OBJETIVO GERAL

OBJETIVO GERAL: Criar e fortalecer comunidades eclesiais missionárias enraizadas na Palavra de Deus e nas realidades da diocese, tendo a missão como eixo fundamental.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014



CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014



Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Na quarta-feira passado demos início a uma breve série de catequeses sobre os Sacramentos, começando pelo Baptismo. E também hoje gostaria de meditar sobre o Baptismo, para ressaltar um fruto muito importante deste Sacramento: ele leva-nos a ser membros do Corpo de Cristo e do Povo de Deus. S. Tomás de Aquino afirma que quantos recebem o Baptismo são incorporados a Cristo quase como seus próprios membros e agregados à comunidade dos fiéis (cf. Summa Theologiae, III, q. 69, art. 5; q. 70, art. 1), ou seja, ao Povo de Deus. Na escola do Concílio Vaticano II, hoje dizemos que o Baptismo nos faz entrar no Povo de Deus, levando-nos a ser membros de um Povo a caminho, um Povo peregrino na história.
Com efeito, assim como a vida se transmite de geração em geração, também de geração em geração, através do renascimento na pia baptismal, é transmitida a graça, e com esta graça o Povo cristão caminha no tempo como um rio que irriga a terra e propaga no mundo a bênção de Deus. Desde que Jesus disse o que ouvimos do Evangelho, os discípulos partiram para baptizar; e desde aquela época até hoje há uma cadeia na transmissão da fé mediante o Baptismo. E cada um de nós é um elo daquela corrente: um passo em frente, sempre; como um rio que irriga. Assim é a graça de Deus, assim é a nossa fé, que devemos transmitir aos nossos filhos, às crianças, para que elas, quando forem adultas, possam transmiti-la aos seus filhos. Assim é o baptismo. Porquê? Porque o baptismo nos faz entrar neste Povo de Deus, que transmite a fé. Isto é deveras importante. Um Povo de Deus que caminha e transmite a fé.
Em virtude do Baptismo nós tornamo-nos discípulos missionários, chamados a levar o Evangelho ao mundo (cf. Exortação Apostólica Evangelii gaudium, 120). «Cada um dos baptizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito activo de evangelização... A nova evangelização deve implicar um novo protagonismo» (ibid.) da parte de todos, de todo o Povo de Deus, um novo protagonismo de cada baptizado. O Povo de Deus é um Povo discípulo — porque recebe a fé — e missionário — porque transmite a fé. É isto que o Baptismo faz entre nós: confere-nos a Graça, transmite-nos a Fé. Todos na Igreja somos discípulos, e somo-lo sempre, a vida inteira; e todos nós somos missionários, cada qual no lugar que o Senhor lhe confiou. Todos: até o mais pequenino é missionário; e aquele que parece maior é discípulo. Mas algum de vós dirá: «Os Bispos não são discípulos, eles sabem tudo; o Papa sabe tudo, e não é discípulo». Não, até os bispos e o Papa devem ser discípulos, pois se não forem discípulos não farão o bem, não poderão ser missionários nem transmitir a fé. Todos nós somos discípulos e missionários.
Existe um vínculo indissolúvel entre as dimensões mística e missionária da vocação cristã, ambas arraigadas no Baptismo. «Ao receber a fé e o batismo, os cristãos acolhem a ação do Espírito Santo, que leva a confessar a Jesus como Filho de Deus e a chamar Deus “Abba”, Pai. Todos os batizados e batizadas... são chamados a viver e a transmitir a comunhão com a Trindade, pois “a evangelização é um chamado à participação da comunhão trinitária”» (Documento final de Aparecida, n. 157).
Ninguém se salva sozinho. Somos uma comunidade de fiéis, somos Povo de Deus e nesta comunidade experimentamos a beleza de compartilhar a experiência de um amor que nos precede a todos, mas que ao mesmo tempo nos pede para ser «canais» da graça uns para os outros, apesar dos nossos limites e pecados. A dimensão comunitária não é apenas uma «moldura», um «contorno», mas constitui uma parte integrante da vida cristã, do testemunho e da evangelização. A fé cristã nasce e vive na Igreja, e no Baptismo as famílias e as paróquias celebram a incorporação de um novo membro a Cristo e ao seu corpo, que é a Igreja (cf. ibid., n. 175b).
A propósito da importância do Baptismo para o Povo de Deus, é exemplar a história da comunidade cristã no Japão. Ela padeceu uma perseguição árdua no início do século XVII. Houve numerosos mártires, os membros do clero foram expulsos e milhares de fiéis foram assassinados. No Japão não permaneceu nem sequer um sacerdote, todos foram expulsos. Então, a comunidade retirou-se na clandestinidade, conservando a fé e a oração no escondimento. E quando nascia um filho, o pai ou a mãe baptizavam-no, pois todos os fiéis podem baptizar em circunstâncias particulares. Quando, depois de cerca de dois séculos e meio, 250 anos mais tarde, os missionários voltaram para o Japão, milhares de cristãos saíram do escondimento e a Igreja conseguiu reflorescer. Sobreviveram com a graça do seu Baptismo! Isto é grande: o Povo de Deus transmite a fé, baptiza os seus filhos e vai em frente. E apesar do segredo, mantiveram um vigoroso espírito comunitário, porque o Baptismo os tinha levado a constituir um único corpo em Cristo: viviam isolados e escondidos, mas eram sempre membros do Povo de Deus, membros da Igreja. Podemos aprender muito desta história!



