OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


sábado, 21 de abril de 2018

BISPOS REUNIDOS EM SUA 56ª ASSEMBLEIA GERAL ENVIAM MENSAGEM AO POVO DE DEUS


        
         A presidência da CNBB falou aos jornalistas reunidos na Coletiva de Imprensa da 56ª Assembleia Geral da entidade, na tarde do dia 19 de abril. Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente da Comissão do Tema Central da Assembleia falou sobre os próximos passos do documento sobre a formação de presbíteros aprovado na assembleia. O documento segundo para a aprovação final do Vaticano e, após esse passo, será publicado como um documento da CNBB que vai orientar a formação dos novos padres no Brasil.

     Dom Murilo Krieger, vice-presidente, leu as mensagens da conferência ao povo de Deus. O documento registra a comunhão do episcopado brasileiro com o papa Francisco e destaca a necessidade de promover o diálogo respeitoso para estimular a comunhão na fé em tempo de politização e polarizações nas redes sociais. A mensagem retoma a natureza e a missão da entidade na sociedade brasileira. Confira, na sequência, a íntegra do documento que será enviado à todas as 277 circunscrições eclesiásticas do Brasil, incluindo arquidioceses, dioceses, prelazias, entre outras.

MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS

         O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo (1Jo 1,3)

        Em comunhão com o Papa Francisco, nós, Bispos membros da CNBB, reunidos na 56ª Assembleia Geral, em Aparecida – SP, agradecemos a Deus pelos 65 anos da CNBB, dom de Deus para a Igreja e para a sociedade brasileira. Convidamos os membros de nossas comunidades e todas as pessoas de boa vontade a se associarem à reflexão que fazemos sobre nossa missão e assumirem conosco o compromisso de percorrer este caminho de comunhão e serviço.

    Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários.

        A Igreja fundada por Cristo é mistério de comunhão: “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (São Cipriano). Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (cf. Ef 5,25), assim devemos amá-la e por ela nos doar. Por isso, não é possível compreender a Igreja simplesmente a partir de categorias sociológicas, políticas e ideológicas, pois ela é, na história, o povo de Deus, o corpo de Cristo, e o templo do Espírito Santo.

        Nós, Bispos da Igreja Católica, sucessores dos Apóstolos, estamos unidos entre nós por uma fraternidade sacramental e em comunhão com o sucessor de Pedro; isso nos constitui um colégio a serviço da Igreja (cf. Christus Dominus, 3). O nosso afeto colegial se concretiza também nas Conferências Episcopais, expressão da catolicidade e unidade da Igreja. O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium, 23, atribui o surgimento das Conferências à Divina Providência e, no decreto Christus Dominus, 37, determina que sejam estabelecidas em todos os países em que está presente a Igreja.

         Em sua missão evangelizadora, a CNBB vem servindo à sociedade brasileira, pautando sua atuação pelo Evangelho e pelo Magistério, particularmente pela Doutrina Social da Igreja. “A fé age pela caridade” (Gl 5,6); por isso, a Igreja, a partir de Jesus Cristo, que revela o mistério do homem, promove o humanismo integral e solidário em defesa da vida, desde a concepção até o fim natural. Igualmente, a opção preferencial pelos pobres é uma marca distintiva da história desta Conferência. O Papa Bento XVI afirmou que “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com a sua pobreza”. É a partir de Jesus Cristo que a Igreja se dedica aos pobres e marginalizados, pois neles ela toca a própria carne sofredora de Cristo, como exorta o Papa Francisco.

    A CNBB não se identifica com nenhuma ideologia ou partido político. As ideologias levam a dois erros nocivos: por um lado, transformar o cristianismo numa espécie de ONG, sem levar em conta a graça e a união interior com Cristo; por outro, viver entregue ao intimismo, suspeitando do compromisso social dos outros e considerando-o superficial e mundano (cf. Gaudete et Exsultate, n. 100-101).

     Ao assumir posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, a CNBB o faz por exigência do Evangelho. A Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Isso nos compromete profeticamente. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada. Se, por este motivo, formos perseguidos, nos configuraremos a Jesus Cristo, vivendo a bem-aventurança da perseguição (Mt 5,11).

     A Conferência Episcopal, como instituição colegiada, não pode ser responsabilizada por palavras ou ações isoladas que não estejam em sintonia com a fé da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesiásticos.

      Neste Ano Nacional do Laicato, conclamamos todos os fiéis a viverem a integralidade da fé, na comunhão eclesial, construindo uma sociedade impregnada dos valores do Reino de Deus. Para isso, a liberdade de expressão e o diálogo responsável são indispensáveis. Devem, porém, ser pautados pela verdade, fortaleza, prudência, reverência e amor “para com aqueles que, em razão do seu cargo, representam a pessoa de Cristo” (LG 37). “Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor” (Papa Francisco, Mensagem para o 52º dia Mundial das Comunicações de 2018).

