OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CNBB PEDE AMPLIAÇÃO DO PRAZO DE CONTRIBUIÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL PARA A ELABORAÇÃO DE NOVO CÓDIGO PENAL

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, esteve na tarde de ontem, 30 de agosto, com o presidente do Senado Federal, senador José Sarney, para entregar oficialmente um pedido de extensão do prazo para o debate com a sociedade civil a respeito do novo Código Penal. O prazo já foi ampliado uma vez e a intenção da Conferência dos Bispos é que este prazo possa ser estendido mais uma vez para haja maior participação de entidades, organismos da sociedade civil.
“Vamos renovar o pedido de ampliação do prazo para que ninguém da sociedade civil e que queira dar sua contribuição fique de fora por falta de tempo”, disse o cardeal.
Segundo a carta, a participação requer mais tempo para o debate, “considerando a extensão da nova lei bem como sua complexidade e tudo que a envolve. O cronograma fixado para a apresentação de emendas, no entanto, não favorece a essa exigência e necessidade. Venho, portanto, solicitar-lhe respeitosamente a prorrogação desse prazo a fim de que as contribuições das entidades sejam feitas com a devida reflexão e profundidade que o projeto requer”.
Dom Damasceno também conversou com o senador sobre outros assuntos ligados ao Código Penal, como o aumento da penalização, que segundo o cardeal “vai resultar numa superpopulação das nossas prisões”, questões sobre a vida humana, “que deve ser preservada desde o seu início até o seu termino natural” e a eutanásia.
“O que queremos é que alguns princípios norteiem o nosso Código Penal, como o princípio da pessoa humana, o bem público, a convivência social, e que o novo Código não haja só a preocupação de penalizar, mas que tenhamos alternativas, como as chamadas Penas Alternativas”, explicou o cardeal arcebispo de Aparecida (SP).
A CNBB, ao final da 50ª Assembleia Geral dos Bispos, aprovou a criação de uma Comissão de especialistas a fim de também dar sua contribuição sobre o projeto do novo Código. Outras entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, o Instituto dos Advogados Brasileiros, o Conselho Nacional do Ministério Público, igrejas evangélicas, seguem o mesmo caminho.
Fonte: http://www.cnbb.org.br