Saudações
Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, presentes nesta audiência, especialmente aos grupos vindos do Brasil. Queridos amigos, todos os batizados estão chamados a ser discípulos missionários, vivendo e transmitindo a comunhão com Deus, transmitindo a fé. Em todas as circunstâncias, procurai oferecer um testemunho alegre da vossa fé. Que Deus vos abençoe!
Estimados irmãos e irmãs de expressão árabe, provenientes da Jordânia e da Terra Santa: aprendei da Igreja no Japão que, devido às perseguições no século XVII, se retirou no escondimento durante aproximadamente dois séculos e meio, transmitindo de geração em geração a chama da fé sempre acesa. Quando são vividas com confiança, convicção e esperança, as dificuldades e as perseguições purificam a fé e fortalecem-na. Sede verdadeiras testemunhas de Cristo e do seu Evangelho, filhos autênticos da Igreja, sempre prontos para dar razão da vossa esperança com amor e respeito. O Senhor preserve a vossa vida e vos abençoe!
Dirijo uma saudação especial aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. No domingo passado pudemos celebrar a Solenidade do Baptismo do Senhor, ocasião propícia para reconsiderar a própria pertença a Cristo, na fé da Igreja. Amados jovens, voltai a descobrir diariamente a graça que deriva do Baptismo. Vós, dilectos enfermos, hauri do Baptismo a força para enfrentar momentos de dor e de desalento. E vós, queridos recém-casados, sabei traduzir os compromissos do Baptismo no vosso caminho de vida familiar.


Cientistas de batina: grandes homens, grandes esquecidos

Acaba de ser lançado um livro que redescobre sacerdotes e religiosos que deram uma importante contribuição à ciência.


A maioria das pessoas já ouviu falar do monge católico Gregor Mendel, pai da genética, mas só alguns sabem que Niccolò Stenone, bispo e beato, lançou as bases da geologia moderna. Poucos conhecem os inúmeros eclesiásticos católicos (e alguns pastores protestantes, mas nenhum imã, rabino, xamã, brâmane hindu ou monge budista) que foram pioneiros em diversos campos da pesquisa científica.

Este é o motivo que levou Francesco Agnoli e Andrea Bartelloni a escrever um livro sobre o tema, chamado "Cientistas de batina: de Copérnico, pai do heliocentrismo, a Lemaître, pai do Big Bang" (Editora La Fontana di Siloe), no qual se destaca como, na origem da ciência experimental moderna, houve muitos cientistas religiosos, para os quais "estudar a natureza era simplesmente ler o livro escrito pelo Criador, buscar suas pegadas, seu passos", mas "sem nenhuma pretensão de possuir toda a verdade, de reduzir a causa primeira às causas segundas, de transformar a ciência experimental em uma fé, de fazer uma metafísica onicompreensiva".

"Cientistas de batina" é a história de alguns personagens que viveram uma intensa fé religiosa em um Deus transcendente e uma grande paixão pela pesquisa empírica e científica, buscando a fecunda relação entre fé e razão.

