OBJETIVO GERAL

OBJETIVO GERAL: Criar e fortalecer comunidades eclesiais missionárias enraizadas na Palavra de Deus e nas realidades da diocese, tendo a missão como eixo fundamental.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

5º CONGRESSO VOCACIONAL DO BRASIL REAFIRMA RESPONSABILIDADE DE TODA A COMUNIDADE PELAS VOCAÇÕES

De 4 a 6 de setembro de 2026, cerca de 950 representantes das diferentes vocações e ministérios da Igreja no Brasil participaram, em Aparecida (SP), do 5º Congresso Vocacional do Brasil. Promovido pela Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, o encontro teve como tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e como lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46).

Durante os três dias, os participantes viveram momentos de oração, formação, celebração e partilha. As reflexões colocaram no centro a compreensão da vocação como realidade que diz respeito a toda a Igreja e nasce no encontro entre o chamado de Deus, a resposta pessoal e a vida em comunidade.

O primeiro dia também recuperou a memória dos Congressos Vocacionais realizados anteriormente no Brasil. O percurso ajudou a situar o encontro de 2026 dentro de um processo de reflexão e trabalho que vem sendo desenvolvido pela Igreja no país em torno da cultura vocacional e da animação das vocações.

Entre as convicções retomadas durante o Congresso esteve a de que toda vocação possui uma dimensão missionária. O chamado é dirigido pessoalmente por Deus, pede uma resposta livre e amadurecida, mas não é vivido de maneira isolada. Ele nasce, cresce e encontra condições de discernimento dentro da comunidade cristã.

O próprio tema do Congresso apontou para essa responsabilidade comum. Se a Igreja é uma comunidade vocacional, a animação vocacional não pode ficar restrita a uma pastoral, equipe ou grupo específico. Paróquias, comunidades, famílias, movimentos, ministros ordenados, consagrados e fiéis leigos participam da criação de ambientes nos quais as pessoas possam perceber o chamado de Deus e encontrar acompanhamento para discerni-lo.

As reflexões também chamaram a atenção para a pessoa concreta do vocacionado. Cada pessoa chega com uma história, experiências de fé, dúvidas, desejos, fragilidades e perguntas próprias. O acompanhamento vocacional, por isso, não pode se limitar à identificação de candidatos para determinadas formas de vida. Precisa oferecer escuta, tempo, discernimento e formação, respeitando o processo e a liberdade de quem busca compreender a própria vocação.

Nesse percurso, a Iniciação à Vida Cristã apareceu como um dos pontos importantes. Liturgia, sacramentos, Palavra de Deus, vida comunitária e acompanhamento não são elementos paralelos à pastoral vocacional. Fazem parte do ambiente no qual a fé amadurece e no qual uma pessoa pode aprender a reconhecer a ação de Deus em sua vida.

Uma das reflexões apresentadas durante o Congresso tratou também do acompanhamento das pessoas que se aproximam da Igreja a partir de experiências religiosas extraordinárias, devoções ou acontecimentos particulares. Essas experiências podem fazer parte de um encontro verdadeiro com Deus, mas precisam ser integradas a um caminho cristão que também se constrói na vida cotidiana.

A fé amadurece na oração perseverante, na Eucaristia, na escuta da Palavra, na fraternidade, no serviço e na participação na vida da comunidade. Por isso, quem chega à Igreja a partir de uma experiência particular precisa encontrar pessoas e comunidades capazes de acolher, escutar e ajudar a dar continuidade ao caminho iniciado.

Essa perspectiva ajuda a compreender o que significa ser uma comunidade vocacional. Não se trata apenas de promover atividades sobre vocação. Trata-se de formar comunidades nas quais a fé possa nascer e amadurecer, nas quais exista espaço para perguntas e discernimento e nas quais cada pessoa seja ajudada a descobrir como responder ao chamado de Deus.

O 5º Congresso Vocacional do Brasil encerrou-se, assim, deixando uma responsabilidade concreta às dioceses, paróquias, comunidades e famílias: construir ambientes em que as vocações possam ser despertadas, acompanhadas e amadurecidas. A animação vocacional não pertence somente aos que trabalham diretamente nessa pastoral. Ela faz parte da missão de toda a comunidade cristã.

Quando uma comunidade acolhe, acompanha, forma, celebra e envia, torna-se também lugar no qual homens e mulheres podem perguntar com liberdade: “Senhor, o que queres de mim?” , e encontrar condições para discernir e viver a resposta.

TEXTO E IMAGENS: Ir. Gizeli, Comunidade Católica Novo Ardor





domingo, 6 de setembro de 2026

JOVENS E ADULTOS RECEBEM O SACRAMENTO DA CRISMA EM GOV. NUNES FREIRE - MA

A Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro viveu um momento de profunda graça e alegria no último dia 30 de agosto.