terça-feira, 21 de agosto de 2012


FESTA DAS COMUNIDADES
Cocalinho da Mata (Zé Doca)
18-19 de agosto de 2012

Assim chamam, de uns anos para cá, a reunião de todas as Comunidades da mesma Paróquia. Ela começa na noite, lá pelas 20,00 horas, com a Concelebração da Missa (Bispo e Padres presentes) e continua noite adentro com reflexões, cantos, apresentações, orações e... muita alegria. O “povoado” não dorme, porque recebe com alegria e fina hospitalidade quantos chegam, todos irmãos e amigos na fé, das outras Comunidades.
No dia 18 de agosto, em Cocalinho da Mata, os presentes e participantes eram, acho eu, mais de 2000. Todos bem dispostos e “tinindo” de alegria, dispostos a passar a noite louvando e se fortalecendo uns aos outros na mesma fé. Isso dá coragem, dá a certeza que somos muitos embora vivendo  o dia-a-dia longe uns dos outros.
Os organizadores, Pároco e colaboradores, trabalharam “pra valer”, sobretudo os de Cocalinho da Mata e de Tamandaré (povoado este a uns 3 Km e meio) onde terminou a marcha iniciada às 5,00 horas da madrugada. Foi o momento bem descontraído que deixou um cheirinho de saudade de “voltaremos a nos encontrar no próximo ano”: abraços e beijos.
O tema desta Festa das Comunidades: Fé, tendo como sub-temas:
- Fé e vida comunitária;
- Fé e juventude;
- Fé e vida no Planeta;
- Fé e missão;
- Fé e vida sacramental.
E todas as comunidades foram trabalhando um ou outro sub-tema.
Na homilia e nas mensagens do Bispo e dos Padres descobrimos que:
- para Jesus Cristo ter fé é importante demais e decisivo na vida das pessoas: ele fez tantos milagres porque o povo tinha fé (curou surdos, mudos, aleijados, paralíticos...); ele deixou de fazer milagres porque não encontrou fé nas pessoas, pois a falta de fé paralisa a ação de Deus; Jesus disse que “se a nossa fé fosse pequena que nem uma semente de mostarda” poderíamos até transportar montanhas...
- Acontece que existe uma fé humana: ela tem base e fundamento na inteligência humana, nas pesquisas, nas descobertas da ciência, na competência e nos estudos de engenheiros, mecânicos, carpinteiros, profissionais eletrônicos... Por isso, a nossa vida, a bem pensar, é um contínuo ato de fé humana. Ela vale muito e não devemos desprezá-la, pois qualifica as pessoas, os profissionais e oferece oportunidades para o progresso.
- Mas a fé divina, sobrenatural é fundada na Palavra de Deus que conhecemos através das Sagradas Escritura e do Magistério da Igreja que sob a ação do Espírito Santo nos transmite as verdades da Fé, garantidas por Deus. Verdades que nunca a nossa inteligência alcançaria nem a existência nem a riqueza. O Creio que rezamos na Celebração da Missa está recheado destas verdades: Deus é Pai; Jesus é Filho de Deus; o Espírito Santo é o animador da vida da Igreja; os Sacramentos nos transmitem a salvação; Maria SS. é nossa Mãe; ela foi Assunta ao céu em corpo e alma; ela é nossa mãe também...
- e os santos e santas, de todos os povos, línguas e nações, os/as  mártires são a obra-prima de Deus e frutos da fé divina.
- Da fé vivida nascem as ações e os gestos da Igreja que justificam vidas masculinas e femininas doadas a Deus num serviço total; a missão evangelizadora da Igreja; a oração; a freqüência dominical na Paróquia ou Comunidade; os Sacramentos recebidos e a vida comunitária...
- É a Fe que nos impulsiona, nos dá coragem para enfrentar dificuldades e sacrifícios verdadeiros... É a fé que justifica e dá valor ao engajamento dos leigos/as, às Comunidades e a todo fiel.
-É a fé que nos anima para passar uma noite em vigília: não importam os sacrifícios, o sono, o cansaço... o que conta é a nossa fé vivida e assumida.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012


Ortodoxos russos e católicos poloneses assinam reconciliação

Eles pediram 'oração para o perdão para as injustiças e os erros cometidos'. Igrejas tiveram séculos de disputa, que muitas vezes se tornou sangrenta.



Patriarca Kirill, líder da igreja ortodoxa russa (esq.), e o arcebispo Jozef Michalik, líder da igreja católica polonesa, em encontro em Varsóvia nesta quinta (16) (Foto: AP)

Os representantes máximos da igreja ortodoxa da Rússia e da igreja católica da Polônia assinaram nesta sexta-feira (17) um chamado histórico à reconciliação e pediram "oração para o perdão para as injustiças e os erros cometidos reciprocamente".
Durante uma cerimônia solene no Castelo Real de Varsóvia, o patriarca ortodoxo russo Kirill e o arcebispo católico Jozef Michalik selaram assim um inédito chamado para que poloneses e russos deixem para trás séculos de uma disputa que muitas vezes se tornou sangrenta.


Pastorais Sociais do Regional NE 5 divulga Carta sobre as Eleições 2012
Em “Carta Aberta ao Povo do Maranhão – Eleições 2012”, o bispo de Viana (MA) e referencial das Pastorais Sociais no Regional, dom Sebastião Lima Duarte, faz uma reflexão a respeito do atual momento eleitoral, em vista da chegada das eleições municipais
Regional Nordeste 5 da CNBB – Pastorais Sociais "Carta aberta ao Povo do Maranhão - Eleições 2012"