São muitas as pessoas citadas, começando por Nicole D'Oresme (1323-1382), bispo de Lisieux, que teorizou o movimento de rotação da Terra em torno do seu eixo, sendo, portanto, um precursor de Copérnico. Também se fala de Leonardo Garzoni, pai do magnetismo; de Benedetto Castelli, especialista em ciência hidráulica; de Lázaro Spallanzani, o "príncipe dos biólogos", primeiro naturalista da Europa; de Boaventura Corti, jesuíta especialista em física.

Outro cientista citado pelo livro é Luis Galvani, quem descobriu a eletricidade animal e que, segundo Niels Bohr, deu vida a uma "nova época na história da ciência". Também aparecem René-Just Haüy, especialista em mineralogia; João Batista Venturo, especialista em fluidos; São Alberto Magno e o Pe. André Bina, sismólogos e meteorologistas; Teodoro Bertelli, pai da microssismologia; Santiago Bresadola, micrologista; Georges Édouard Lemaître, sacerdote que teorizou o Big Bang.

O livro termina falando de dois religiosos que ainda vivem e que, além disso, são entrevistados: Giuseppe Tanzella-Nitti, que se dedicou durante alguns anos à pesquisa científica no campo da radioastronomia e da cosmologia, e o físico Alberto Strumia.

Cai por terra, então, o mito segundo o qual a combinação "padre-cientista" não dá certo. O problema é que os dogmas do positivismo, vinculados há muito tempo aos ambientes liberais e às ditaduras do século 20, ditos e repetidos uma infinidade de vezes, deixaram sua marca no imaginário coletivo, nutrido de uma versão banal, incompleta e anti-histórica do tema Galileu.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014


Carta dos Bispos participantes do 13º Intereclesial de Comunidades Eclesiais de Base ao Povo de Deus

Irmãs e Irmãos,

“Vós sois o sal da terra (...) Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14).

Nós, bispos participantes do 13º Intereclesial de CEBs, em número de setenta e dois, como pastores do Povo de Deus, dirigimos nossa palavra a vocês participantes das Comunidades Eclesiais de Base com seus animadores e animadoras e demais irmãs e irmãos que assumem ministérios e outras responsabilidades.
Em Juazeiro do Norte (CE), terra do Padre Cícero Romão Batista, na centenária diocese de Crato, nos encontramos com romeiros e romeiras, e com eles também nos fizemos romeiros do Reino.
Acolhemos com muita a alegria a carta que o Papa Francisco enviou ao Bispo Diocesano D. Fernando Pânico trazendo a mensagem aos participantes do 13º intereclesial das CEBs e que foi lida na celebração de abertura.