Em solene celebração eucarística, jovens e adultos receberam o Sacramento da Confirmação, a Crisma.

A Santa Missa foi presidida por Dom João Kot, OMI e concelebrada por Pe. Cosmo Almeida,  pároco da comunidade. 

Com a igreja repleta de fiéis, familiares e padrinhos, os crismandos confirmaram o seu “sim” à Igreja Católica, assumindo de forma madura e consciente o compromisso batismal.

A Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro agradece de forma especial aos catequistas, que com dedicação e amor acompanharam os crismandos durante toda a caminhada de preparação, aos padrinhos e madrinhas por aceitarem a missão de guiar na fé, e a toda a comunidade que esteve em oração.

Que o Espírito Santo de Deus, por intercessão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, conduza cada crismado na perseverança da fé e no serviço à Igreja.

Texto e fotos: PASCOM - Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.











sexta-feira, 4 de setembro de 2026

CONVITE DE ORDENAÇÃO DIACONAL E PRESBITERAL

 


PEREGRINAÇÃO JUBILAR DA JUVENTUDE

 


No dia 29 de agosto, vivemos a Peregrinação Jubilar da Juventude, que marcou o 3º Encontro Diocesano da Juventude de Zé Doca. Foi um dia de caminhada, oração, formação, convivência e encontro com Deus, vivido sob o tema: “Juventude, qual é a paz que você procura?”

A proposta da peregrinação foi proporcionar aos jovens uma verdadeira experiência penitencial e de renovação da fé, aproveitando as graças do Ano Santo Franciscano para obter a graça da indulgência plenária e conhecer um pouco mais sobre a vida, a espiritualidade e o testemunho de São Francisco de Assis.

Ao longo do encontro, os jovens foram convidados a refletir sobre a paz que procuram e sobre aquilo que realmente é capaz de preencher o coração. A caminhada realizada no município de Bom Jardim, as formações, os momentos de oração, a adoração e a Santa Missa ajudaram a recordar que a verdadeira paz não se encontra simplesmente na ausência de problemas, mas no encontro com Jesus Cristo.


Também foi uma oportunidade para conhecer melhor o testemunho de São Francisco, que deixou suas próprias buscas e seguranças para permitir que Deus transformasse profundamente a sua vida. 

A realização deste encontro só foi possível graças à colaboração de muitas pessoas. Nossa gratidão aos freis Raimundo e Borges que nos acolheram na Paróquia São Francisco de Assis em Bom Jardim, ao Luan,  aos Servidores do Altar,  Ministros da Eucaristia e à Pascom, que contribuíram de diferentes formas para que tudo acontecesse.

Agradecemos também, de maneira especial, à Diocese de Zé Doca e à Paróquia Catedral de Santo Antônio, que estiveram conosco na organização e tornaram possível a realização deste momento tão importante para a juventude.

Mais do que encerrar um encontro, a peregrinação abriu um novo caminho. Ficou entre os jovens o desejo de continuar se encontrando, fortalecendo os vínculos e criando novas oportunidades de convivência, formação e experiência de fé. Esta experiência terá continuidade em novos encontros, nos quais poderemos retomar e amadurecer aquilo que foi vivido durante a peregrinação.


São Francisco de Assis, rogai por nós. 

Texto: Rodrigo Santos, consagrado Novo Ardor.

Fotos: Pascom Bom Jardim.











domingo, 30 de agosto de 2026

VISITA DE DOM JOÃO AOS NOSSOS MISSIONARIOS, PE. JAKSON ALVES E O DIÁC. JOAQUIM SOARES


  


ORCOTUNA

   Os Oblatos atendem duas paróquias e a comunidade mora em Orcotuna, na Paróquia de São Francisco de Assis. O Diácono Joaquim Soares colabora com o Padre Gonzalo – pároco e Padre Justos – vigário paroquial. Com os serviços pastorais e litúrgicos, nosso Diácono trabalha no atendimento das numerosas comunidades espalhadas pelos interiores das paróquias e tudo numa região situada um pouco mais que 3.000 metros acima do nível do mar. Além dos festejos paroquiais tem ainda um santuário de Nossa Senhora – Virgen de Cocharcas, em Orcotuana. 

 Sem dúvida nenhuma, o Diácono Joaquim para se ambientar na missão tinha que enfrentar além das alturas, a língua e os costumes locais, as temperaturas baixas (o que para nós é mais um teste de resistência). Toda a região é agrícola e com as terras férteis do Vale do Rio Montoro produz muito alimento que abastece a capital e outras cidades grandes do Peru. 

 Na conclusão da visita, definimos com o Diácono a data de sua ordenação presbiteral para o dia 28 de novembro de 2026, em Nova Olinda do Maranhão. Agradeço a todos pela fraterna acolhida. 


