E eu, seminarista Lúcio Gamarra, o aceitei mesmo com o coração temendo esse desafio, porém confiando na graça de Deus e no chamado que Ele me fez, e assim fui percebendo que esta experiência não é apenas uma oportunidade acadêmica, mas também uma etapa importante no caminho da vocação sacerdotal. Confesso que deixar minha terra, minha família, minha diocese e tantas realidades que me eram familiares não foi simples. Ao mesmo tempo, chegar à Cidade Eterna, coração da Igreja, trouxe consigo uma alegria difícil de descrever. Roma é uma cidade na qual a história da Igreja não está apenas nos livros: ela pode ser contemplada nas basílicas, nas igrejas, nos túmulos dos mártires, nas praças e, sobretudo, na vida de tantos homens e mulheres que, ao longo dos séculos, entregaram a própria vida a Cristo.
Viver aqui também significa experimentar de maneira muito concreta a universalidade da Igreja. No seminário, temos a graça de conviver diariamente com jovens provenientes de diferentes países, culturas e realidades eclesiais. Essa convivência ensina que, embora existam diferenças de língua, costumes e formação, existe algo que nos une profundamente: a mesma fé, o mesmo Batismo, o mesmo chamado e o desejo de servir à Igreja.
Estar em Roma também nos permite contemplar de maneira mais próxima a riqueza espiritual da Igreja. Poder rezar junto aos túmulos dos Apóstolos, visitar as grandes basílicas, conhecer lugares marcados pelo testemunho dos santos e participar de celebrações que reúnem fiéis de tantas partes do mundo são experiências que ajudam a compreender que a fé que recebemos não começou conosco. Somos herdeiros de uma história construída pelo testemunho de inúmeras pessoas que, antes de nós, disseram “sim” a Deus.
Entre tantas experiências vividas neste período, algumas permanecerão de maneira particular na memória. A participação na Missa de Canonização de São Carlo Acutis, por exemplo, foi um momento profundamente marcante, também visitar Assis, cidade de São Francisco, ao qual possuo particular devoção, e rezar junto ao seu túmulo. E também já tive a graça de poder servir em uma missa com o Santo Padre, o Papa Leão, em Castel Gandolfo, onde ao cumprimentá-lo apresentei-me e pedi orações para nossa querida diocese.
Assim, ao olhar para este primeiro ano, minha palavra é gratidão. Gratidão a Deus, antes de tudo, pela oportunidade de viver esta etapa; gratidão à minha família, que permanece próxima mesmo à distância; gratidão aos formadores e aos irmãos de seminário que participam diariamente deste caminho; e, de modo muito especial, gratidão à minha Diocese de Zé Doca, na pessoa de nosso Bispo Diocesano, Dom João Kot, pela confiança e apoio, que tornaram possível esta experiência e que continua sendo minha casa e o lugar ao qual desejo servir com generosidade.
Levo comigo a certeza de que esta experiência em Roma não é um ponto de chegada, mas uma etapa de preparação. Espero retornar à minha diocese não apenas com mais conhecimentos, mas com um coração mais configurado a Cristo, mais disponível para servir a Ele e ao nosso querido povo de Deus.
TEXTO E IMAGENS: Seminarista Lúcio Gamarra
Ôh meu Jesus Cristo. Obrigado pela oportunidade que o Senhor está concedendo aos nossos Seminaristas da Diocese de Zé Doca. Lúcio Gamarra e Rodrigo Mesquita, de fazer essa experiência.
ResponderExcluirQue Deus continue vos abençoando Infinitamente.
ResponderExcluirQDeus ilumine sempre seu caminho e.aumente sua fé cada vez mais .
ResponderExcluirQue Deus continue te abençoando e que mesmo de longe , mas estamos juntos em oração. que Deus e Nossa Senhora te proteja sempre.
ResponderExcluirDeus abençoe seus estudos e vocação.
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