Participamos das conferências; dos testemunhos no Ginásio poli-esportivo, denominado Caldeirão Beato José Lourenço; de debates e grupos em diversas escolas (ranchos e chapéus) situadas em diversas áreas das cidades de Juazeiro e do Crato; das visitas missionárias às famílias e a algumas instituições; da celebração em memória dos profetas e mártires da fé, da vida, dos direitos humanos, da justiça, da terra e das águas realizada no Horto onde se encontra a grande estátua de Pe. Cícero comungando com a causa dos pobres: povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais sofredores e com a causa do ecumenismo  na promoção da cultura da vida e da paz, do encontro. Tivemos também a grande alegria de participar da celebração eucarística de encerramento na Basílica de Nossa Senhora das Dores quando todos os presentes foram enviados para que no retorno às comunidades de origem possamos ser de fato sal da terra e luz do mundo.
Estamos vendo como as CEBs estando enraizadas na Palavra de Deus, aí encontram luzes  para levar adiante sua missão evangelizadora vivenciando o que nos pede a todos o lema: “Justiça e Profecia a serviço da vida”. Desse modo, cada comunidade eclesial vai sendo sal da terra e luz do mundo animando os seus participantes a darem esse mesmo testemunho.
Muito nos sensibilizaram os gritos dos excluídos que ecoaram neste 13º intereclesial: gritos de mulheres e jovens que sofrem com a violência e de tantas pessoas que sofrem as consequências  do agronegócio, do desmatamento, da construção de hidrelétricas, da mineração, das obras da copa do mundo, da seca prolongada no nordeste, do tráfico humano, do trabalho escravo, das drogas, da falta de planejamento urbano que beneficie os bairros pobres; de um atendimento digno para a saúde...
Sabemos dos muitos desafios que as comunidades enfrentam na área rural e nas áreas urbanas (centro e periferias). Nossa palavra é de esperança e de ânimo junto às comunidades eclesiais de base que, espalhadas por todo este Brasil, pelo continente latino-americano e caribenho e demais continentes representados no encontro, assumem a profecia e a luta por justiça a serviço da vida. Desejamos que sejam de modo muito claro e ainda mais forte comunidades guiadas pela Palavra de Deus, celebrantes do Mistério Pascal de Jesus Cristo, comunidades acolhedoras, missionárias, atentas e abertas aos sinais da ação do Espírito de Deus, samaritanas e solidárias.
Reconhecendo nas CEBs o jeito antigo e novo da Igreja ser, muito nos alegraram os sinais de profecia e de esperança presentes na Igreja e na sociedade, dos quais as CEBs se fazem sujeito. Que não se cansem de ser rosto da Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas e não de uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças, como nos exorta o querido Papa Francisco (cf. EG 49).
Para tanto, reafirmamos, junto às Cebs, nosso empenho e compromisso de acompanhar, formar e contribuir na vivência de uma fé comprometida com a justiça e a profecia, alimentada pela Palavra de Deus, pelos sacramentos, numa Igreja missionária toda ministerial que valoriza e promove a vocação e a missão dos cristãos leigos (as), na comunhão.
Com o coração cheio de gratidão e esperança, imploramos proteção materna da Virgem Mãe das Dores e das Alegrias.