      Deste Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos, por sua materna intercessão, abundantes bênçãos divinas sobre todos.

Aparecida-SP, 19 de abril de 2018.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília – DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

quinta-feira, 19 de abril de 2018

DOIS MESES E MEIO DE MISSÃO DOS DIÁCONOS NA BOLÍVIA

           
      Somos gratos a Deus Onipotente por suas graças e bênçãos, manifestada nesta oportunidade de fazermos esta experiência missionária em terras bolivianas, obedientes ao mandato de Nosso Senhor que disse: “Fazei discípulos, entre todas as nações” (Cf. Mt 28,19), saímos de terras brasileiras, sem ouro e nem prata, mas com o coração aberto e com a consciência de que “a Igreja Peregrina é por sua natureza missionária. Pois ela se origina da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo e desígnio de Deus Pai. ” (Ad Gentes,2).

     A chegada à Bolívia, especificamente na Cidade de Cochabamba, foi marcada pela acolhida de Pe. Eduardo, OMI, e do seminarista boliviano, Omar Troncoso, OMI, que muito atenciosamente nos levaram à Casa Provincial dos Oblatos que residem na Bolívia, e com muito carinho fomos recebidos por Pe. Marcos, OMI, que muito nos ajudou nestes primeiros momentos da nossa chegada.

Os primeiros dias foram oportunos para conhecer a realidade boliviana, pontos turísticos, praças, igrejas, culinária, vida eclesial e todos os aspectos da vida social da cidade em geral. Percebeu-se que mesmo sendo um território latino-americano, existem muitas diferenças e belezas de modo geral no jeito de ser e de viver do povo boliviano.

Um País com uma pluralidade de culturas, povos, tradições e costumes, e o importante também é que se percebe nestas diversidades, a presença de Deus em cada rosto e em cada gesto de acolhida, de felicitação e de alegria.

MISSÃO EM COCHABAMBA (Diácono Henrique)


Depois de conhecer algumas localidades próximas à cidade de Cochabamba, chegou a hora de iniciar a missão. Depois de muitas festas, celebrações e danças, chegou a hora de iniciar a missão na Paróquia Missionária Santo Eugenio de Mazenod, no bairro Villa Pagador, na Cidade de Cochabamba, sendo então acolhido por Pe. Radomiro Orlando (natural da Bolívia) e pelo vigário paroquial Pe. Antero Berboso (Natural das Filipinas).

      Nas primeiras semanas, a Paróquia recebeu como presente de uma família, um Ícone da Virgem de Socavon de Oruro, que será entronizada no novo templo paroquial que está em construção. A acolhida da imagem foi feita com uma Missa solene e procissão até o centro de evangelização Santo Inácio, onde o ícone permanece, ficando então numa pequena capela para veneração dos fiéis.

     Num ambiente de oração diária, diálogo e fraternidade, partilhamos juntos os compromissos diários da Paróquia como: celebrações diárias, semanais e dominicais, na matriz e comunidades, benção das casas e orações nas famílias, exéquias e visitas aos enfermos. Na vida pastoral também trabalhamos com a formação doutrinal da juventude, comissão nacional de justiça e paz, catequese, coroinhas, e liturgia em geral.

     Tive também a graça de viver e ajudar a celebrar durante a semana santa, fazendo assim uma experiência enriquecedora de espiritualidade e retiros.  Percebi que o povo boliviano cultiva uma grande devoção à santa Cruz de Nosso Senhor e também foi muito positiva, a grande participação do mesmo nas celebrações da Paixão, Morte e Ressureição de Cristo.  A conclusão da Semana Santa com a Missa do Domingo de Páscoa foi marcada pela abertura da catequese em toda Paróquia com Missa solene presidida pelo pároco Pe. Radomiro e concelebrada pelo vigário paroquial, Pe. Antero.


A MISSÃO EM LLALLÁGUA (Diácono Adriano)



      Depois da grande festa de acolhida aqui na Paróquia aos moldes do carnaval boliviano, feita para Dom João Kot, Diácono Henrique e para mim, as atividades começaram como de costume e logo que os dois retornaram, iniciou-se meu processo de adaptação a nova realidade.

      A rotina da Paróquia é bem diferente da rotina das que conhecia no Brasil, de modo particular aqui em Llallágua é uma Paróquia bem movimentada e com uma atuação juvenil bem marcante. Porém, o que me chama a atenção é a religiosidade marcada pelos costumes dos povos andinos antigos, que se entrelaçam a religiosidade católica dando uma característica singular a fé do povo boliviano. É forte o respeito e culto aos mortos que sempre são lembrados nas missas e também com visitas semanais ao cemitério.

