OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Papa pede pela paz e pelas crianças vítimas da violência

Na tradicional mensagem Urbi et orbi, o papa Francisco chamou a atenção para os refugiados de todo o mundo. Pediu paz ao Oriente Médio, à Ucrânia e aos países africanos que sofrem com os inúmeros conflitos. Lembrou ainda das crianças vítimas de todo tipo de violência. “Que o poder de Cristo, que é libertação e serviço, se faça sentir a tantos corações que sofrem guerras, perseguições, escravidão “, pediu Francisco. Leia, na íntegra, a mensagem.

Mensagem Urbi et Orbi
Natal 2014 

Queridos irmãos e irmãs, bom Natal!

Jesus, o Filho de Deus, o Salvador do mundo, nasceu para nós. Nasceu em Belém de uma virgem, dando cumprimento às profecias antigas. A virgem chama-se Maria; o seu esposo, José.

São as pessoas humildes, cheias de esperança na bondade de Deus, que acolhem Jesus e O reconhecem. Assim o Espírito Santo iluminou os pastores de Belém, que acorreram à gruta e adoraram o Menino. E mais tarde o Espírito guiou até ao templo de Jerusalém Simeão e Ana, humildes anciãos, e eles reconheceram em Jesus o Messias. «Meus olhos viram a salvação – exclama Simeão – que ofereceste a todos os povos» (Lc 2, 30-31).

Sim, irmãos, Jesus é a salvação para cada pessoa e para cada povo!
A Ele, Salvador do mundo, peço hoje que olhe para os nossos irmãos e irmãs do Iraque e da Síria que há tanto tempo sofrem os efeitos do conflito em curso e, juntamente com os membros de outros grupos étnicos e religiosos, padecem uma perseguição brutal. Que o Natal lhes dê esperança, como aos inúmeros desalojados, deslocados e refugiados, crianças, adultos e idosos, da Região e do mundo inteiro; mude a indiferença em proximidade e a rejeição em acolhimento, para que todos aqueles que agora estão na provação possam receber a ajuda humanitária necessária para sobreviver à rigidez do inverno, retornar aos seus países e viver com dignidade. Que o Senhor abra os corações à confiança e dê a sua paz a todo o Médio Oriente, a começar pela Terra abençoada do seu nascimento, sustentando os esforços daqueles que estão ativamente empenhados no diálogo entre Israelitas e Palestinos.

Jesus, Salvador do mundo, olhe para quantos sofrem na Ucrânia e conceda àquela amada terra a graça de superar as tensões, vencer o ódio e a violência e embocar um caminho novo de fraternidade e reconciliação.

Cristo Salvador dê paz à Nigéria, onde – mesmo nestas horas – mais sangue foi derramado e muitas pessoas se encontram injustamente subtraídas aos seus entes queridos e mantidas reféns ou massacradas. Invoco paz também para outras partes do continente africano. Penso de modo particular na Líbia, no Sudão do Sul, na República Centro-Africana e nas várias regiões da República Democrática do Congo; e peço a quantos têm responsabilidades políticas que se empenhem, através do diálogo, a superar os contrastes e construir uma convivência fraterna duradoura.

Jesus salve as inúmeras crianças vítimas de violência, feitas objeto de comércio ilícito e tráfico de pessoas, ou forçadas a tornar-se soldados; crianças, tantas crianças vítimas de abuso. Dê conforto às famílias das crianças que, na semana passada, foram assassinadas no Paquistão. Acompanhe todos os que sofrem pelas doenças, especialmente as vítimas da epidemia de ébola, sobretudo na Libéria, Serra Leoa e Guiné. Ao mesmo tempo que do íntimo do coração agradeço àqueles que estão trabalhando corajosamente para assistir os doentes e os seus familiares, renovo um premente apelo a que sejam garantidas a assistência e as terapias necessárias.

Jesus Menino. Penso em todas as crianças assassinadas e maltratadas hoje, seja naquelas que o são antes de ver a luz, privadas do amor generoso dos seus pais e sepultadas no egoísmo de uma cultura que não ama a vida; seja nas crianças desalojadas devido às guerras e perseguições, abusadas e exploradas sob os nossos olhos e o nosso silêncio cúmplice; seja ainda nas crianças massacradas nos bombardeamentos, inclusive onde o Filho de Deus nasceu. Ainda hoje o seu silêncio impotente grita sob a espada de tantos Herodes. Sobre o seu sangue, estende-se hoje a sombra dos Herodes do nosso tempo. Verdadeiramente há tantas lágrimas neste Natal que se juntam às lágrimas de Jesus Menino!

Queridos irmãos e irmãs, que hoje o Espírito Santo ilumine os nossos corações, para podermos reconhecer no Menino Jesus, nascido em Belém da Virgem Maria, a salvação oferecida por Deus a cada um de nós, a todo o ser humano e a todos os povos da terra. Que o poder de Cristo, que é libertação e serviço, se faça sentir a tantos corações que sofrem guerras, perseguições, escravidão. Que este poder divino tire, com a sua mansidão, a dureza dos corações de tantos homens e mulheres imersos no mundanismo e na indiferença, na globalização da indiferença. Que a sua força redentora transforme as armas em arados, a destruição em criatividade, o ódio em amor e ternura. Assim poderemos dizer com alegria: «Os nossos olhos viram a vossa salvação».

Com estes pensamentos, a todos bom Natal!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Missa da Vigília do Natal

Celebrou-se na noite de ontem, dia 24, na Catedral de Santo Antonio a Missa da Vigília do Natal, onde celebramos o nascimento de Jesus, Salvador da humanidade. A missa teve inicio as 20:00 e foi presidida por nosso bispo Dom João Kot, que em seu primeiro Natal em nossa diocese, desejou um Feliz Natal e um próspero Ano de 2015 a todo povo de Deus.

Veja abaixo algumas fotos da Missa:















 







FELIZ NATAL!

O NATAL costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o SILÊNCIO, para que se consiga OUVIR A VOZ DO AMOR!

NATAL É VOCÊ, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma!

O PINHEIRO de Natal é VOCÊ, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldade da vida!

VOCÊ é a DECORAÇÃO de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida!

VOCÊ é o SINO de Natal, quando chama, congrega, reúne!

A LUZ de Natal é VOCÊ quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros!

VOCÊ é o ANJO do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor!

A ESTRELA-GUIA do Natal é VOCÊ, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor!

VOCÊ será os REIS MAGOS quando conseguir dar, de presente, o MELHOR DE SI, indistintamente a todos!

A MÚSICA de Natal é VOCÊ, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano!

O CARTÃO de Natal é VOCÊ, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos!

Você será os “VOTOS DE FELIZ NATAL” quando PERDOAR, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício!

A CEIA de Natal é VOCÊ, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado!

VOCÊ é a NOITE de Natal quando consciente, humilde longe de ruídos e de grandes celebrações, em SILÊNCIO recebe o SALVADOR do mundo!

A vós, queridos Irmãos e Irmãs, um muito FELIZ NATAL a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Francisco pede que fiéis “abram as portas a Cristo”

Milhares de fiéis estiveram reunidos neste quarto e último domingo do Advento, na Praça São Pedro, no Vaticano. Durante o encontro, o papa Francisco convidou os presentes a meditar sobre o anúncio do Anjo Gabriel e Maria.

Francisco disse que pensando nesta jovem simples de Nazaré há dois aspectos essenciais de sua atitude, que são o modelo de preparação para o Natal. “Antes de tudo, a sua fé, que consiste em escutar a Palavra de Deus e entregar-se a esta palavra com total disponibilidade de mente e de coração. Maria respondeu ‘sim’ sem saber os caminhos que deveria percorrer, as dores que sofreria, os ricos que enfrentaria, mas estava consciente que era o Senhor que lhe pedia. Ela confia totalmente Nele e se abandona a seu amor”.

O outro ponto a ser meditado é a capacidade da Mãe de Cristo de reconhecer o tempo de Deus. “Maria é aquela que tornou possível a encarnação do Filho de Deus, a revelação do mistério, guardado em segredo durante séculos, como escreve o apóstolo Paulo”.

O pontífice lembra que Maria ensina os fiéis a acolher o momento favorável em que Jesus passa na vida de cada um e pede uma reposta rápida e generosa. Ele reiterou que, como Maria, todos são chamados a responder um ‘sim’ pessoal e sincero ao chamado, colocando-se plenamente à disposição de Deus e de sua misericórdia.

Deixando de lado seu discurso, Francisco falou de improviso. “Quantas vezes Jesus passa em nossa vida e quantas vezes nos manda um anjo e nós não percebemos porque estamos imersos em nossos pensamentos, ocupados com os nossos negócios e nestes dias, até com os preparativos para o Natal! Ele passa e não notamos que bateu em nossa porta, pedindo acolhimento”, disse.

O papa alertou que quando se sente no coração a vontade de ser melhor, é o Senhor que faz sentir este desejo. “É ele que está batendo, não o deixem passar. Jesus bate na porta de nosso coração para nos dar a paz de espírito; abramos as portas a Cristo”, pediu. 

Antes de rezar a oração do Ângelus, o papa concluiu sua reflexão recordando a presença silenciosa de São José ao lado de Maria. “O exemplo de Maria e de José é para todos nós um convite a acolher Jesus com total abertura de espírito. Por amor Ele se fez nosso irmão; Ele vem trazer ao mundo o dom da paz. Cristo é a nossa verdadeira paz. Entreguemo-nos à intercessão de nossa Mãe e de São José para vivermos um Natal realmente cristão, livres de toda mundanidade e prontos para acolher o Salvador, Deus conosco”, encerrou Francisco.

Com informações da News.va e foto da Rádio Vaticano

sábado, 20 de dezembro de 2014

I Encontro de Convivência entre Seminaristas da Diocese de Zé Doca

Nos dias 14 a 17 de Dezembro de 2014, realizou-se no Seminário Menor Sagrada Família, o I Encontro de Convivência entre Seminaristas Maiores e Menores da Diocese de Zé Doca - MA, proporcionando uma maior interação, estreitando os laços e fortalecendo a amizade entre as casas de formação. E como abertura, tivemos um almoço para início de convivência. Já a noite todos participaram da Santa Missa Dominical na Catedral de Santo Antônio, presidida por nosso Bispo Dom João Kot.

Por conseguinte, estes dias de convivência se deram por uma vasta programação: palestras, reuniões, e momentos de lazer e descontração como cinema, e noite cultural.

Por meio das palestras com Dom João, enfatizou-se a importância da convivência entre as duas comunidades formativas, a importância deste intercâmbio na formação e amadurecimento espiritual dos seminaristas, e também fez-se uma reflexão bíblica sobre o chamado de Samuel, levando-os a refletirem sobre suas vocações. Tratou-se também de alguns assuntos práticos dos seminários, juntamente com os dois reitores Pe. Agnaldo (Seminário Maior) e Pe. Marcio Junior (Seminário Menor), e com o diretor espiritual dos seminaristas menores, Pe. Erenaldo, pároco da Paróquia de São Francisco em Nova Olinda do Maranhão-MA.

Grandes momentos marcaram este encontro, como: Missas, Adoração ao Santíssimo Sacramento, e oração dos Salmos. E não deixemos de destacar também a presença de nosso vigário geral e pároco da Paróquia Catedral de Santo Antônio, Pe. Raimundo Brito e o vigário paroquial Pe. Saris Verde.

Para o encerramento tivemos uma grande confraternização, acompanhada de uma divertida gincana bíblica, com provas e uma disputa muito acirrada, onde todos entraram na brincadeira... Sendo que ao final não escapou ninguém, todos saíram sujos!

Que este encontro possa dar mais força e ânimo para nossos vocacionados, e assim cada dia possam mais dar testemunho de seu seguimento. E que Maria, Mãe da Igreja e primeira discípula de Cristo, interceda a Deus por cada um.
 
Veja algumas fotos:











terça-feira, 16 de dezembro de 2014

“América Latina é o continente da esperança”, disse o papa Francisco

O papa Francisco presidiu, no dia 12 de dezembro, uma celebração em honra a Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. O arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, concelebrou com o pontífice na Basílica de São Pedro, juntamente com outros bispos e cardeais.

Em sua homilia, o papa afirmou que a América Latina é o continente da esperança.  “Porque para ela esperam-se novos modelos de desenvolvimento que conjuguem tradição cristã e progresso civil, justiça e igualdade com reconciliação, desenvolvimento científico e tecnológico com sabedoria humana”, disse Francisco.

Durante entrevista à Rádio Vaticano, dom Damasceno expressou agradecimento ao papa pelo convite. “Me honra muito, e também a nossa Conferência Episcopal do Brasil, esse convite em concelebrar com o papa. Francisco é o primeiro papa latino-americano que presidiu de uma maneira mais solene essa celebração de Nossa Senhora de Guadalupe”, disse o cardeal.

Ainda, durante a missa, o papa Francisco confiou a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe bênçãos “para a evangelização de seus povos, para o crescimento em humanidade e para a construção de condições de paz, justiça e unidade entre suas nações irmãs”.

Celebrada em espanhol, a missa foi acompanhada por instrumentos típicos do folclore latino-americano e cantos da missa criola, composta por Ariel Ramirez.

Confira a Íntegra da Homilía

Pastoral da Juventude realiza planejamento para 2015


Nos dias 13 e 14 de Dezembro, a Pastoral da Juventude da Diocese de Zé Doca esteve reunida na cidade de Zé Doca para fazer sua avaliação do ano de 2014 e planejar o ano de 2015. O encontro teve inicio as 11:15 da manhã, com o Oficio Divino da Juventude, seguida da apresentação dos jovens presentes. Durante à tarde do dia 13, os jovens presentes avaliaram o ano de 2014 como positivo, pois houve um grande aproveitamento das atividades propostas (formações, missões, atividades permanentes), mas percebeu-se, também, que ainda há um longo caminho a trilhar e muita coisa a se aprender. À noite, o coordenador diocesano Marcos Antônio apresentou o projeto de revitalizar o EFAJ – Escola de Formaçãopara Assessores Jovens – que é um antigo projeto da Pastoral da Juventude diocesana, sendo positiva a resposta dos jovens presentes. Em seguida a jovem Lina Diniz, de Carutapera, apresentou um segundo projeto em parceria com o CIMI – Conselho Indigenista Missionário – que teria como objetivo formar jovens missionários para atuarem e serem presença viva da Igreja no meio dos povos indígenas, sendo, novamente, positiva a resposta dos jovens, chegando até mesmo a sugestão de um intercâmbio entre a juventude.



No segundo dia de reunião, foi preparado o planejamento e calendário para 2015 de acordo com os quatro eixos que norteiam a caminhada da PJ. Decidiu-se por duas formações ao longo do ano, uma sobre lideranças e a outra ficou a definir. No eixo relacionado à Ação, concordou-se em realizar a VI Romaria Diocesana da Pastoral da Juventude na paroquia de São João do Carú nos dias 24 e 25 de Outubro de 2015. Neste dia participou do encontro, nosso bispo Dom João Kot, que em sua mensagem aos jovens disse: “espero que a PJ seja realmente uma Pastoral da Juventude”.


Com a entrega do cargo de coordenador do setor III e a representação no regional por parte de Samuel Quadros, de Carutapera, foi realizada uma eleição, sendo escolhidos Robson Silva e Dulce, de Godofredo Viana e Luís Domingues, respectivamente, como coordenadores do setor III e Francinaldo Ramalho, de Boa Vista do Gurupi, como representante diocesano da PJ no Regional NE5. 


  
 



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz

Papa Francisco
Por ocasião do Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro de 2015, o papa Francisco enviou mensagem em que propõe reflexão sobre os conflitos e guerras ideológicas entre as religiões e países, chamando atenção para a necessidade do diálogo e da paz. O papa alerta, ainda, para as diferentes formas de escravidão existentes no mundo e que é preciso “considerar todos os homens, ‘já não escravos, mas irmãos’.

Ao final da mensagem, Francisco convoca os cristãos para que sejam “artífices da globalização da solidariedade e da fraternidade que possa devolver-lhes a esperança e levá-los a retomar, com coragem, o caminho através dos problemas do nosso tempo e as novas perspectivas que este traz consigo e que Deus coloca nas nossas mãos”.

Confira, abaixo, a íntegra da mensagem:

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO XLVIII DIA MUNDIAL DA PAZ

1º DE JANEIRO DE 2015



JÁ NÃO ESCRAVOS, MAS IRMÃOS



1. No início de um novo ano, que acolhemos como uma graça e um dom de Deus para a humanidade, desejo dirigir, a cada homem e mulher, bem como a todos os povos e nações do mundo, aos chefes de Estado e de Governo e aos responsáveis das várias religiões, os meus ardentes votos de paz, que acompanho com a minha oração a fim de que cessem as guerras, os conflitos e os inúmeros sofrimentos provocados quer pela mão do homem quer por velhas e novas epidemias e pelos efeitos devastadores das calamidades naturais. Rezo de modo particular para que, respondendo à nossa vocação comum de colaborar com Deus e com todas as pessoas de boa vontade para a promoção da concórdia e da paz no mundo, saibamos resistir à tentação de nos comportarmos de forma não digna da nossa humanidade.

Já, na minha mensagem para o 1º de Janeiro passado, fazia notar que «o anseio de uma vida plena (…) contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar».[1] Sendo o homem um ser relacional, destinado a realizar-se no contexto de relações interpessoais inspiradas pela justiça e a caridade, é fundamental para o seu desenvolvimento que sejam reconhecidas e respeitadas a sua dignidade, liberdade e autonomia. Infelizmente, o flagelo generalizado da exploração do homem pelo homem fere gravemente a vida de comunhão e a vocação a tecer relações interpessoais marcadas pelo respeito, a justiça e a caridade. Tal fenômeno abominável, que leva a espezinhar os direitos fundamentais do outro e a aniquilar a sua liberdade e dignidade, assume múltiplas formas sobre as quais desejo deter-me, brevemente, para que, à luz da Palavra de Deus, possamos considerar todos os homens, «já não escravos, mas irmãos».

À escuta do projeto de Deus para a humanidade

2. O tema, que escolhi para esta mensagem, inspira-se na Carta de São Paulo a Filemon; nela, o Apóstolo pede ao seu colaborador para acolher Onésimo, que antes era escravo do próprio Filemon mas agora tornou-se cristão, merecendo por isso mesmo, segundo Paulo, ser considerado um irmão. Escreve o Apóstolo dos gentios: «Ele foi afastado por breve tempo, a fim de que o recebas para sempre, não já como escravo, mas muito mais do que um escravo, como irmão querido» (Flm 15-16). Tornando-se cristão, Onésimo passou a ser irmão de Filemon. Deste modo, a conversão a Cristo, o início de uma vida de discipulado em Cristo constitui um novo nascimento (cf. 2 Cor 5, 17; 1 Ped 1, 3), que regenera a fraternidade como vínculo fundante da vida familiar e alicerce da vida social.

Lemos, no livro do Gênesis (cf. 1, 27-28), que Deus criou o ser humano como homem e mulher e abençoou-os para que crescessem e se multiplicassem: a Adão e Eva, fê-los pais, que, no cumprimento da bênção de Deus para ser fecundos e multiplicar-se, geraram a primeira fraternidade: a de Caim e Abel. Saídos do mesmo ventre, Caim e Abel são irmãos e, por isso, têm a mesma origem, natureza e dignidade de seus pais, criados à imagem e semelhança de Deus.

Mas, apesar de os irmãos estarem ligados por nascimento e possuírem a mesma natureza e a mesma dignidade, a fraternidade exprime também a multiplicidade e a diferença que existe entre eles. Por conseguinte, como irmãos e irmãs, todas as pessoas estão, por natureza, relacionadas umas com as outras, cada qual com a própria especificidade e todas partilhando a mesma origem, natureza e dignidade. Em virtude disso, a fraternidade constitui a rede de relações fundamentais para a construção da família humana criada por Deus.

Infelizmente, entre a primeira criação narrada no livro do Gênesis e o novo nascimento em Cristo – que torna, os crentes, irmãos e irmãs do «primogênito de muitos irmãos» (Rom 8, 29) –, existe a realidade negativa do pecado, que interrompe tantas vezes a nossa fraternidade de criaturas e deforma continuamente a beleza e nobreza de sermos irmãos e irmãs da mesma família humana. Caim não só não suporta o seu irmão Abel, mas mata-o por inveja, cometendo o primeiro fratricídio. «O assassinato de Abel por Caim atesta, tragicamente, a rejeição radical da vocação a ser irmãos. A sua história (cf. Gen 4, 1-16) põe em evidência o difícil dever, a que todos os homens são chamados, de viver juntos, cuidando uns dos outros».[2]

Também na história da família de Noé e seus filhos (cf. Gen 9, 18-27), é a falta de piedade de Caim para com seu pai, Noé, que impele este a amaldiçoar o filho irreverente e a abençoar os outros que o tinham honrado, dando assim lugar a uma desigualdade entre irmãos nascidos do mesmo ventre.

Na narração das origens da família humana, o pecado de afastamento de Deus, da figura do pai e do irmão torna-se uma expressão da recusa da comunhão e traduz-se na cultura da servidão (cf. Gen 9, 25-27), com as consequências daí resultantes que se prolongam de geração em geração: rejeição do outro, maus-tratos às pessoas, violação da dignidade e dos direitos fundamentais, institucionalização de desigualdades. Daqui se vê a necessidade de uma conversão contínua à Aliança levada à perfeição pela oblação de Cristo na cruz, confiantes de que, «onde abundou o pecado, superabundou a graça (…) por Jesus Cristo» (Rom 5, 20.21). Ele, o Filho amado (cf. Mt 3, 17), veio para revelar o amor do Pai pela humanidade. Todo aquele que escuta o Evangelho e acolhe o seu apelo à conversão, torna-se, para Jesus, «irmão, irmã e mãe» (Mt 12, 50) e, consequentemente, filho adotivo de seu Pai (cf. Ef 1, 5).

No entanto, os seres humanos não se tornam cristãos, filhos do Pai e irmãos em Cristo por imposição divina, isto é, sem o exercício da liberdade pessoal, sem se converterem livremente a Cristo. Ser filho de Deus requer que primeiro se abrace o imperativo da conversão: «Convertei-vos – dizia Pedro no dia de Pentecostes – e peça cada um o batismo em nome de Jesus Cristo, para a remissão dos seus pecados; recebereis, então, o dom do Espírito Santo» (Act 2, 38). Todos aqueles que responderam com a fé e a vida àquela pregação de Pedro, entraram na fraternidade da primeira comunidade cristã (cf. 1 Ped 2, 17; Act 1, 15.16; 6, 3; 15, 23): judeus e gregos, escravos e homens livres (cf. 1 Cor 12, 13; Gal 3, 28), cuja diversidade de origem e estado social não diminui a dignidade de cada um, nem exclui ninguém do povo de Deus. Por isso, a comunidade cristã é o lugar da comunhão vivida no amor entre os irmãos (cf. Rom 12, 10; 1 Tes 4, 9; Heb 13, 1; 1 Ped 1, 22; 2 Ped 1, 7).

Tudo isto prova como a Boa Nova de Jesus Cristo – por meio de Quem Deus «renova todas as coisas» (Ap 21, 5)[3] – é capaz de redimir também as relações entre os homens, incluindo a relação entre um escravo e o seu senhor, pondo em evidência aquilo que ambos têm em comum: a filiação adotiva e o vínculo de fraternidade em Cristo. O próprio Jesus disse aos seus discípulos: «Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai» (Jo 15, 15).

As múltiplas faces da escravatura, ontem e hoje

3. Desde tempos imemoriais, as diferentes sociedades humanas conhecem o fenômeno da sujeição do homem pelo homem. Houve períodos na história da humanidade em que a instituição da escravatura era geralmente admitida e regulamentada pelo direito. Este estabelecia quem nascia livre e quem, pelo contrário, nascia escravo, bem como as condições em que a pessoa, nascida livre, podia perder a sua liberdade ou recuperá-la. Por outras palavras, o próprio direito admitia que algumas pessoas podiam ou deviam ser consideradas propriedade de outra pessoa, a qual podia dispor livremente delas; o escravo podia ser vendido e comprado, cedido e adquirido como se fosse uma mercadoria qualquer.

Hoje, na sequência de uma evolução positiva da consciência da humanidade, a escravatura – delito de lesa humanidade[4] – foi formalmente abolida no mundo. O direito de cada pessoa não ser mantida em estado de escravidão ou servidão foi reconhecido, no direito internacional, como norma inderrogável.

Mas, apesar de a comunidade internacional ter adotado numerosos acordos para pôr termo à escravatura em todas as suas formas e ter lançado diversas estratégias para combater este fenômeno, ainda hoje milhões de pessoas – crianças, homens e mulheres de todas as idades – são privadas da liberdade e constrangidas a viver em condições semelhantes às da escravatura.

Penso em tantos trabalhadores e trabalhadoras, mesmo menores, escravizados nos mais diversos sectores, a nível formal e informal, desde o trabalho doméstico ao trabalho agrícola, da indústria manufatureira à mineração, tanto nos países onde a legislação do trabalho não está conforme às normas e padrões mínimos internacionais, como – ainda que ilegalmente – naqueles cuja legislação protege o trabalhador.

Penso também nas condições de vida de muitos migrantes que, ao longo do seu trajeto dramático, padecem a fome, são privados da liberdade, despojados dos seus bens ou abusados física e sexualmente. Penso em tantos deles que, chegados ao destino depois de uma viagem duríssima e dominada pelo medo e a insegurança, ficam detidos em condições às vezes desumanas. Penso em tantos deles que diversas circunstâncias sociais, políticas e econômicas impelem a passar à clandestinidade, e naqueles que, para permanecer na legalidade, aceitam viver e trabalhar em condições indignas, especialmente quando as legislações nacionais criam ou permitem uma dependência estrutural do trabalhador migrante em relação ao dador de trabalho como, por exemplo, condicionando a legalidade da estadia ao contrato de trabalho... Sim! Penso no «trabalho escravo».

Penso nas pessoas obrigadas a prostituírem-se, entre as quais se contam muitos menores, e nas escravas e escravos sexuais; nas mulheres forçadas a casar-se, quer as que são vendidas para casamento quer as que são deixadas em sucessão a um familiar por morte do marido, sem que tenham o direito de dar ou não o próprio consentimento.

Não posso deixar de pensar a quantos, menores e adultos, são objeto de tráfico e comercialização para remoção de órgãos, para ser recrutados como soldados, para servir de pedintes, para atividades ilegais como a produção ou venda de drogas, ou para formas disfarçadas de adoção internacional.

Penso, enfim, em todos aqueles que são raptados e mantidos em cativeiro por grupos terroristas, servindo os seus objetivos como combatentes ou, especialmente no que diz respeito às meninas e mulheres, como escravas sexuais. Muitos deles desaparecem, alguns são vendidos várias vezes, torturados, mutilados ou mortos.

Algumas causas profundas da escravatura

4. Hoje como ontem, na raiz da escravatura, está uma concepção da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objeto. Quando o pecado corrompe o coração do homem e o afasta do seu Criador e dos seus semelhantes, estes deixam de ser sentidos como seres de igual dignidade, como irmãos e irmãs em humanidade, passando a ser vistos como objetos. Com a força, o engano, a coação física ou psicológica, a pessoa humana – criada à imagem e semelhança de Deus – é privada da liberdade, mercantilizada, reduzida a propriedade de alguém; é tratada como meio, e não como fim.

Juntamente com esta causa ontológica – a rejeição da humanidade no outro –, há outras causas que concorrem para se explicar as formas atuais de escravatura. Entre elas, penso em primeiro lugar na pobreza, no subdesenvolvimento e na exclusão, especialmente quando os três se aliam com a falta de acesso à educação ou com uma realidade caracterizada por escassas, se não mesmo inexistentes, oportunidades de emprego. Não raro, as vítimas de tráfico e servidão são pessoas que procuravam uma forma de sair da condição de pobreza extrema e, dando crédito a falsas promessas de trabalho, caíram nas mãos das redes criminosas que gerem o tráfico de seres humanos. Estas redes utilizam habilmente as tecnologias informáticas modernas para atrair jovens e adolescentes de todos os cantos do mundo.

Entre as causas da escravatura, deve ser incluída também a corrupção daqueles que, para enriquecer, estão dispostos a tudo. Na realidade, a servidão e o tráfico das pessoas humanas requerem uma cumplicidade que muitas vezes passa através da corrupção dos intermediários, de alguns membros das forças da polícia, de outros atores do Estado ou de variadas instituições, civis e militares. «Isto acontece quando, no centro de um sistema econômico, está o deus dinheiro, e não o homem, a pessoa humana. Sim, no centro de cada sistema social ou econômico, deve estar a pessoa, imagem de Deus, criada para que fosse o dominador do universo. Quando a pessoa é deslocada e chega o deus dinheiro, dá-se esta inversão de valores».[5]

Outras causas da escravidão são os conflitos armados, as violências, a criminalidade e o terrorismo. Há inúmeras pessoas raptadas para ser vendidas, recrutadas como combatentes ou exploradas sexualmente, enquanto outras se vêem obrigadas a emigrar, deixando tudo o que possuem: terra, casa, propriedades e mesmo os familiares. Estas últimas, impelidas a procurar uma alternativa a tão terríveis condições, mesmo à custa da própria dignidade e sobrevivência, arriscam-se assim a entrar naquele círculo vicioso que as torna presa da miséria, da corrupção e das suas consequências perniciosas.

Um compromisso comum para vencer a escravatura

5. Quando se observa o fenômeno do comércio de pessoas, do tráfico ilegal de migrantes e de outras faces conhecidas e desconhecidas da escravidão, fica-se frequentemente com a impressão de que o mesmo tem lugar no meio da indiferença geral.

Sem negar que isto seja, infelizmente, verdade em grande parte, apraz-me mencionar o enorme trabalho que muitas congregações religiosas, especialmente femininas, realizam silenciosamente, há tantos anos, a favor das vítimas. Tais institutos atuam em contextos difíceis, por vezes dominados pela violência, procurando quebrar as cadeias invisíveis que mantêm as vítimas presas aos seus traficantes e exploradores; cadeias, cujos elos são feitos não só de subtis mecanismos psicológicos que tornam as vítimas dependentes dos seus algozes, através de chantagem e ameaça a eles e aos seus entes queridos, mas também através de meios materiais, como a apreensão dos documentos de identidade e a violência física. A atividade das congregações religiosas está articulada a três níveis principais: o socorro às vítimas, a sua reabilitação sob o perfil psicológico e formativo e a sua reintegração na sociedade de destino ou de origem.

Este trabalho imenso, que requer coragem, paciência e perseverança, merece o aplauso da Igreja inteira e da sociedade. Naturalmente o aplauso, por si só, não basta para se pôr termo ao flagelo da exploração da pessoa humana. Faz falta também um tríplice empenho a nível institucional: prevenção, proteção das vítimas e ação judicial contra os responsáveis. Além disso, assim como as organizações criminosas usam redes globais para alcançar os seus objetivos, assim também a ação para vencer este fenômeno requer um esforço comum e igualmente global por parte dos diferentes atores que compõem a sociedade.

Os Estados deveriam vigiar para que as respectivas legislações nacionais sobre as migrações, o trabalho, as adoções, a transferência das empresas e a comercialização de produtos feitos por meio da exploração do trabalho sejam efetivamente respeitadoras da dignidade da pessoa. São necessárias leis justas, centradas na pessoa humana, que defendam os seus direitos fundamentais e, se violados, os recuperem reabilitando quem é vítima e assegurando a sua incolumidade, como são necessários também mecanismos eficazes de controle da correta aplicação de tais normas, que não deixem espaço à corrupção e à impunidade. É preciso ainda que seja reconhecido o papel da mulher na sociedade, intervindo também no plano cultural e da comunicação para se obter os resultados esperados.

As organizações intergovernamentais são chamadas, no respeito pelo princípio da subsidiariedade, a implementar iniciativas coordenadas para combater as redes transnacionais do crime organizado que gerem o mercado de pessoas humanas e o tráfico ilegal dos migrantes. Torna-se necessária uma cooperação em vários níveis, que englobe as instituições nacionais e internacionais, bem como as organizações da sociedade civil e do mundo empresarial.

Com efeito, as empresas[6] têm o dever não só de garantir aos seus empregados condições de trabalho dignas e salários adequados, mas também de vigiar para que não tenham lugar, nas cadeias de distribuição, formas de servidão ou tráfico de pessoas humanas. A par da responsabilidade social da empresa, aparece depois a responsabilidade social do consumidor. Na realidade, cada pessoa deveria ter consciência de que «comprar é sempre um ato moral, para além de econômico».[7]

As organizações da sociedade civil, por sua vez, têm o dever de sensibilizar e estimular as consciências sobre os passos necessários para combater e erradicar a cultura da servidão.

Nos últimos anos, a Santa Sé, acolhendo o grito de sofrimento das vítimas do tráfico e a voz das congregações religiosas que as acompanham rumo à libertação, multiplicou os apelos à comunidade internacional pedindo que os diversos atores unam os seus esforços e cooperem para acabar com este flagelo.[8] Além disso, foram organizados alguns encontros com a finalidade de dar visibilidade ao fenômeno do tráfico de pessoas e facilitar a colaboração entre os diferentes atores, incluindo peritos do mundo acadêmico e das organizações internacionais, forças da polícia dos diferentes países de origem, trânsito e destino dos migrantes, e representantes dos grupos eclesiais comprometidos em favor das vítimas. Espero que este empenho continue e se reforce nos próximos anos.

Globalizar a fraternidade, não a escravidão nem a indiferença

6. Na sua atividade de «proclamação da verdade do amor de Cristo na sociedade»,[9] a Igreja não cessa de se empenhar em ações de carácter caritativo guiada pela verdade sobre o homem. Ela tem o dever de mostrar a todos o caminho da conversão, que induz a voltar os olhos para o próximo, a ver no outro – seja ele quem for – um irmão e uma irmã em humanidade, a reconhecer a sua dignidade intrínseca na verdade e na liberdade, como nos ensina a história de Josefina Bakhita, a Santa originária da região do Darfur, no Sudão. Raptada por traficantes de escravos e vendida a patrões desalmados desde a idade de nove anos, haveria de tornar-se, depois de dolorosas vicissitudes, «uma livre filha de Deus» mediante a fé vivida na consagração religiosa e no serviço aos outros, especialmente aos pequenos e fracos. Esta Santa, que viveu a cavalo entre os séculos XIX e XX, é também hoje testemunha exemplar de esperança[10] para as numerosas vítimas da escravatura e pode apoiar os esforços de quantos se dedicam à luta contra esta «ferida no corpo da humanidade contemporânea, uma chaga na carne de Cristo».[11]

Nesta perspectiva, desejo convidar cada um, segundo a respectiva missão e responsabilidades particulares, a realizar gestos de fraternidade a bem de quantos são mantidos em estado de servidão. Perguntemo-nos, enquanto comunidade e indivíduo, como nos sentimos interpelados quando, na vida quotidiana, nos encontramos ou lidamos com pessoas que poderiam ser vítimas do tráfico de seres humanos ou, quando temos de comprar, se escolhemos produtos que poderiam razoavelmente resultar da exploração de outras pessoas. Há alguns de nós que, por indiferença, porque distraídos com as preocupações diárias, ou por razões econômicas, fecham os olhos. Outros, pelo contrário, optam por fazer algo de positivo, comprometendo-se nas associações da sociedade civil ou praticando no dia-a-dia pequenos gestos como dirigir uma palavra, trocar um cumprimento, dizer «bom dia» ou oferecer um sorriso; estes gestos, que têm imenso valor e não nos custam nada, podem dar esperança, abrir estradas, mudar a vida a uma pessoa que tateia na invisibilidade e mudar também a nossa vida face a esta realidade.

