sentimentos, pêsames. Muitas vezes não podemos estar ao vosso lado fisicamente, para conversar um pouco, consolar, rezar juntos ou simplesmente só sentar. Nesta hora de sofrimento, às vezes sozinhos ou com os poucos que restaram na casa, a dor aumenta e parece que se multiplica, quando não é partilhada. 

        Mas, com nossas orações e nossa amizade fraterna estamos ao vosso lado, SIM! Não tenham dúvida disso! Estamos rezando, lembrando e trocando as notícias, para que todos possam se unir, pelo menos espiritualmente nesta hora.

        Convido todos os padres da Diocese para celebrarmos, até o fim da pandemia, cada quarta-feira a Missa, especialmente, unicamente pelas vítimas fatais do Corona vírus e pelas suas famílias. Eu sei que em todas as Eucaristias se reza nesta intenção e privadamente os párocos celebram pelos seus paroquianos falecidos, mas aqui se trata de um gesto diocesano de solidariedade e união. Outros podem, neste dia nos acompanhar e por sua iniciativa pessoal oferecer sua oração - o terço, na mesma intenção.


        Nenhum gesto, por menos que fosse, é sem significado nestes tempos e para aqueles que choram, porque os seu valor e seu poder é o nosso amor fraterno. Que Deus vos abençoe e acompanhe sempre.

Dom João Kot, OMI
Bispo Diocesano de Zé Doca

Zé Doca, 08 de maio de 2020




quarta-feira, 29 de abril de 2020

XV ASSEMBLEIA DIOCESANA DA PASTORAL DA JUVENTUDE



     A Pastoral da Juventude da Diocese de Zé Doca realizou a XV Assembleia Diocesana da Pastoral na Paróquia Santa Luzia, na cidade de Santa Luzia do Paruá, terra onde juntos rezamos, construímos e planejamos, entre os dias 13, 14 e 15 de Março de 2020, uma nova história e um novo ciclo para a nossa Pastoral, fortalecendo nosso jeito jovem de ser e fazer Igreja.

    Somos todos os dias chamados a sermos protagonistas de nossos passos. E a história que construímos ao longo desses muitos anos de Pastoral da Juventude em nossa Diocese foi sustentada de muita ternura, esperança, ousadia e profetismo. Nesses dias de Assembleia, vivenciamos a experiência da comunhão fraterna das diversas lideranças paroquiais e de grupos de bases espalhados pela nossa Diocese. 

    Com a Santa Missa e vários momentos orantes, bem como nas plenárias, estivemos em comunhão e em memória com todos que fizeram e fazem a caminhada da Pastoral da Juventude acontecer de maneira mais linda, mística e sintonia com a Igreja. Fizemos memória de muitos que ajudaram a construir essa nossa história como antigos coordenadores, padres, irmãos e irmãs, juventude no geral, que se doaram e deixaram um pouco de si por nós que hoje assumimos esse compromisso. 

    Na XV Assembleia da Pastoral da Juventude da Diocese de Zé Doca, fomos convidados a construir, com responsabilidade e criatividade, direcionamentos e prioridades que nos ajudarão a fortalecer nossa ação na animação dos grupos de base. Refletimos sobre como ser uma PASTORAL mais ativa, eficaz, que prima o seguimento de Jesus Cristo e o compromisso com a construção do Reino de Deus.

    A Assembleia foi de caráter eletivo, realizada após o final do triênio do Regional, juntos rezamos nomes para o serviço dos nossos novos dois Coordenadores Regionais (CR’s), dos quais foram escolhidos para assumir essa missão Mayara Neves Alves e Maurício Martins da Silva, que se colocaram a disposição e se comprometeram com a causa da nossa juventude. Percebeu-se no rosto da nossa juventude a esperança depositada nesses dois jovens, que serão nossas vozes, nossos passos e nossos “abridores de caminhos”, e que eles possam ser Sal e Luz na vida da nossa juventude, e nos conduzir, seguindo os passos do jovem de Nazaré, para caminhar em comunhão com a igreja e fazer florescer dias de grandes realizações para as juventudes de nossa Diocese.















terça-feira, 28 de abril de 2020

PENSANDO NAS PESSOAS DOS GRUPOS DE RISCO



        Por que algumas pessoas que se julgam fora dos grupos de risco acham que podem reivindicar para si a Eucaristia, que as igrejas estejam abertas e que haja celebrações com as pessoas que “não apresentam risco”? Quem vai fazer a seleção na entrada? Que vai estar na porta para mandar de volta para casa o idoso, o cardíaco, o diabético, o fumante e outros dos grupos de riscos que teimosamente desejarem participar? Quem não levar sua máscara e seu álcool vai ser excluído da “sadia” assembleia celebrante? Quem garante para si mesmo que o vírus inexiste na sua exuberante saúde aparente? Vale passar na igreja de carro ou a pé e pegar “seu pedaço” de Eucaristia e ir embora, sem celebração, sem assembleia litúrgica, sem saborear a vida comunitária celebrante?

        Estas perguntas parecem não terem sido feitas por piedosas pessoas famintas de Eucaristia, que tentam se enquadrar nos grupos seletos que podem celebrar e comungar nas igrejas. A piedade eucarística destes irmãos autoriza que haja castas que podem e castas que não podem comungar nesta hora (processo seletivo espiritual das espécies). O princípio da igualdade – ninguém pode – não seria mais justo e bíblico? “Viviam unidos e tinham tudo em comum”. Unidos na privação e em comum a mesma tristeza e fome de não celebrar a Fração do Pão.