Caríssimos irmãos e irmãs, saudações em Cristo Jesus Libertador! Dentre as bem-aventuranças o Senhor fez questão de colocar a felicidade, que nos vem pela ‘fome e sede de justiça’, assim como pela ‘promoção da paz’ que atraem sobre todos, saciedade e filiação divina (cf.: Mt 5, 6.9). Tendo em vista o momento político-eleitoral que vivemos, as Pastorais Sociais do Regional Nordeste 5, vem a público trazer uma reflexão que ajude na tomada de consciência da responsabilidade de cidadãos cristãos, com o futuro das administrações e vereanças no Estado do Maranhão.
Não haveremos de estranhar que a nossa fé nos leve a assumir atitudes em defesa do bem comum, da justiça e do direito, mesmo em se tratando de política, pois o Papa Paulo VI já dizia que “a política é uma maneira exigente – se bem que não seja a única - de viver o compromisso cristão, ao serviço dos outros” (Octogesima adveniens, 46). O Papa Bento XVI diz que “A Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política para realizar a sociedade mais justa possível. Não pode nem deve colocar-se no lugar do Estado. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça. Deve inserir-se nela pela via da argumentação racional e deve despertar as forças espirituais, sem as quais a justiça, que sempre requer renúncias também, não poderá afirmar-se nem prosperar. (...) Mas toca à Igreja, e profundamente, o empenhar-se pela justiça trabalhando para a abertura da inteligência e da vontade às exigências do bem. (Deus caritas est, 28). Os bispos do Brasil, dizem: “Incentive-se cada vez mais a participação social e política dos cristãos leigos e leigas nos diversos níveis e instituições...” e “como cidadãos cristãos, cabe nos empenharmos na busca de políticas públicas que ofereçam as condições necessárias ao bem-estar de pessoas, famílias e povos” (DGAE, 115 e 116).
A nossa contribuição para que as eleições se caracterizem como uso da liberdade de escolha feito pelo povo, sem manipulações, se deu pela formação da consciência crítica diante da realidade, pelo incentivo às organizações sociais e pela participação efetiva em Conselhos e mecanismos de transparência e controle social. Contudo, um marco importante foi a Lei 9.840/1999, de iniciativa popular, onde o apoio da Igreja foi necessário para sua realização. Diz a referida Lei contra Corrupção Eleitoral: “...constitui captação de sufrágio, vedada por esta lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de 1.000 a 50.000 UFIRs, e cassação do registro ou do diploma...”. A denúncia desses crimes é papel da sociedade organizada ou de cada cidadão ou cidadã, que devem encontrar na promotoria e na justiça eleitoral, a força do cumprimento da Lei, apesar de ser notório no período eleitoral, os movimentos da justiça no que tange à transferência de juízes e promotores de várias comarcas do Maranhão e isso nos inquieta por não sabermos as razões, se por necessidade ou conveniência de forças ocultas.
A corrupção não é de nossos dias somente, assim como os enfrentamentos não são só dos nossos tempos. O profeta Amós já dizia: “Porque vendem o justo por prata e o indigente por um par de sandálias” (Am 2,6) e ainda “Ouvi isto, vós que esmagais o indigente e quereis eliminar os pobres da terra, vós que dizeis: ‘Quando passará a lua nova...para comprarmos o fraco com prata e o indigente por um par de sandálias’...” (Am 8,4-6). Também hoje se faz necessário levantar a voz, em praça pública em bom som e na imprensa escrita, falada, televisionada e virtual contra a compra e a venda de voto e o uso da maquina administrativa nos municípios em favor de aliados, inclusive através do uso, e por vezes da coerção, de funcionários públicos para fazerem campanha em favor de candidatos, desequilibrando o embate político. Demos um basta à corrupção eleitoral. Pois voto não tem preço tem conseqüência. Não sejamos filhos da precisão, mas da promissão do voto consciente e da dignidade da vida, da moralidade pública e do bem comum.