Temos de reconhecer que estamos perante um fenômeno mundial que excede as competências de uma única comunidade ou nação. Para vencê-lo, é preciso uma mobilização de dimensões comparáveis às do próprio fenômeno. Por esta razão, lanço um veemente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos mais altos níveis das instituições, são testemunhas, de perto ou de longe, do flagelo da escravidão contemporânea, para que não se tornem cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo,[12] o Qual Se torna visível através dos rostos inumeráveis daqueles a quem Ele mesmo chama os «meus irmãos mais pequeninos» (Mt 25, 40.45).

Sabemos que Deus perguntará a cada um de nós: Que fizeste do teu irmão? (cf. Gen 4, 9-10). A globalização da indiferença, que hoje pesa sobre a vida de tantas irmãs e de tantos irmãos, requer de todos nós que nos façamos artífices de uma globalização da solidariedade e da fraternidade que possa devolver-lhes a esperança e levá-los a retomar, com coragem, o caminho através dos problemas do nosso tempo e as novas perspectivas que este traz consigo e que Deus coloca nas nossas mãos.

Vaticano, 8 de Dezembro de 2014.

FRANCISCUS


[1] N. 1. 

[2] Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2014, 2. 

[3] Cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 11. 

[4] Cf. Discurso à Delegação internacional da Associação de Direito Penal (23 de Outubro de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 30/X/2014), 9. 

[5] Discurso aos participantes no Encontro mundial dos Movimentos Populares (28 de Outubro de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 06/XI/2014), 9. 

[6] Cf. Pontifício Conselho «Justiça e Paz», La vocazione del leader d’impresa. Una riflessione (Milão e Roma, 2013). 

[7] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 66. 

[8] Cf. Mensagem ao Senhor Guy Rydes, Director-Geral da Organização Internacional do Trabalho, por ocasião da 103ª sessão da Conferência da O.I.T. (22 de Maio de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 05/VI/2014), 7. 

[9] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 5. 

[10] «Mediante o conhecimento desta esperança, ela estava “redimida”, já não se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Efésios que, antes, estavam sem esperança e sem Deus no mundo: sem esperança porque sem Deus» ( Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 3). 

[11] Discurso aos participantes na II Conferência Internacional « Combating Human Trafficking: Church and Law Enforcement in partnership» (10 de Abril de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 17/IV/2014), 8; cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 270. 

[12] Cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 24; 270.


Com informações da CNBB

Vaticano divulga primeiro documento para o Sínodo

Parte do relatório elaborado pela última Assembleia Extraordinária, realizada no último mês de outubro, integra o primeiro dos documentos a serem apresentados pelo Vaticano para a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. A reunião sinodal acontecerá no período de 4 a 25 de outubro de 2015 com a participação de padres sinodais de diversas partes do mundo.

O próximo Sínodo debaterá “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”. Será uma continuação das reflexões iniciadas em 2014 sobre os desafios da evangelização da família. A realização do Sínodo em duas etapas foi escolha do papa Francisco, que pela primeira vez adotou esse modelo para os trabalhos da Assembleia.

O texto foi divulgado pelo Vaticano na terça-feira, 9. Intitulado de lineamenta, traz reflexões da Assembleia Extraordinária, que antecedeu o Sínodo Ordinário. O documento está organizado em três partes: “A escuta – o contexto e os desafios sobre família”, “O olhar sobre Cristo: o Evangelho da Família” e “O confronto: perspectivas pastorais”.

Para facilitar o aprofundamento dos temas contidos no relatório, foram acrescentadas à lineamenta algumas perguntas que ajudarão a elaborar o Instrumentum laboris  (Documento de Trabalho) da próxima Assembleia.

A primeira versão do Documento publicado em italiano foi enviada às Conferências Episcopais, aos Sínodos das Igrejas Orientais Católicas sui iuris, à União dos Superiores Religiosos e aos Dicastérios da Cúria Romana.  A proposta é que ele seja estudado e debatido nas comunidades, com a participação dos fiéis. Os resultados dessa consulta serão enviados à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos até 15 de abril do próximo ano.

Com informações da CNBB

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Gov. Newton Bello - MA realiza ação social.



A Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Gov. Newton Bello – MA, por meio do Terço dos Homens, realizou uma ação social em beneficio da Sra. Raimunda Vieira, moradora  da Rua da Sudene, na mesma cidade, a construção de sua casa, sendo que a proprietária não tinha condições financeiras de contruí-la. No ato da entrega, estavam presentes: Pe. Paulo Ricardo, pároco da Paróquia N. Sra. da Conceição; participantes do Terço dos Homens e outras pessoas da comunidade.




Para a construção dessa moradia, componentes do Terço dos Homens fizeram uma contribuição e buscaram patrocínios, com empresários locais.
Ao receber a chave de sua casa, a senhora Raimunda, demonstrou alegria e satisfação, em seguida declarou que tinha vontade de fazer sua casa, mas não sabia como e quando, por isso agradeceu muito ao Terço dos Homens e a paroquia Nossa Senhora da Conceição por esse presente. Para Pe. Paulo Ricardo é muito importante que essas ações que visam ajudar pessoas carentes e necessitadas.




Fotos e Informações: Blog do Prof. Ezequiel Vilar