   O povo de Llallagua é bastante acolhedor e respeitoso! Sinto-me como parte deste deles.  Aqui com eles pude experimentar fortes momentos em meu ministério vocacional. Com eles senti a dor de enterrar os defuntos que são vítimas das estradas perigosas, das minas subterrâneas, de enfermidades etc. Também vivi com eles momentos de celebração da vida em cada Batizado realizado, em cada Matrimônio compartilhei com este povo marcado pela simplicidade, pobreza e religiosidade, o sorriso que levo comigo na alegria de ser missionário e de viver com fé cada momento que o Senhor me proporciona. 

       Durante toda a Quaresma vivemos momento forte de preparação. A Páscoa me surpreendeu com dias intensos e bem celebrados e de maneira especial a Via-Sacra onde pela madrugada fizemos com a juventude e às 15 horas realizamos a encenação onde eu, com os jovens da Paróquia, também atuei como soldado romano.

      Por fim quero expressar minha alegria de poder celebrar no último dia 12 de abril, dia das crianças aqui na Bolívia, na Unidade Educativa San Benito para crianças especiais.  Vivi com eles momentos marcantes e também no dia 13 de abril, quando realizaram sua maratona, pude participar da corrida com cadeira de rodas levando um jovem (ficamos em terceiro lugar), para mim foi muito significativo esse momento. Um destaque quero deixar para a pessoa do Pároco, Padre Eduardo Luciano de La Cruz (Mexicano), com quem tenho vivido importantes momentos em minha vida e que tem me ensinado muitas coisas na vida ministerial. Por tudo isso sou grato a Deus.

         Obrigado a Diocese de Zé Doca, na pessoa do nosso Bispo, Dom João Kot, ao clero, religiosos e religiosas, ao povo de Deus das Paróquias, pastorais, grupos e movimentos, amigos e familiares, por esta bela oportunidade, orações e apoio neste caminho missionário e nesta jornada confiada pela Igreja, a nós.

     Desejamos a todos felicidades, invocando a Benção de Deus Todo Poderoso, por intercessão de Santa Terezinha e a proteção da Santíssima Virgem Mãe Aparecida.  + Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

Diáconos
Luis Henrique Nina Baltazar
Emerson Adriano Mendes de Andrade




                                 




                      
 



       






         





                










                      







terça-feira, 10 de abril de 2018

MISSA DE ABERTURA DA CASA DOS IRMÃOS SERVOS DA DIVINA MISERICÓRDIA.

    

        No domingo, 8 de abril de 2018, às 8 horas no Centro Diocesano São João XXIII, Dom João Kot presidiu a Santa Missa e oficializou o início da missão dos Irmãos Servos da Divina Misericórdia na Casa de Retiro para recuperação de dependentes químicos. Padre Erenaldo Caxias, Pároco da Paróquia Catedral de Santo Antônio se fez presente e concelebrou a Eucaristia. Também estiveram presentes: as Irmãs Filhas de Jesus Crucificado da Paróquia São Francisco de Bom Jardim, as Irmãs da Santíssima Trindade da Paróquia São João Batista de La Salle e Nossa Senhora Aparecida de Zé Doca, as Irmãs da Sagrada Família da Paróquia Catedral de Santo Antônio de Zé Doca, os Irmãos Lassalistas, os seminaristas propedeutas, além de inúmeros fieis das paróquias de Zé Doca. Destacou-se ainda a presença do Missionário Cristiano Souza da Missão Assembleia de Deus CTDF (Centro Terapêutico Deus Forte).



    Na homilia, Dom João Kot frisou que a abertura de uma casa para a recuperação de dependentes químicos era um anseio da Diocese de Zé Doca e estava sendo concretizado justamente neste Tempo Pascal, onde a Igreja nos convida a renovar nossa fé no Cristo Ressuscitado que traz a paz, cura nossos medos, nossas covardias, e nos enche do amor misericordioso. Dom João Kot ainda enfatizou que com essa ação pastoral junto aos dependentes químicos, a Igreja particular de Zé Doca contribuirá mais ainda com a superação da violência em nossa sociedade e a propagação de uma cultura de paz para um meio social mais justo e solidário.


   No final da celebração, Dom João Kot agradeceu a todos que participaram desse momento de fé e pediu que o Missionário Cristiano Souza deixasse sua mensagem e falasse um pouco de sua experiência nesses anos de trabalho com acolhimento na cidade de Zé Doca. O Missionário falou sobre sua trajetória, dificuldades e vitórias alcançadas no Centro Terapêutico Deus Forte.


    O Bispo convidou os Irmãos Roberto e Wanderlei, Irmãos Servos da Divina Misericórida que conduzirão os trabalhos naquela casa, para também deixarem sua mensagem. Eles agradeceram a todos que ajudaram ativamente na preparação da Missa de Abertura das atividades sociais daquela casa e todos que estão apoiando essa nobre causa.



       Dom João Kot concluiu entregando as chaves do sacrário ao Irmão Wanderlei e convidando a todos a conhecer as instalações da casa de retiro para a recuperação dos dependentes químicos.