OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


sábado, 23 de agosto de 2014

CNBB promoverá debate com candidatos à presidência

O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, fará a abertura do debate com presidenciáveis, no dia 16 de setembro, no Santuário Nacional de Aparecida, a partir das 21h30. O evento será transmitido por oito emissoras de inspiração católica, 230 rádios e portais católicos, com a proposta de atingir o maior número de eleitores.

De acordo com dom Damasceno, o debate promovido pela CNBB quer proporcionar aos eleitores a oportunidade de conhecer melhor os candidatos que concorrem à presidência do Brasil, nas eleições do dia 5 de outubro.

“Desejamos que o nosso eleitor exerça seu direito de cidadania com liberdade, responsabilidade e consciência, pensando no bem do país, a partir do conhecimento das propostas que os candidatos irão apresentar. Desta forma, o debate oferecerá elementos para que o eleitor posso discernir em quem vai votar, não apenas pensando em seus benefícios pessoais, mas no bem comum”, explicou o presidente da CNBB.

O debate

Para esta segunda edição do debate foram convidados os candidatos Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (Rede), Eduardo Jorge (PV), Eymael (PSDC), Luciana Genro (PSOL) e pastor Everaldo (PSC). No primeiro bloco, os convidados irão responder a uma única pergunta elaborada pela presidência da CNBB, em ordem já definida por sorteio na presença dos representantes dos partidos. Cada candidato terá dois minutos para resposta.

No segundo bloco os candidatos vão responder a perguntas propostas pelos bispos indicados pela CNBB, abordando temas como saúde, educação, habitação, reforma agrária, reforma política e lei do aborto. No terceiro bloco, os candidatos irão responder a perguntas de jornalistas das mídias católicas. O quarto bloco será de embate entre os postulantes à presidência. O último bloco será dedicado às considerações finais dos convidados.

O debate terá duração de duas horas, com plateia de até 8 mil pessoas, composta por 350 bispos convidados, além de padres e presença de autoridades. A mediação será realizada pelo jornalista e diretor geral da TV Aparecida, padre Josafá de Jesus Moraes. O programa chegará a mais de 70 milhões de eleitores em sinal aberto.
Com informações do Portal A12.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

8ª Romaria da Regional da Juventude

Nos dias 16 e 17 de agosto de 2014 realizou-se na cidade de Balsas – MA a 8ª Romaria da Juventude do Regional Nordeste V, que teve como tema: “Juventude em marcha pela vida, chega de violência e extermínio de jovens”, e lema: “O meu desejo é a vida do meu povo…” (Est 7, 3b).

         Na Diocese de Zé Doca a 8ª Romaria teve início a 00:30 h (meia-noite e meia), madrugada do dia 16, onde aproximadamente 500 jovens estavam na catedral de Santo Antônio, em Zé Doca, para receber a benção de envio pelas mãos de Dom Carlo Ellena.

          A programação da romaria teve início às 14:00h com uma feira de arte, já na parte da noite as e 19:30h iniciou a animação e a mística de acolhida das dioceses, e estados vizinhos, em seguida os assessores, Dom Vilson Basso (Bispo de Caxias e Referencial da Juventude no Maranhão) e Dom Enemésio Ângelo (Bispo de Balsas) acolheram a todos os participantes. Por volta de 22:30, deu-se inicio a celebração da Santa Missa, que foi bem participada pelas pessoas presentes. Após a missa, Dr. Marlon Reis (Juiz de Direiro) falou sobre a falta de políticas públicas voltadas para a juventude, logo após, apresentaram-se as dioceses, em forma de músicas e peças teatrais, voltadas para o tema e alguns acontecimentos trágicos, ocorridos nas mesmas. Os momentos de animações ficaram por parte de bandas de algumas dioceses, que levaram os participantes a cantar, dançar (muito), e louvar ao Senhor.

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          Por volta de 6:00 da manhã do dia 17, foi o momento onde todos acenderam suas velas em lembrança aos jovens exterminados pela violência, logo após os participantes saíram em caminhada (aprox. 12 Km) pelas ruas da cidade, encerrando na Praça Matriz da Paróquia Santo Antônio com a Implantação da Cruz da Jornada, Plantadas árvores a frente da igreja juntamente com cruzes simbolizando as doze dioceses do MA com seus jovens que foram exterminados, a leitura do gesto concreto (pedido de mais políticas públicas para juventude), a oração da 8ª Romaria e benção ao jovens pela imposição do Pe. José Roberto (pároco da Paróquia de Santo Antônio – Diocese de Balsas).