        A postura de certos grupos da Igreja e de pessoas com discursos de “saudade de Eucaristia” leva a esquecer exatamente dos patriarcas da fé, os mais velhos; a desconsiderar os mais frágeis, os doentes de doenças graves e crônicas; a criar uma Igreja dos “sadios” e dos “outros”. Numa possível fome em casa, só os mais novos comerão do pouco existente na dispensa, deixando morrer de fome primeiro os mais velhos? Ou comerão todos um pouquinho do que ainda resta? O pouquinho do que ainda resta é a “comunhão espiritual”. Todos comem deste “pouco” mesmo que insuficiente para matar e saciar completamente a fome espiritual da Eucaristia. Mas todos igualmente! Novos e idosos, sadios e doentes, santos e pecadores, os de comunhão diária e os de comunhão dominical. Sem seleção espiritual, sem “eugenia espiritual”!

Também é lamentável a perda do sentido da Igreja como o “Corpo Místico de Cristo”. Todos estamos interligados e unidos a Ele, nossa Cabeça e Princípio. Se uns comungam, o Corpo todo se alimenta. Somos um Corpo e não simplesmente sujeitos crentes individuais, com a necessidade de cada um ter de se alimentar para alimentar, só desta forma, o Corpo inteiro. A santidade de um santifica o Corpo; o pecado de um mancha o Corpo; a comunhão sacramental de um alimenta o Corpo. Não é em cima desta verdade de fé que se fundamenta a teologia das indulgências pela via da comunhão espiritual entre os santos, os batizados, os da tribulação e os da glória? Ou entendemos que somos um Corpo ou teremos que alimentar cada membro, como se não houvesse um Corpo onde uns sustentam os outros! Todos poderiam comungar (e poder não é ter direito), mas não poder – e haverá mesmo fora das pandemias quem não possa comungar – não significa necessariamente fraqueza espiritual que mata a fé por inanição eucarística. Milhares de irmãos e irmãs – o Papa, bispos, sacerdotes, pequenas equipes de celebração – estão comungando e alimentando o Corpo todo. A Igreja não está sem Eucaristia! O alimento espiritual está saciando o Corpo! Enquanto houver um comungante, haverá vigor espiritual no Corpo todo!

        Acho que perdemos o senso da comunhão eclesial, da circulação dos bens espirituais no Corpo inteiro de Cristo, a Igreja, e fixamos nosso olhar erradamente na comunhão sacramental individual como única forma de vivência da fé eucarística e dos seus efeitos. A comunhão eucarística tomada abundantemente até antes da pandemia não nos educou para a comunhão mística que existe entre os batizados, mesmo que nem todos tenham acesso à vida sacramental. Precisamos pensar nisto!

        Neste tempo de pandemia e de carência eucarística, o que temos para todos são estas meditações: primeiro, não existem grupos de risco. Quem, porventura, fosse à Igreja comungar ou quem ficasse em casa estaria igualmente desprotegido pelos contatos e proximidades. Segundo: um membro da Igreja que comunga fortalece a Igreja toda, o Corpo inteiro. Terceiro: deixar de fora os idosos e os debilitados na saúde, abrindo a possibilidade de comungar sacramentalmente aos demais, é deixar fragilizarem-se espiritualmente, por falta desta comunhão, aqueles que nos educaram na fé e aqueles que estão mais necessitados dos remédios espirituais. Quarto: fazer de conta que nada está acontecendo e voltar tudo ao normal, será uma imperdoável irresponsabilidade e um descompromisso com a vida.

        Só para pensar! Temos tempo para isto em quarentenas! Está sobrando tempo para pensar, para conviver em casa e para rezar na nossa Igreja doméstica e no silêncio do nosso quarto interior.

Dom José Carlos de Souza Campos
Bispo de Divinópolis – MG

Fonte: https://diocesedivinopolis.org.br/c/noticias/pensando-nas-pessoas-dos-grupos-de-risco

segunda-feira, 27 de abril de 2020

CARTA DO PAPA FRANCISCO A TODOS OS FIÉIS PARA O MÊS DE MAIO DE 2020


        O Papa Francisco publicou neste sábado, 25 de abril, uma carta dirigida a todos os fiéis por ocasião do mês de maio, mês especialmente dedicado a Nossa Senhora, na qual convida as famílias a rezarem o Terço em casa durante a atual pandemia de coronavírus. A seguir, a carta completa do Papa Francisco: 

        Queridos irmãos e irmãs!

        Já está próximo o Mês de Maio, no qual o povo de Deus manifesta de forma particularmente intensa o seu amor e devoção à Virgem Maria. Neste mês, é tradição rezar o Terço em casa, com a família; dimensão esta – a doméstica –, que as restrições da pandemia nos «forçaram» a valorizar, inclusive do ponto de vista espiritual.

        Por isso, pensei propor-vos a todos que volteis a descobrir a beleza de rezar o Terço em casa, no mês de maio. Podeis fazê-lo juntos ou individualmente: decidi vós de acordo com as situações, valorizando ambas as possibilidades. Seja como for, há um segredo para bem o fazer: a simplicidade; e é fácil encontrar, mesmo na internet, bons esquemas para seguir na sua recitação.

        Além disso, ofereço-vos os textos de duas orações a Nossa Senhora, que podereis rezar no fim do Terço; eu mesmo as rezarei no Mês de Maio, unido espiritualmente convosco. Junto-as a esta Carta, para que assim fiquem à disposição de todos.

        Queridos irmãos e irmãs, a contemplação do rosto de Cristo, juntamente com o coração de Maria, nossa Mãe, tornar-nos-á ainda mais unidos como família espiritual e ajudar-nos-á a superar esta prova. Eu rezarei por vós, especialmente pelos que mais sofrem, e vós, por favor, rezai por mim. Agradeço-vos e de coração vos abençoo.

Roma, São João de Latrão, na Festa de São Marcos Evangelista, 25 de abril de 2020.

Francisco

Orações a Santíssima Virgem Maria: