OBJETIVO GERAL

OBJETIVO GERAL: Criar e fortalecer comunidades eclesiais missionárias enraizadas na Palavra de Deus e nas realidades da diocese, tendo a missão como eixo fundamental.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

POSSE CANÔNICA DO PADRE EMERSON ADRIANO EM SÃO JOÃO DO CARU

     No dia 16 de novembro, às 19h30, em São João do Caru, Padre Emerson Adriano tomou posse como Administrado Paroquial da Paróquia São João Batista. Dom João Kot, OMI, presidiu a Santa Missa de posse, concelebrada por vários padres (Padre André Brás, Padre José Raimundo da Silva, Padre Elinaldo Nunes, Padre Pedro Eduardo, Padre Sidney e Frei Alessandro Rodrigues).

     A celebração contou com a participação das Irmãs Missionárias Filhas de Jesus Crucificado, fieis da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Governador Nunes Freire, além de inúmeros paroquianos de São João do Caru. Toda a cerimônia foi marcada por emoções fortes. Conforme o ritual de posse, foi lido o teor da provisão, conforme os cânones da Igreja. Dentre os momentos mais marcantes, destacaram-se a entrega do Evangeliário por Dom João ao Padre Emerson Adriano, para que este proclamasse o Evangelho do dia. Padre Emerson Adriano também proferiu a profissão de fé e o juramento de fidelidade. Na celebração, Dom João Kot entregou também a Padre Emerson Adriano os sinais que fazem parte do ministério: a chave da Igreja, a chave do Sacrário e uma estola roxa.

     Nos ritos finais, a vereador Nael proferiu uma mensagem de acolhida e o professor Luís, entregou a chave da cidade ao Administrador Paroquial, simbolizando que ele também é responsável pela cidade.

    Por fim, Padre Emerson Adriano deixou sua mensagem, expressando a gratidão pelo momento vivido no seu ministério presbiteral e convidou a todos para uma confraternização após a benção final.






















POSSE CANÔNICA DO PADRE ALVELINO SANTOS E INSTITUIÇÃO DOS MINISTROS DA PALAVRA EM CÂNDIDO MENDES



       A Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Cândido Mendes, acolheu na noite do feriado, 15 de novembro, seu novo Pároco, o Padre Alvelino da Silva Santos. A Santa Missa com a posse foi solenemente presidida por Dom João Kot, OMI, Bispo Diocesano, que também instituiu os Ministros da Palavra da Forania Nossa Senhora da Conceição, com a participação de vários presbíteros (Monsenhor Raimundo Brito, Padre Agnaldo Oliveira, Padre Henrique Baltazar, Padre Erenaldo Caxias, Padre Paulo Ricardo, Padre Nato Almeida, Padre José Raimundo Pinheiro, Padre Pedro Eduardo e Padre Leudo Santos). 

      A Celebração Eucarística contou com a presença das Irmãs Missionárias do Santo Nome de Maria, e das Irmãs Franciscanas da Beata Angelina, familiares de Padre Alvelino Santos e de fiéis das Paróquias da Forania de Nossa Senhora da Conceição.

        Nos ritos iniciais da Santa Missa, Padre Agnaldo Oliveira leu o documento de nomeação e provisão do Pároco e em seguida, Padre Alvelino Santos professou a fé, e após a homilia, renovou as promessas sacerdotais e o juramento de fidelidade diante de Dom João Kot. Após a comunhão eucarística, realizou-se o Rito de Instituição de Ministros da Palavra, momento em que Dom João Kot instituiu trinta e um Ministros da Palavra oriundos das Paróquias da Forania Nossa Senhora da Conceição. Após a Solene Celebração, houve um momento de confraternização para todos os presentes.










POSSE CANÔNICA DO PADRE PAULO RICARDO EM LUÍS DOMINGUES



No dia 14 de novembro, aconteceu a posse canônica do Padre Paulo Ricardo Teixeira Marques como Pároco da Paróquia São João Batista e Nossa Senhora de Nazaré em Luís Domingues. A Santa Missa foi solenemente presidida por Dom João Kot, OMI, Bispo Diocesano. Além de Padre Paulo Ricardo, que tomou posse da Paróquia, a Solene liturgia foi concelebrada por vários presbíteros (Monsenhor Raimundo Brito, Monsenhor Mário Racca, Padre Agnaldo Oliveira, Padre Henrique Baltazar, Padre Erenaldo Caxias, Padre Alvelino Santos, Padre Nato Almeida, Padre Pedro Eduardo e Padre Leudo Santos). 

A Celebração Eucarística contou com a presença de Religiosas (Irmãs Missionárias do Santo Nome de Maria, Irmãs Franciscanas da Beata Angelina e Irmãs Missionárias Franciscanas de Susa), familiares de Padre Paulo Ricardo, grande número de fiéis de Presidente Médici, fiéis das Paróquias da Forania de Nossa Senhora da Conceição, da Prefeita Municipal de Presidente Médici, Ilvane Freire Pinho e do Prefeito Municipal de Luís Domingues, Gilberto Braga  Queiroz, que entregou  a chave simbólica da cidade para o novo Pároco do município de Luís Domingues.

Nos ritos iniciais da Santa Missa, Padre Agnaldo Oliveira leu o documento de nomeação e provisão do Pároco e em seguida, Padre Paulo Ricardo professou a fé, e após a homilia, renovou as promessas sacerdotais e o juramento de fidelidade diante de Dom João Kot. Após a Solene Celebração, houve um momento de confraternização para todos os presentes.





segunda-feira, 19 de novembro de 2018

DIOCESE DE ZÉ DOCA EM ESTADO PERMANENTE DE MISSÃO

               

     A Diocese de Zé Doca está permanentemente em missão e a cada dia cresce em seu coração o amor pela evangelização. Pode-se dizer que as Santas Missões Populares (SMP) já são uma realidade bonita e com bons frutos em nosso meio. 

     Após a Forania Santa Luzia ter iniciado o projeto das SMP, que é uma das prioridades da nossa Diocese, agora foi a vez da Forania São Pedro.
Nos dias 09, 10 e 11 de novembro, aconteceu na cidade de Maranhãozinho, Paróquia São Pedro, o primeiro retiro interparoquial das SMP da Forania São Pedro, reunindo quase duzentos missionários/as e contando com a assessoria do Padre Luís Mosconi, que é o idealizador desse projeto.

     O Conselho Missionário Diocesano (COMIDI) agradece a todos das Foranias Santa Luzia e São Pedro, de todas as paróquias e seus Párocos, pelo empenho e dedicação em conhecer esse belo projeto. E agradece de forma especial ao seu Bispo Diocesano, Dom João Kot, OMI, de quem tem recebido muito apoio e incentivo através do diálogo e o custeio para viagens e inscrições de cursos e encontros, no nível diocesano, regional e nacional, do COMIDI, COMIRE (Conselho Regional Missionário) e da Coordenação Regional e Nacional das Santas Missões Populares. 










quarta-feira, 14 de novembro de 2018

CONSELHO ECONÔMICO

          
                                                                          


(Decreto nº 04/2018)


DOM JOÃO (JAN) KOT, OMI
POR MERCÊ DE DEUS E SÊ APOSTÓLICA, BISPO DIOCESANO DE ZÉ DOCA

     Aos que este nosso Decreto virem, saudação, paz e bênção no Senhor,
    Fazemos saber que, em virtude das necessidades da nossa Diocese de Zé Doca instituímos o Conselho Econômico da Diocese, segundo os cânones 492 – 494 e 1280, do Código de Direito Canônico. 
    Foram escolhidos para fazer parte do mesmo:
1. Monsenhor Raimundo Brito dos Santos,
2. Padre Erenaldo Pereira Caxias,
3. Irmão Plácio José Bohn, FSC
4. Flávio Ferreira de Sousa,
5. José Carlos Barros dos Reis.
   O Conselho Econômico é nomeado para um quinquênio (cân. 492 § 02), a partir do dia da assinatura deste decreto. O mesmo vai trabalhar segundo as normas do Código do Direito Canônico e sempre sob a presidência do Bispo Diocesano (cân. 492 § 01). 
   
                              Zé Doca, 30 de outubro de 2018 


Dom João Kot, OMI
Bispo Diocesano de Zé Doca



quinta-feira, 8 de novembro de 2018

PARABÉNS, DOM JOÃO, PELOS QUATRO ANOS DE POSSE CANÔNICA DA DIOCESE DE ZÉ DOCA!



A Diocese de Zé Doca louva e agradece a Deus pela vida e missão de Dom João, visto que hoje faz quatro (4) anos de convivência, partilha e missão na Diocese. A propósito, aos 8 dias do mês de novembro de 2014, Dom João Kot - OMI, tomou posse da Diocese de Zé Doca, como novo Bispo diocesano. 

É de suma importância, lembrar que a pessoa do Bispo é indispensável para a manutenção e zelo da Diocese, como descrito pela Sacrosantum Concilium (n. 41), o Bispo é "sumo sacerdote de sua grei, do qual deriva e depende em certo modo a vida dos seus fiéis em Cristo" e continua, o Bispo é "o administrador da graça do supremo sacerdócio". De acordo com Santo Inácio: "Aonde comparecer o Bispo, aí se deve juntar a multidão, tal como, onde estiver Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica". 

Com efeito, é preciso lembrar que "os Bispos constituídos pelo Espírito Santo, são os sucessores dos Apóstolos como pastores das almas, ... Cristo, na verdade, deu aos Apóstolos e aos seus sucessores o mandato e o poder de ensinar todas as gentes, de santificar os homens os homens na verdade e de os apascentar. E assim, os Bispos foram constituídos, pelo Espírito Santo que lhe foi dado, verdadeiros e autênticos mestres da fé, pontífice e pastores" (Chistus Dominus, n. 2).

Em suma, por tudo isso, a Diocese de Zé Doca agradece a Deus, e principalmente a Dom João Kot, que se colocou à disposição da Igreja e deixou-se guiar pelo Espirito Santo, na missão de conduzir esse rebanho.

Parabéns, Dom João, Deus lhe abençoe!!



quarta-feira, 7 de novembro de 2018

XXIII FESTIVAL DO AÇAÍ NA PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA




   A Paróquia São João Batista em Centro do Guilherme festeja o êxito da realização do XXIII Festival do Açaí realizado no sábado, dia 3 de novembro, na Comunidade São João Batista da Quadra 50.

   O Festival, fruto de uma parceria entre a Comunidade católica e a sociedade civil, iniciou com a celebração da Santa Missa, presidida por Padre Valdeci Moreno e concelebrada por Padre André Brás. Após a Celebração, o evento decorreu com a realização de dinâmicas, atrações culturais e muito açaí distribuído para todos os presentes. O Prefeito Municipal, Zé de Dário, a Primeira-dama Dona Lúcia e o Vice-prefeito Dr. Ives estiveram presentes prestigiando o evento.

     O XXIII Festival do Açaí foi, além de um grande momento religioso e cultural, uma oportunidade para gerar negócios, dar visibilidade aos empreendimentos do Açaí na região, buscar mercado e melhorar o desempenho dos produtores rurais.

   “Esse é um dos momentos que a nossa Paróquia acredita que pode ajudar na ação social do município, e assim queremos nos próximos anos dobrar o espaço, atrair mais participantes e incluir este Festival no calendário municipal de eventos de Centro do Guilherme, afirmou Padre Valdeci Moreno, Pároco da Paróquia São João Batista em Centro do Guilherme.








quinta-feira, 1 de novembro de 2018

ENFIM, A PAZ


                   
                                                  Dom Fernando Arêas Rifan*

 Após o período tumultuado das eleições, esperamos que reine agora a paz entre todos, para o bem comum da nação. Um dia, todos nós, descansaremos em paz, após a morte. Mas não essa a paz que almejamos agora: desejamos a paz da convivência e harmonia entre as pessoas, nas famílias, na sociedade, com respeito à consciência de cada um. 

     Nesta sexta-feira, dia 2, faremos a comemoração de todos os fiéis defuntos, dos nossos falecidos, daqueles que estiveram conosco e hoje estão na eternidade, os “finados”, aqueles que chegaram ao fim da vida terrena e já começaram a vida eterna. 

     É tempo de reflexão sobre a humildade que devemos ter, sabendo que a morte nos igualará a todos. Todos compareceremos diante de Deus, para dar contas da nossa vida. Ali não haverá distinção entre ricos e pobres, entre reis e súditos, entre presidentes, parlamentares e magistrados e os cidadãos comuns, entre Papa, Bispo, Padres e simples fiéis. A distinção só será entre bons e maus, e isso não na fama, mas diante de Deus, que tudo sabe. 

     Olhemos a morte com os olhos da fé e da esperança cristã, não com desespero. Confiemos na misericórdia de Deus, que é nosso Pai, que nos enviou seu Filho, Jesus, que morreu por nós, para que não nos condenássemos, mas que tivéssemos a vida eterna.    

     “Deus não criou a morte e a destruição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou todas as coisas para existirem... e a morte não reina sobre a terra, porque a justiça é imortal” (Sb 1, 13-15). O pecado é que fez entrar a morte no mundo. Mas a esperança da ressurreição nos consola.

     Os santos encaravam a morte com esse espírito de fé e esperança. Assim São Francisco de Assis, no cântico do Sol: “Louvado sejais, meu Senhor, pela nossa irmã, a morte corporal, da qual nenhum homem pode fugir. Ai daqueles que morrem em pecado mortal! Felizes dos que a morte encontra conformes à vossa santíssima vontade! A estes não fará mal a segunda morte”. “É morrendo que se vive para a vida eterna!”. Santo Agostinho nos advertia, perguntando: “Fazes o impossível para morrer um pouco mais tarde, e nada fazes para não morrer para sempre?”

     Quantas boas lições nos dá a morte. Assim nos aconselha São Paulo: “Enquanto temos tempo, façamos o bem a todos” (Gl 6, 10). “Para mim o viver é Cristo e o morrer é um lucro... Tenho o desejo de ser desatado e estar com Cristo” (Fl 1, 21.23). “Eis, pois, o que vos digo, irmãos: o tempo é breve; resta que os que têm mulheres, sejam como se as não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não usassem, porque a figura deste mundo passa” (1 Cor 7, 29-31). Diz A Imitação de Cristo que bem depressa se esquecem dos falecidos. O dia de Finados foi estabelecido pela Igreja para não deixarmos nossos falecidos no esquecimento.

     Três coisas pedimos com a Igreja para os nossos falecidos: o descanso, a luz e a paz. Descanso é o prêmio para quem trabalhou. O reino da luz é o Céu. E a paz é a recompensa para quem lutou. Que nossos falecidos descansem em paz e a luz perpétua brilhe para eles. Amém.  


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

terça-feira, 30 de outubro de 2018

NOTA DA DIOCESE DE ZÉ DOCA SOBRE A SITUAÇÃO EM CÂNDIDO MENDES

   
    Ao Povo de Deus da Diocese de Zé Doca e todas as pessoas de boa vontade.
   Venho através desta Nota Oficial expressar minha preocupação com os últimos acontecimentos e publicamente esclarecer as prováveis dúvidas sobre o assunto:

1. Desde o ano de 1985, a Diocese é proprietária da Fazenda Sítio do Pica-Pau Amarelo – Fazenda Sete Estrelas, o que é do conhecimento público (temos Escritura de Doação e outros documentos do terreno em mãos e a disposição da Justiça). 

2. No ano de 2015, sofremos a primeira invasão do terreno. No entanto, recuperamos a posse pela decisão judicial, no dia 14 de junho de 2015. Vale ressaltar que a Fazenda, já naquela época, era cercada e produtiva, tinha a criação de gado e os moradores que cuidavam dela.

3. Em abril de 2017, aconteceu a segunda invasão, desta vez mais organizada e provavelmente com apoio e incentivos de algumas lideranças políticas locais, inclusive com o uso de máquinas da administração pública. Foi feito o Boletim de Ocorrência e se iniciaram os procedimentos legais.  
  
4. Tentamos recuperar esta propriedade porque desde o ano de 2015, com a colaboração da Comunidade Católica dos Servos da Divina Misericórdia, a Diocese de Zé Doca pretendia abrir uma Casa de Acolhimento para os dependentes químicos, em Cândido Mendes (na declaração que enviei para as autoridades judiciais, no dia 17 de agosto de 2017, expliquei tudo com detalhes).  