A Lei da Ficha Limpa ou Lei Complementar 135/2010 está ajudando na idoneidade dos candidatos, pois “proíbe que políticos condenados em decisões colegiadas de segunda instância possam se candidatar”, afugentando da gestão pública e do poder de legislar quem cometeu ato de improbidade administrativa. Mas, cabe-nos a responsabilidade de contribuirmos ainda mais com as nossas lutas evitando votar em pessoas que praticam o Trabalho Escravo em suas propriedades, os que se dizem proprietários de grande quantidade de terras e impedem a Reforma Agrária e ainda mais se apropriam das terras dos Nabotes de hoje (cf.: 2Rs 21,1-24), as pessoas apoiadas pelas grandes empresas e empreendimentos voltados para o agronegócio, e grupos políticos que só pensam em si mesmos. Assim como não preferir os que já demonstraram não ter compromissos com os Quilombolas, com a preservação do meio ambiente, com os povos Indígenas, com os pescadores e lavradores, com a educação e ocupação juvenil, com a saúde e a assistência social; bem como saneamento básico, segurança e superação da violência e das drogas.
Para construirmos a sociedade que queremos, a 5ª Semana Social Brasileira que viveremos no ano que vem, já nos dá indicação a partir de seu tema: “Um novo Estado, caminho para uma nova sociedade do bem viver”. É bom que nos demos conta, que as eleições municipais deste ano norteiam as eleições de 2014. Por isso, é muito importante percebermos as alianças, as forças políticas e os políticos que se apresentam como candidatos, e descobrirmos a quem estão ligados e quem os apóiam, quem está no palanque hoje para serem apoiados amanhã, atrelando e assumindo compromissos, fazendo do povo noiva prometida em casamento. Não nos deixemos amarrar pelos que querem se perpetuar no poder de qualquer jeito. Defendamos nossa liberdade de escolha e agucemos nossa capacidade crítica de antever os conchavos para as próximas eleições.
Na construção do Novo Estado é de suma importância passarmos da democracia representativa para a participativa, onde não simplesmente elegemos pessoas e delegamos a elas nosso poder (cracia) de povo (demo), para nos representarem, mas continuemos participando do mandato através de conselhos e da presença ativa nas sessões das Câmaras de Vereadores(as), assim como no planejamento e na execução de ações do Executivo, na linha do controle e da transparência. Deve ser do nosso interesse saber quanto entra na Prefeitura, como é aplicado o dinheiro público e fazer questão de conferir as prestações de contas que deverão ser expostas para controle da população.  O orçamento participativo é uma forma ousada de participação cidadã, onde as pessoas tomam parte nas decisões vinculadas à administração do município, podendo exigir atitudes diante dos problemas em prol do bem comum.
Aos candidatos e partidários, cabos eleitorais, advertimos que não façam deste período eleitoral tempo de rivalidades e de ódio, nem ofendam a dignidade das pessoas, nem abusem dos horários de propaganda, respeitando o silêncio, até mesmo o sono reparador que todos têm direito, mas que os embates sejam a nível de idéias e propostas, que ajudem na compreensão por parte dos eleitores das verdadeiras intenções e compromissos de candidatos. Aos eleitores terminamos dizendo que voto consciente, faz votar diferente e que o sonho coletivo do bem comum, fica cada vez mais perto da gente. O momento político impõe sobre nós grandes responsabilidades sobre o destino de nossos municípios. Portanto, irmãos e irmãs, continuemos no discernimento rumo às eleições e não deleguemos a ninguém nossa capacidade de escolha, nem nos deixemos condicionar por falsas promessas ou por opiniões depreciativas sobre candidatos. Contribuamos com muita consciência, provocando reflexão em grupo, em casa, no ambiente de trabalho, respeitando as opiniões e clareando nosso horizonte de escolha. Boas eleições!
Julho de 2012 – Por ocasião do Curso de Doutrina Social da Igreja – I Etapa
Dom Sebastião Lima Duarte
Bispo de Viana e Referencial das Pastorais Sociais

domingo, 5 de agosto de 2012

JUBILEU DE OURO DE DOM CARLO ELLENA

Missa celebrada na manhã de ontem (04/8), na igreja catedral de Santo Antônio comemorou o 50 anos de ordenação sacerdotal de Dom Carlo Ellena, bispo de Zé Doca- MA.
A celebração contou com as presenças de bispos do regional nordeste5 da CNBB, além de diversos padres, seminaristas, religiosos (as) e todo o povo de Deus. Terminando com um almoço festivo no centro diocesano João XXIII