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            De acordo com organização do evento, participaram da romaria cerca de 30.000 pessoas, sendo elas representantes de todas as dioceses e estados vizinhos.

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            Que esta romaria sirva de ânimo para todos os jovens participantes, até mesmo para os que não foram, mas ouviram comentários, e que cada um busque mais intimidade com Deus, deixando de lado todo tipo de drogas e violência. Para os que participaram, que evangelizem cada vez e busquem aqueles jovens que sofrem por causa da violência do mundo.

            “CHEGA DE VIOLÊNCIA E EXTERMINIO DE JOVENS!”

        Ciranda: “Vamos Juntos Gritar, Girar o Mundo, Chega de Violência e Extermínio de Jovens”.

Fonte: http://paroquiadesantoantoniozd.org.br/HotSite/662/8a-romaria-da-regional-da-juventude/

terça-feira, 19 de agosto de 2014

AOS JOVENS... ESTOU ORGULHO DE VOCÊS

Ao passar de sexta-feira 15 de agosto para sábado 16 de agosto, lá pela meia noite e meia, a Catedral de Zé Doca estava lotada de jovens – mais ou menos 500 – vindos de todas as Paróquias da Diocese. Fora da Catedral os ônibus enfileirados, as Vans, os micro-ônibus (nem sei quantos…) prontos para sair rumo a Balsas, Sul do Maranhão. Todas as Paróquias estavam representadas; os Padres na direção; os amigos abraçando os amigos e fazendo novas amizades, Um espetáculo impressionante e que nunca tinha acontecido. Já pensou? Nas metade da noite, quando o sono é gostoso, os jovens na Igreja. E atentos, aliás atentíssimos.


O que estava acontecendo?
Eles estavam de saída para a Cidade de Balsas, onde aconteceria na tarde e na noite de sábado para domingo e domingo pela manhã a Romaria da Juventude do Regional Nordeste 5 (jovens vindos de todas as 12 Dioceses do Maranhão). O ponto de encontro para os jovens da nossa Diocese foi marcado em Zé Doca e, antes da saída, fizeram questão de se encontrar na Catedral para uma bênção de “envio”.

Eu, Dom Carlo, fui avisado e chamado e… estava presente.
Aceitei de dizer algumas palavras aos jovens reunidos: talvez eles esperassem apenas uma bênção, mas eu arrisquei e os desafiei. Me escutaram atentos. Fiz, na hora, a tradução de uma mensagem do Papa Francisco a 30.000 jovens alemães nos dias passados. Achei que era oportuna e interessante para os meus jovens também. Quero até colocar aqui as palavras do Papa que falei naquela noite.
“Vocês se perguntam o que podeis fazer para se tornar mais protagonistas na Igreja e o que a comunidade cristã esteja esperando de vocês.
Antes de todo lembremo-nos que o mundo precisa de pessoas que deem testemunho aos outros de que Deus nos ama, de que Deus é nosso Pai. Na sociedade todos os indivíduos têm a tarefa de se colocar ao serviço do bem comum, oferecendo as coisas necessárias para a existência: alimentação, roupa, curas médicas, instrução, formação, justiça…
Nós, discípulos do Senhor, temos uma missão a mais: aquela de sermos ‘canais’ que transmitem o amor de Jesus. E nesta missão vós, moças e rapazes, têm um rol particular: vocês são chamados a falar de Jesus aos vossos coetâneos, não apenas aos de dentro da comunidade paroquial ou do vosso grupo, mas sobretudo aos de fora. Este é um compromisso reservado sobretudo a vocês porque com a vossa coragem, o vosso entusiasmo, a espontaneidade e a facilidade do encontro podeis chegar mais facilmente à mente a ao coração dos que se afastaram do Senhor.
Muitos jovens da vossa idade têm uma imensa necessidade de que alguém, com a própria vida, lhes diga que Jesus nos conhece, que Jesus nos ama, que Jesus nos perdoa, partilha conosco as nossas dificuldades e nos sustenta com a sua graça.