   CHINCHA

   Na segunda semana passei em Chincha, na Paróquia Cristo Rei, onde Padre Jakson está servindo, colaborando com o Padre Elio – pároco, Padre Gerson e Padre Kike – vigários paroquiais e Irmão Blaise – missionário canadense. É uma região ao sul de Lima (um pouco mais que 200 km da capital), na Diocese de Ica. Mais urbanizada, com a realidade eclesial muito diferente de Orcotuna. Além das comunidades na cidade, atendem também os distritos andinos, nas regiões mais altas e distantes (até 5 horas de viagem).


No ano de 2007 toda esta região foi afetada pelo violento terremoto e até hoje está ainda se recuperando. Eu tive a honra de abençoar algumas casas e salas de catequese, tudo reconstruído com os projetos sociais de Irmão Blaise, OMI. Como a população local é pobre e a devastação foi grande, até hoje as autoridades locais ainda não conseguem superar todos os estragos (encontrei muitas casas provisórias nas periferias, que continuam servindo como moradias fixas). 

    O clima é melhor, quer dizer um pouco mais quente, mas o diferencial é o risco de terremotos. Os celulares do Peru recebem os avisos de alerta quando se sente tremores de terra e tem que sair de casa imediatamente. 

     Muito obrigado Diácono Joaquim e Padre Jakson pelos dias vivenciados nas vossas missões em Orcotuna e Chincha, pelos momentos de conversas e pelos passeios comunitários. Estamos orgulhosos de vocês e do vosso serviço, e não é apenas minha opinião, mas a mesma têm os Oblatos com quais vocês vivem e trabalham. Deus vos abençoe. 

Texto e fotos: Dom João.

    













VISITA DE DOM JOÃO KOT, AO PERU

     


 “A palavra ‘vocação’ vem do latim vocare, que significa ‘chamar’.  No âmbito eclesial, com frequência, somos convidados a refletir sobre os chamados que Deus nos faz. Somos chamados a vida. Essa é uma vocação primeira. Não existimos por acaso, mas somos frutos do amor de Deus. Fazemos parte de um desígnio de Deus, que, para cada pessoa, tem um projeto a ser realizado”.

                     (Liturgia diária, agosto’26, Dom Wilson Angotti)


    Graças a Deus, tive o privilégio de passar no Peru, neste mês vocacional, visitando o Diácono Joaquim, Padre Jakson e meus irmãos Oblatos. Foi uma visita pastoral e, canônica, praticamente. Na companhia do Padre Edward, OMI – superior de BOLPER e Padre Cesar, OMI – ecônomo da Delegação, passamos a primeira semana em Orcotuna e a segunda, em Chincha. Eles fizeram sua visita canônica às comunidades oblatas e eu, aos nossos missionários. 

 Tive também a oportunidade de visitar o Arcebispo de Huancayo, Dom Luiz Alberto, OMI, e obviamente conhecer as cidades vizinhas das paróquias visitadas, um pouco da cultura e da culinária peruanas. Estes quase 18 dias de convivência nas comunidades oblatas foram momentos de partilha, de orações e de planejamentos, para que a cooperação entre a Diocese de Zé Doca e BOLPER possa continuar e ter ainda mais proveitos para ambas as partes. Tudo começou no ano de 2018 e até agora fizeram estágio missionário 8 diáconos, 1 leigo e 1 padre. 

     Na volta, visitei nosso seminarista Jordão, que estuda Filosofia no Seminário Maria Mater Ecclesiae. Nós nos alegramos com a conclusão do Curso e a formatura prevista para o dia 28 de novembro. 

      Aproveito a oportunidade para pedir vossas orações pelos nossos seminaristas, vocacionados e aqueles que, em nome da nossa Diocese, servem fora do Brasil.

   Agradeço a Deus por esta oportunidade que me foi dada de visitar e conhecer um pouco da realidade peruana, de sua cultura riquíssima, de sua história e culinária. Tive o privilégio de rezar nos túmulos dos santos peruanos: Santa Rosa de Lima, São Martinho  de Porres, São Toribio de Mogrovejo e São João Macias. Obrigado aos meus Irmãos Oblatos de Maria Imaculada pela acolhida e convivência, por acolherem fraternalmente e com toda a compreensão nossos missionários diocesanos. Nas passagens pelas comunidades visitadas encontrei o clima de respeitosa e verdadeiramente alegre convivência, entre as orações comunitárias e nas refeições partilhadas. Isso tudo frutifica com os serviços generosos ao Povo de Deus. 

     Ao Padre Jakson e ao Diácono Joaquim, não apenas agradeço pelos momentos vivenciados e pelas conversas. Quero parabenizá-los pela vossa disponibilidade e genuína doação ao serviço pastoral, pelo vosso esforço de aprender algo novo e de saber encontrar alegrias no cotidiano da vida missionária, abrindo os corações e a mente para novos tempos e desafios. Estamos orgulhosos de vocês e nossas orações prometemos.  

Texto e Fotos: Dom João