5. Depois do registro do Boletim de Ocorrência, em julho de 2017, decidi que o Padre Raimundo Pereira de Almeida (Nato), o Pároco, não precisaria cuidar desta causa e nomeei, através de uma Procuração, outro Padre da Diocese para cuidar de todos os procedimentos legais. 
No Comunicado Episcopal, do dia 19 de outubro de 2018, confirmo mais uma vez – a Fazenda, segundo a Escritura é propriedade da Diocese, então a Diocese vai assumir e encabeçar as ações legais, com o Padre Paulo Ricardo Teixeira Marques como nosso representante legal e imediato. O Pároco local, o Padre Alvelino da Silva Santos, não fica responsável pela causa e pode livremente continuar suas atividades pastorais.  

6. Ao longo dos anos de 2017 e 2018 entramos com ações legais e ganhamos a causa. A última decisão do Juiz de Direito Titular da Comarca de Cândido Mendes, assinada em 12 de setembro de 2018, determina a desocupação das terras invadidas.     

7. Depois disso se intensificaram as ameaças contra o Padre Nato (através de bilhetes anônimos e recados enviados por terceiros), o que é lamentável e preocupante. Não há surpresas nisso, porque quem não tem argumentos legais e justos, sempre parte para a violência, ignorância e arbitrariedade.  Como Bispo Diocesano não posso ficar indiferente e preciso tomar decisões, por mais difíceis e dolorosas que fossem (tendo nas mãos o Boletim de Ocorrência sobre ameaças e relatos de pessoas idôneas). Neste momento agradeço a todos os Padres, que depois da consulta, aceitaram minha proposta de transferência, na tentativa de ajudar. Lamento que com isso algumas comunidades se sentiram prejudicadas e insatisfeitas, mas a situação exigiu que se tomassem decisões corajosas e rápidas.  

8. Ao Povo de Cândido Mendes, gostaria de lembrar que a Igreja Católica sempre fez o melhor possível pela comunidade local. Muitos Padres, Religiosos e Religiosas doaram suas vidas em prol do Povo e agora como somos tratados? Como a memória destes servos de Deus que viveram em Cândido Mendes é respeitada? Claro que não falo de todos os moradores do município, mas de todos os mal-intencionados.  

9. O argumento: os pobres de Cândido Mendes precisavam de terrenos para construir suas casas. Então, por que ninguém conversou conosco? As forças que manipulam estas ações abusivas usam as pessoas carentes para ganhar vantagens em cima do sofrimento alheio. Será que todos os que estão na invasão são sem-teto? E a resposta será dada pela própria comunidade candidomendense.

10. Nunca nos negamos a dialogar e ainda, apesar das injustiças, não fechamos as portas. Mas é difícil dialogar com quem usa a força e a mentira como argumentos. Nos últimos dias, estamos recebendo ajuda da Secretaria Estadual dos Direitos Humanos para mediar a retirada pacífica dos invasores. Também recebi na minha casa um vereador de Cândido Mendes, o Senhor Cleverson Pedro Sousa de Jesus (Sababa Filho) para tratar do mesmo assunto. Mas, já se passaram alguns dias e nenhum acordo formal foi assinado.

11. Nunca publicamente comentamos sobre os encaminhamentos, para simplesmente deixar a Justiça cumprir seu papel e os envolvidos perceberem os danos que provocam e buscarem uma solução legal e pacífica. Mas nada disso aconteceu. Parece-me que – por motivações pessoais, especulativas e políticas – os envolvidos tentam atrasar as execuções legais, fingindo o diálogo e continuando com sua conduta inescrupulosa que ignora as sentenças judiciais e legítimas.

12. Diante de tudo isso, depois de consultar os Padres envolvidos e outras autoridades competentes da Diocese de Zé Doca, decidi publicar esta Nota Oficial, na esperança de evitar maiores danos. Apelo para o bom senso e peço que a justiça seja feita, que os nossos direitos sejam reconhecidos e garantidos, para podermos com segurança continuar o diálogo (e somente na presença de um mediador legal e neutro). Também declaro que a Diocese de Zé Doca nunca pode ser responsabilizada pela falta de solução amigável da situação, porque nunca fez nada que incentivasse a violência ou retaliação. 

Continuo rezando pela solução pacífica do problema, por todos os envolvidos de ambas as partes e envio minha bênção.




Dom João Kot, OMI
Bispo Diocesano



                              Zé Doca, 30 de outubro de 2018