Juazeiro do Norte, 11 de janeiro de 2014, festa do Batismo do Senhor.
Fonte: http://www.cnbb.org.br/comissoes-episcopais/laicato/setor-cebs/13471-2014-01-12-16-24-38


PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje começamos uma série de Catequeses sobre os Sacramentos, e a primeira diz respeito ao Baptismo. Por uma feliz coincidência, no próximo domingo celebra-se precisamente a festa do Baptismo do Senhor.
O Baptismo é o sacramentos sobre o qual se fundamenta a nossa própria fé e que nos insere como membros vivos em Cristo e na sua Igreja. Juntamente com a Eucaristia e com a Confirmação forma a chamada «Iniciação cristã», a qual constitui como que um único, grande evento sacramental que nos configura com o Senhor e nos torna um sinal vivo da sua presença e do seu amor.
Pode surgir em nós uma pergunta: mas o Baptismo é realmente necessário para viver como cristãos e seguir Jesus? Não é no fundo um simples rito, uma acto formal da Igreja para dar o nome ao menino ou à menina? É uma pergunta que pode surgir. E a este propósito, é esclarecedor quanto escreve o apóstolo Paulo: «Ignorais, porventura, que todos nós, que fomos baptizados em Jesus Cristo, fomos baptizados na Sua morte? Pelo baptismo sepultámo-nos juntamente com Ele, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, mediante a glória do Pai, assim caminhemos nós também numa vida nova» (Rm 6, 3-4). Por conseguinte, não é uma formalidade! É um acto que diz profundamente respeito à nossa existência. Uma criança baptizada ou uma criança não baptizada não é a mesma coisa. Uma pessoa baptizada ou uma pessoa não baptizada não é a mesma coisa. Nós, com o Baptismo, somos imergidos naquela fonte inesgotável de vida que é a morte de Jesus, o maior acto de amor de toda a história; e graças a este amor podemos viver uma vida nova, já não à mercê do mal, do pecado e da morte, mas na comunhão com Deus e com os irmãos.
Muitos de nós não recordam minimamente a celebração deste Sacramento, e é óbvio, se fomos baptizados pouco depois do nascimento. Fiz esta pergunta duas ou três vezes, aqui, na praça: quem de vós conhece a data do próprio Baptismo, levante a mão. É importante conhecer o dia no qual eu fui imergido precisamente naquela corrente de salvação de Jesus. E permito-me dar um conselho. Mas, mais do que um conselho, trata-se de uma tarefa para hoje. Hoje, em casa, procurai, perguntai a data do Baptismo e assim sabereis bem o dia tão bonito do Baptismo. Conhecer a data do nosso Baptismo significa conhecer uma data feliz. Mas o risco de não o conhecer significa perder a memória daquilo que o Senhor fez em nós, a memória do dom que recebemos. Então acabamos por considerá-lo só como um evento que aconteceu no passado — e nem devido à nossa vontade, mas à dos nossos pais — por conseguinte, já não tem incidência alguma sobre o presente. Devemos despertar a memória do nosso Baptismo. Somos chamados a viver o nosso Baptismo todos os dias, como realidade actual na nossa existência. Se seguimos Jesus e permanecemos na Igreja, mesmo com os nossos limites, com as nossa fragilidades e os nossos pecados, é precisamente graças ao Sacramento no qual nos tornámos novas criaturas e fomos revestidos de Cristo. Com efeito, é em virtude do Baptismo que, libertados do pecado original, somos inseridos na relação de Jesus com Deus Pai; que somos portadores de uma esperança nova, porque o Baptismo nos dá esta nova esperança: a esperança de percorrer o caminho da salvação, a vida inteira. E esta esperança que nada e ninguém pode desiludir, porque a esperança não decepciona. Recordai-vos: a esperança no Senhor nunca desilude. É graças ao Baptismo que somos capazes de perdoar e amar também quem nos ofende e nos faz mal; que conseguimos reconhecer nos últimos e nos pobres o rosto do Senhor que nos visita e se faz próximo. O Baptismo ajuda-nos a reconhecer no rosto dos necessitados, dos sofredores, também do nosso próximo, a face de Jesus. Tudo isto é possível graças à força do Baptismo!
Um último elemento, que é importante. E faço uma pergunta: uma pessoa pode baptizar-se a si mesma? Ninguém pode baptizar-se a si mesma! Ninguém. Podemos pedi-lo, desejá-lo, mas temos sempre a necessidade de alguém que nos confira este Sacramento em nome do Senhor. Porque o Baptismo é um dom que é concedido num contexto de solicitude e de partilha fraterna.
Ao longo da história sempre um baptiza outro, outro, outro... é uma corrente. Uma corrente de Graça. Mas, eu não me posso baptizar sozinho: devo pedir o Baptismo a outra pessoa. É um acto de fraternidade, uma acto de filiação à Igreja. Na celebração do Baptismo podemos reconhecer os traços mais característicos da Igreja, a qual como uma mãe continua a gerar novos filhos em Cristo, na fecundidade do Espírito Santo.
Peçamos então de coração ao Senhor podermos para experimentar cada vez mais, na vida diária, esta graça que recebemos com o Baptismo. Que os nossos irmãos ao encontrar-nos possam encontrar verdadeiros filhos de Deus, verdadeiros irmãos e irmãs de Jesus Cristo, verdadeiros membros da Igreja. E não esqueçais a tarefa de hoje: procurar, perguntar a data do próprio Baptismo. Assim como eu conheço a data do meu nascimento, devo conhecer também a data do meu Baptismo, porque é um dia de festa.