Mas, para falar aos outros de Jesus, precisa conhecê-lo, amá-lo, fazer experiência dele na oração, na escuta da palavra dele…. O Senhor chama a cada um de vocês a trabalhar na sua roça; ele chama vocês para ser jovens alegres e protagonistas na sua Igreja, prontos para comunicar aos vossos amigos o que ele vos comunicou, especialmente a sua misericórdia….
A nossa vida é feita de tempo e o tempo é dom de Deus: por isso tem que ser usado em ações boas e frutuosas. Talvez tantos jovens percam horas demais em coisas fúteis: o ‘chattar’ na internet ou nos celulares, as ‘telenovelas’, os produtos do progresso tecnológico, que deveriam simplificar e melhorar a qualidade de vida, mas que, às vezes, tiram a atenção do que é realmente importante. Entre as tantas coisas a fazer na nossa rotina quotidiana, uma das primeiras seria a de se lembrar do nosso Criador que nos dá de viver, que nos ama, que nos acompanha no nosso caminho.
Mesmo porque Deus nos criou à sua imagem, recebemos dele também aquele grande presente que é a ‘liberdade’. Se, porém, non for bem usada, ela pode nos conduzir longe de Deus, pode nos fazer perder a dignidade da qual ele nos revestiu.
Por isso são necessárias orientações, indicações e também regras, tanto na sociedade quanto na Igreja, para nos ajudar a fazer a vontade de Deus, vivendo assim segundo a nossa dignidade de homens e de filhos de Deus. Quando a liberdade não é vivida segundo o Evangelho, ela pode se transformar em escravidão: a escravidão do pecado, quer dizer no mal uso da liberdade…
Queridos jovens, não usem mal a vossa liberdade! Não estraguem a grande dignidade de filhos de Deus que vos foi dada! Se seguirdes Jesus e o seu Evangelho, a vossa liberdade desabrochará como uma árvore em flor e dará frutos bons e abundantes. Encontrareis a alegria autêntica, porque ele nos quer homens e mulheres plenamente felizes e realizados. Somente aderindo à vontade de Deus podemos fazer o bem e ser luz do mundo e sal da terra”.
Os jovens presentes bateram até palmas, não a mim e sim às palavras do Papa. Tive a impressão e a certeza, naquele momento, que a Romaria estava começando bem e com entusiasmo; que os jovens da Diocese de Zé Doca estavam saindo preparados e com boa vontade para levar algo de bom aos outros jovens lá em Balsas.

Depois destas palavras todos receberam a bênção de Deus para uma viagem feliz, sem tropeços e uma volta serena… e o coração carregado de coisas boas a serem transmitidas aos amigos e às amigas que não puderam participar da Romaria.
Volto a repetir: jovens da Diocese de Zé Doca, eu estou orgulhoso de vocês e espero grandes coisas. Se alguém está ainda cochilando… acorde. Este é o tempo e a hora. Um abraço.

+ Dom Carlo Ellena
Bispo Emérito da Diocese de Zé Doca

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Disponibilizado subsídio DNJ 2014

A Comissão Episcopal Pastoral para Juventude da CNBB, lança o subsídio para o Dia Nacional da Juventude (DNJ) 2014, que tem como lema “Feitos para ser livres, não escravos”, retomando a temática do tráfico humano, abordada na Campanha da Fraternidade.

São sugeridos momentos preparativos e celebrativos, que podem ser adaptados à realidade e espiritualidade de cada grupo, além de fomentar a reflexão e pistas de ação para o combate ao tráfico de pessoas.

O subsídio estará disponível nas Edições CNBB a partir da primeira semana de agosto.
Abaixe acessando o link:
http://www.jovensconectados.org.br/wp-content/uploads/2014/07/DJN-2014.pdf

Fonte:http://www.jovensconectados.org.br/disponibilizado-subsidio-do-dnj-2014.html

Novos bispos participam de encontro na CNBB

O 25º Encontro de Novos Bispos, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), teve início ontem, 11, na sede da instituição, em Brasília (DF).

O evento, que transcorrerá até o próximo dia 15, visa promover uma convivência entre os novos bispos, nomeados pelo para Francisco de setembro de 2013 até julho de 2014.

O arcebispo de Palmas (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB, dom Pedro Brito Guimarães, afirma que o encontro é importante por ser o primeiro contato daquele que foi escolhido e nomeado bispo com a estrutura da CNBB. “Esse curso, que na verdade tem mais o formato de encontro, tem como objetivo primeiro a convivência entre eles”, ressalta.

Por meio do curso, os novos bispos podem conhecer a estrutura, os trabalhos e os serviços da CNBB, além de se aproximarem das comissões, das pastorais e dos assessores. Dom Pedro destaca ainda que os participantes irão visitar o Congresso Nacional e conhecer um pouco mais a respeito da questão política, que acaba afetando as questões religiosas. “Pode parecer até estranho mas o bispo deve saber também que existe o Congresso, o Senado e a Câmara, que incidem diretamente na diocese que ele trabalha. Muita coisa chega ou não chega lá dependendo dos representantes políticos”, afirma o arcebispo de Palmas.