domingo, 12 de janeiro de 2014

NO ANGELUS, O PAPA ANUNCIA A CRIAÇÃO DE 19 NOVOS CARDEAIS, UM DELES BRASILEIRO


Aqui estão as palavras com que o Papa Francisco no Angelus anunciou a criação de 19 novos cardeais:
Como foi anunciado anteriormente, em 22 de fevereiro, a festa da Cátedra de São Pedro, terei a alegria de realizar um Consistório, no qual eu vou nomear 16 novos cardeais, que, pertencentes a 12 países em todo o mundo, representando a relação de proximidade Igreja entre a Igreja de Roma e outras igrejas ao redor do mundo. No dia seguinte, presidirá uma solene concelebrada com os novos Cardeais, enquanto 20 e 21 de Fevereiro I vai realizar um consistório com todos os cardeais para refletir sobre o tema da família.
Aqui estão os nomes dos novos cardeais:
1 – Mons. Pietro Parolin, Arcivescovo titolare di Acquapendente, Segretario di Stato.
2 – Mons. Lorenzo Baldisseri, Arcivescovo titolare di Diocleziana, Segretario Generale del Sinodo dei Vescovi.
3 - Mons. Gerhard Ludwig Műller, Arcivescovo-Vescovo emerito di Regensburg, Prefetto della Congregazione per la Dottrina della Fede.
4 – Mons. Beniamino Stella, Arcivescovo titolare di Midila, Prefetto della Congregazione per il Clero.
5 – Mons. Vincent Nichols, Arcivescovo di Westminster (Gran Bretagna).
6 – Mons. Leopoldo José Brenes Solórzano, Arcivescovo di Managua (Nicaragua).
7 – Mons. Gérald Cyprien Lacroix, Arcivescovo di Québec (Canada).
8 – Mons. Jean-Pierre Kutwa, Arcivescovo di Abidjan (Costa d’Avorio).
9 – Mons. Orani João Tempesta, O.Cist., Arcivescovo di Rio de Janeiro (Brasile).
10 – Mons. Gualtiero Bassetti, Arcivescovo di Perugia-Città della Pieve (Italia).
11 – Mons. Mario Aurelio Poli, Arcivescovo di Buenos Aires (Argentina).
12 – Mons. Andrew Yeom Soo jung, Arcivescovo di Seoul (Korea).
13 – Mons. Ricardo Ezzati Andrello, S.D.B., Arcivescovo di Santiago del Cile (Cile).
14 – Mons. Philippe Nakellentuba Ouédraogo, Arcivescovo di Ouagadougou (Burkina Faso).
15 – Mons. Orlando B. Quevedo, O.M.I., Arcivescovo di Cotabato (Filippine).
16 – Mons. Chibly Langlois, Vescovo di Les Cayes (Haïti).

Com eles vai juntar-se aos membros do Colégio de Cardeais, Arcebispos 3 emérito, que se distinguiram pelo seu serviço à Santa Sé e da Igreja. Eles são:
1 - O Arcebispo Loris Francesco Capovilla, Arcebispo titular de Mesembria.
2 - Dom Fernando Sebastián Aguilar, CMF, Arcebispo emérito de Pamplona.
3 - Edward Arcebispo Kelvin Felix, Arcebispo emérito de Castries.

Oramos para os novos cardeais, que cobriam as virtudes e os sentimentos do Senhor Jesus (Rm 13:14) Bom Pastor, eles podem ajudar de forma mais eficaz o Bispo de Roma em seu serviço à Igreja universal.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O tempo passa a morte vem e é feliz quem faz o bem”.

Assim reza um ditado popular, não sei de qual país do mundo. Mas não importa: ele vale para todos os países e para todas as pessoas. Ele anuncia e aponta três realidades eternas: o tempo, a morte e a bondade. E nasce uma filosofia de vida cristã universal e assinada por Jesus Cristo.

Para alguns o tempo simplesmente “passa”. Para outros, para um menino, por exemplo, ou um jovem, ele passa devagar: porque o jovem quer se tornar adulto rapidamente para gozar direitos e liberdade. Para um idoso o tempo passa ligeiro, quase foge repentino. Para um doente o tempo passa lentissimamente, parece até ter parado. O sofrimento freia as horas e até os minutos... Na realidade o minuto é do mesmo tamanho para a criança, o jovem, o adulto, o rico, o pobre, o negro, o branco...

A morte ninguém a quer como companheira. Mas ela é uma realidade e nos acompanha como uma sombra. Embora conhecendo tantas coisas, embora tendo lido ou escrito tantos livros, embora com contas bancária com tantos zeros... a morte será a última realidade que iremos encontrar sem a conhecer e não poderemos falar dela a ninguém. Ela vai parar a nossa história e anuncia o encontro definitivo com o Senhor da vida e da morte.

O bem e a bondade são as únicas coisas que temos nas mãos e que valem ouro. Valem a felicidade aqui e no além. Elas são feitas de coisas tão pequenas que a elas nem damos importância. O bem, o amor, a dedicação nos acompanham sempre, ao longo da vida e nunca vão murchar ou apodrecer. Serão a moeda boa que nos abrem as portas do felicidade eterna.

Terminando mais um ano, dom de Deus, desejo a todos o ano de 2014 recheado de desejos e sonhos realizados. E agradeço ao Pai que tanto me amou e nos amou no ano de 2013.

Feliz ano novo!!!

+ Carlo Ellena

domingo, 29 de dezembro de 2013

Segunda leitura
Das Homilias do papa Paulo VI

(Homilia pronunciada em Nazaré a 5 de janeiro de 1964) (Séc.XX)

As lições de Nazaré

Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho.


Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa manifestação tão simples, tão humilde e tão bela, do Filho de Deus. Talvez se aprenda até, insensivelmente, a imitá-lo.

Aqui se aprende o método que nos permitirá compreender quem é o Cristo. Aqui se descobre a necessidade de observar o quadro de sua permanência entre nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo de que Jesus se serviu para revelar-se ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem um sentido.

Aqui, nesta escola, compreende-se a necessidade de uma disciplina espiritual para quem quer seguir o ensinamento do Evangelho e ser discípulo do Cristo.

Ó como gostaríamos de voltar à infância e seguir essa humilde e sublime escola de Nazaré! Como gostaríamos, junto a Maria, de recomeçar a adquirir a verdadeira ciência e a elevada sabedoria das verdades divinas.

Mas estamos apenas de passagem. Temos de abandonar este desejo de continuar aqui o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho. Não partiremos, porém, antes de colher às pressas e quase furtivamente algumas breves lições de Nazaré.

Primeiro, uma lição de silêncio. Que renasça em nós a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito; em nós, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos em nossa vida moderna barulhenta e hipersensibilizada. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor das preparações, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê no segredo.

Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão de amor, sua beleza simples e austera, seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível: aprendamos qual é sua função primária no plano social.

Uma lição de trabalho. Ó Nazaré, ó casa do “filho do carpinteiro”! É aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei, severa e redentora, do trabalho humano; aqui, restabelecer a consciência da nobreza do trabalho; aqui, lembrar que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor econômico, dos valores que constituem o seu fim. Finalmente, como gostaríamos de saudar aqui todos os trabalhadores do mundo inteiro e mostrar-lhes seu grande modelo, seu divino irmão, o profeta de todas as causas justas, o Cristo nosso Senhor.




terça-feira, 24 de dezembro de 2013


Natal: tempo de alegria, felicidade e paz.

Não é fácil perceber e viver estes valores no meio do barulho, da grande movimentação, da corrida aos presentes. Mas é necessário parar um pouco e pensar.
Com o Natal Jesus entra na história de cada um, de cada Comunidade, de cada Paróquia e da sociedade. Depois do nascimento dele não podemos mais fazer de conta que ele não tinha nascido, que ele não seja o Filho de Deus, que ele não tenha ensinado, que ele não tenha deixado o seu recado que permanece até o fim dos tempos. A nossa história precisa tomar o trilho que ele marcou para uma vida digna, tranquila, serena e de paz.
O Natal não é uma fiction, uma novela o telenovela. É a verdadeira história do Filho de Deus que veio por amor e para nos salvar. No Natal é Deus que vem a nós para nos redimir e salvar. Por isso é festa não de crianças, mas é festa de adultos, de pessoas que querem construir algo de bom e duradouro.
Nada contra luzes, presentes, ceias e momentos de alegria vividos com simplicidade e com moderação. Para não ofender os pobres que ainda existem, e são muitos, no meio de nós
Vivido assim o Natal é fonte de Felicidade. É um Natal assim que desejo a todos os cristãos da nossa Igreja Católica e de qualquer outra denominação. Juntos podemos realizar, aos poucos, o verdadeiro Reino de Deus.
Feliz Natal, amigos e amigas.

Com a bênção do vosso bispo Dom Carlo Ellena.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

50 anos de Ordenação sacerdotal 
de Dom Walmir Alberto Valle. 
Visita à Diocese de Zé Doca 
“O mundo dá muitas voltas” e, quase sem perceber, no momento certo e mais oportuno, organiza encontros ou reencontros que fazem bem à alma.
Foi assim para a Diocese de Zé Doca nos dias passados; uma verdadeira graça de Deus. Dom Walmir, bispo emérito da Diocese de Joaçaba (Santa Catarina) e, por 17 anos, bispo diocesano da Diocese de Zé Doca, voltou a encontrar o povo de Deus destas terras. Ocasião: se passaram 50 anos desde o dia da sua Ordenação sacerdotal em Turim (Itália).
Três momentos significativos marcaram esta volta: cada momento num dos setores ou áreas pastorais da Diocese.
  1. Dia 12 de dezembro: muitas homenagens na confraternização durante o almoço no Centro Pastoral e, à noite, ao partir o bolo, no salão paroquial. Mas o momento forte foi a Celebração da Santa Missa na Catedral de Santo Antônio:
    transmissão televisiva ao vivo; Catedral superlotada; presença do povo das paróquias do Setor I: Bom Jardim, Newton Bello, Zé Doca, Araguanã e Nova Olinda do Maranhão. Todo mundo atento e abraçando o festejado; sorrisos e gargalhadas ao lembrar fatos “antigos”.
  2. Dia 14 de dezembro: em praça pública, a homenagem foi na Paróquia de Governado Nunes Freire. Almoço nas dependências da Paróquia.
    Missa ao ar livre na praça da cultura. Alegria ao som de músicas dos nossos cantores e de artistas convidados. 
    Presença maciça do povo do Setor II, Santa Luzia do Paruá, Presidente Médice, Maranhãozinho, Governador Nunes Freire, Maracaçumé, Centro do Guilherme, Centro Novo do Maranhão e Boa Vista do Gurupi unido ao povo de Junco do Maranhão.
    A festa uniu também as homenagens a quatro Padres ordenados vinte anos atrás por Dom Walmir: Pe. Abas, Pe. Ednaldo, Pe. Romildo e Pe. Francisco. A noite foi curta para expressar tanta alegria.
  3. Dia 15 de dezembro: as Paróquias do Setor III-Litoral (Carutapera, Luís Domingues, Godofredo Viana, Cândido Mendes e Amapá do Maranhão) fizeram a festa solene na Celebração da Santa Missa na Matriz de Cândido Mendes e, após, na quadra do Salão paroquial, superlotada ao repartir o bolo de 50 quilos, um quilo para cada ano de sacerdócio. Na mesma ocasião foi homenageado Pe. Romildo pelos seus vinte anos de vida sacerdotal.

Tudo foi bom e graça de Deus. Muita participação, muitas lembranças de Dom Walmir contidas nos dois livros por ele escritos e autografados e nos encontros com os amigos de longa data.
Estes encontros, raros infelizmente, além de trazer lembranças, esquentam o coração de adultos e de jovens e reavivam na caminhada cristã.
O Advento, tempo de espera de Jesus, filho de Deus e filho de Maria, adquire um significado especial. Somos, de fato, todos enviados por Ele ao mundo para anunciar a alegria da libertação e do amor do Pai.
O Bispo cumpre esta missão de maneira especial e mais plena.
Desejamos a Dom Walmir, em nome da Diocese de Zé Doca, ainda muito mais sucesso, um Feliz Natal e um Ano Novo transbordante de coisas boas. Parabéns e obrigado, Dom Walmir.

Por Dom Carlo Ellena, bispo da Diocese de Zé Doca

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

CINQUENTA ANOS DE VIDA SACERDOTAL DEDICADO AO SENHOR DA ROÇA

Ontem (12) por volta da 19h: 30 deu-se início a Celebração Eucarística da qual a Diocese de Zé Doca, principalmente as paroquias do setor I - São João do Caru, Bom Jardim, Newton Bello, Zé Doca e Nova Olinda do Maranhão – congratularam-se juntamente com Dom Walmir Alberto Vale pelos seus cinquenta (50) anos de vida sacerdotal. 

A Catedral de Santo Antônio ficou repleta de fiéis para parabenizar este grande homem que muito trabalhou para anunciar o Reino de Deus nos diversos lugares da diocese por onde passou. 

A celebração ainda contou também com a presença do bispo Dom Hélio Rama (amigo da mesma congregação de Dom Walmir) e, de padre Élio De Luca ambos da Diocese de Pinheiro e, dos padres das paroquias do setor I da diocese de Zé Doca. 

Na sua homilia Dom Walmir fez questão de dá os parabéns ao pároco Monsenhor Raimundo Brito dos Santos pelo ilustre trabalho que vem fazendo para melhorar cada vez mais a Catedral de Santo Antônio. E fez questão de pedi forças ao Dono da Roça para continuar testemunhando o Reino de Deus na sua vida. 

Após a Santa Missa aconteceu um coquetel ofertado pelas paroquias do setor I da diocese para abrilhantar ainda mais esta ocasião festiva.

Parabéns Dom Walmir Alberto Vale pelos seus cinquenta anos de vida sacerdotal que Deus continue dando muita força para continuar levando a boa nova a todas as criaturas.