Para dom José Carlos de Sousa Campos, nomeado bispo de Divinópolis (MG) em maio deste ano, a rotina mudou um pouco, desde a sua nomeação. “Hoje o leque de atividades é maior. A diocese de Divinópolis tem 25 municípios e 53 paróquias, então gasto alguma parte do meu tempo para me deslocar entre essas localidades”, explica.

Dom José nutre boas expectativas para o encontro e afirma que o primeiro ganho do evento é mesmo a convivência. “Aqui estão os bispos de muitos lugares do país, muitas cidades, e vamos partilhar um pouco o nosso ser Igreja no Brasil. Claro que além disso, é importante conhecer a estrutura da CNBB, essa casa que, de alguma forma, passa a ser também do bispo no tempo da sua missão”, concluiu o bispo de Divinópolis.

Fonte:http://www.cnbb.org.br/imprensa-1/noticias/14746-novos-bispos-participam-de-encontro-na-cnbb

domingo, 3 de agosto de 2014

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O 51º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O 51º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

11 DE MAIO DE 2014 - IV DOMINGO DE PÁSCOA

Vocações, testemunho da verdade
Amados irmãos e irmãs!

1. Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (...). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que «a messe é grande». Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a acção eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um destes «colaboradores de Deus», trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: «Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo» (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa LIVRE ADESÃO para agir com Ele e por Ele.

2. Muitas vezes rezámos estas palavras do Salmista: «O Senhor é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-Lhe, somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho» (Sal 100/99, 3); ou então: «O Senhor escolheu para Si Jacob, e Israel, para seu domínio preferido» (Sal 135/134, 4). Nós somos «domínio» de Deus, não no sentido duma posse que torna escravos, mas dum vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece para sempre, «porque o seu amor é eterno!» (Sal 136/135, 1). Por exemplo, na narração da vocação do profeta Jeremias, Deus recorda que Ele vigia continuamente sobre a sua Palavra para que se cumpra em nós. A imagem adoptada é a do ramo da amendoeira, que é a primeira de todas as árvores a florescer, anunciando o renascimento da vida na Primavera (cf. Jr 1, 11-12). Tudo provém d’Ele e é dádiva sua: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, mas – tranquiliza-nos o Apóstolo - «vós sois de Cristo e Cristo é de Deus» (1 Cor 3, 23). Aqui temos explicada a modalidade de pertença a Deus: através da relação única e pessoal com Jesus, que o Baptismo nos conferiu desde o início do nosso renascimento para a vida nova. Por conseguinte, é Cristo que nos interpela continuamente com a sua Palavra, pedindo para termos confiança n’Ele, amando-O «com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças» (Mc 12, 33). Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus. É «um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs» (Discurso à União Internacional das Superioras Gerais, 8 de Maio de 2013). Por isso, todos somos chamados a adorar Cristo no íntimo dos nossos corações (cf. 1 Ped 3, 15), para nos deixarmos alcançar pelo impulso da graça contido na semente da Palavra, que deve crescer em nós e transformar-se em serviço concreto ao próximo. Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projecto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração.

3. Também hoje Jesus vive e caminha nas nossas realidades da vida ordinária, para Se aproximar de todos, a começar pelos últimos, e nos curar das nossas enfermidades e doenças. Dirijo-me agora àqueles que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que «são espírito e são vida» (Jo 6, 63). MARIA, Mãe de Jesus e nossa, repete também a nós: «Fazei o que Ele vos disser!» (Jo 2, 5). Far-vos-á bem participar, confiadamente, num caminho comunitário que saiba despertar em vós e ao vosso redor as melhores energias. A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que «por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35)?

4. Amados irmãos e irmãs, viver esta «medida alta da vida cristã ordinária» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31) significa, por vezes, ir contra a corrente e implica encontrar também obstáculos, fora e dentro de nós. O próprio Jesus nos adverte: muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22). Todas estas dificuldades poder-nos-iam desanimar, fazendo-nos optar por caminhos aparentemente mais cómodos. Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. «Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!» (Homilia na Missa para os crismandos, 28 de Abril de 2013). A vós, Bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs, peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direcção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, «exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31).

Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja «boa terra» a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há-de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós. Com estes votos e pedindo-vos que rezeis por mim, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Janeiro de 2014
FRANCISCO