OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


sexta-feira, 24 de março de 2017

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 287/16 - “REFORMA DA PREVIDÊNCIA”



DIOCESE DE ZÉ DOCA ACOLHE OS COORDENADORES DA CATEQUESE DO REGIONAL NORDESTE V



   
       Nos dias 10, 11, 12 do corrente mês, estiveram na reunião anual em Zé Doca, os Coordenadores de Catequese de nosso Regional Nordeste V, para partilharmos nossas experiências catequéticas e para estudo sobre o itinerário catequético: Iniciação á Vida Cristã, um caminho de encontro com Jesus Cristo, onde foi aprofundado dentro deste processo a finalidade de uma comissão e como deve ser formada, ministério da coordenação e o perfil e missão do introdutor. Fomos assessorados por Pe. Antônio Depizzoli, assessor da comissão Bíblica Catequética Nacional de Brasília, e estiveram presentes onze dioceses de nosso regional faltando apenas a Diocese de Caxias. Nossa Diocese de Zé Doca teve uma participação muito boa, com as presenças dos coordenadores de três foranias.

       Mesmo em meio a tantos outros compromissos, tivemos a alegre e acolhedora presença de nosso Bispo referencial da Catequese de nosso Regional Dom João Kot, OMI. Que com alegria e disponibilidade nos acolheu e se colocou à disposição para juntos continuarmos essa caminhada. Por tudo demos graças a Deus. Um obrigado especial a Dom João, ao Pe. Antônio Depizzoli e aos padres que enviaram os coordenadores das foranias a estarem conosco.

   Tivemos a oportunidade de formarmos uma pequena Equipe que irá conduzir com a ajuda de Dom João a Catequese de nossa Diocese. Esta será composta por: Sandra Maria de Gurupi, Francilene Mafra de Nova Olinda e Raimundo Japão de Luis Domingues. 

     A todos um carinhoso abraço e minha gratidão e, conto com vossas orações e saibam que estarão sempre presentes em minhas orações. 

                                     
                                     São João do Caru, 13 de março de 2017 

    Com amizade e carinho,
  Irmã Deusení Matos









quinta-feira, 23 de março de 2017

CARNAVAL EM ORAÇÃO: RETIROS DOS SEMINARISTAS DE ZÉ DOCA


       O retiro é um momento oportuno para o recolhimento pessoal, onde a alma humana busca encontra-se com o seu criador, é um momento não para decifrar os mistérios de Deus, mas é a oportunidade do homem se lançar neste mistério e encontrar sua paz interior, e foi com esse objetivo que nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro de 2017 os seminaristas da Diocese de Zé Doca, estudantes de filosofia e teologia, entre eles o seminarista Marcinaldo Aguiar que está cursando teologia em Belém PA, e os propedêuticos do Seminário Sagrada Família: Elismar e Joaquim, estiveram em retiro no Centro Diocesano São João XXIII.

       E de maneira especial neste ano, tivemos a oportunidade e a alegria de termo como pregador, o responsável pela formação dos oblatos Pe. Cleber Lopes, OMI, que levou seus sete noviços oblatos para participar do retiro: João Vitor, Jefferson, Diosnel de naturalidade Paraguai, Omar de naturalidade boliviana, Mariano de naturalidade Argentina, Valentim e Rivaldo.

       O retiro iniciou-se com a celebração da Santa Missa, presidida pelo Pe. Agnaldo Oliveira reitor do Seminário Maior Dom Guido Maria Casullo, e concelebrada pelos padres: Pedro Eduardo e Cleber Lopes, e também foi contemplado com a presença do Bispo Dom João Kot, OMI. Após a Santa Missa ouvem as apresentações entre noviços oblatos e os seminaristas diocesanos.  O tema abordado neste retiro foi: “A caminho do encontro pessoal com Jesus Cristo”, onde o pregador nos convidou a refletir sobre o chamado de Jesus: que nos chama a estar com Ele, transfigurar-nos como Ele, e sermos enviado em nome Dele. E acrescentou que diante desses aspectos somos convidados a irmos ao encontro e deixarmos ser encontrado: na reflexão, na partilha, na escuta e na oração, pois o nosso Deus, é um Deus que chama, um Deus que ama e um Deus que envia.

       No domingo a Celebração Eucarística foi realizada na Catedral de Santo Antônio, as 19h30, presidida por Dom João e concelebrada pelos padres: Cleber, Pedro e José Raimundo, juntamente com todos os seminaristas, noviços, religiosas e o povo Zédoquense.

       E para maior intimidade com Cristo, no retiro tivemos: Adoração Eucarística, momentos de deserto, partilha e convivência. E ao término do retiro tivemos um momento penitencial, com confissões com os padres: André Braz, José Raimundo Pinheiro, Monsenhor Raimundo Brito e o pregador do retiro Cleber Lopes.  Proporcionando momentos que nos levam a um encontro pessoal com Deus, e nos proporcionam uma espiritualidade profunda na nossa caminhada vocacional. O pregador também citou que: a oração não se constrói de palavras, mas de relação, e não são as palavras as mais importantes, mas a celebração de um encontro.

       O retiro foi um momento de graça para todos os participantes, que além de uma rica espiritualidade, contou com uma ótima infraestrutura tanto no transporte de ida e volta São Luís / Zé Doca, pelo Reitor do Seminário Maior Padre Agnaldo Costa, como na hospedagem, na alimentação e na organização, graças a nosso bispo diocesano Dom João Kot, OMI, ao Reitor do Seminário Propedêutico e da Escola Diaconal, padre Pedro Eduardo e a equipe de cozinha, aos quais, somos muito agradecidos.

Texto: Seminaristas Jakson Silva
 e Weverson Almeida
































segunda-feira, 6 de março de 2017

COMUNICADO EPISCOPAL





 FIAT MISERICORDIA TUA





          Amados Filhos e Filhas de Deus da Diocese de Zé Doca, minhas sinceras saudações e bênçãos envio.
  
          Anunciando as novas transferências, desde já peço vossas orações, pois, rezando pela nossa amada Diocese de Zé Doca, fazemos bem melhor que tecendo os comentários e as especulações desnecessárias.   

1. Padre Agnaldo Costa Oliveira vai assumir como pároco a paróquia São Sebastião, em Carutapera. Peço que no final de semana 18/19 de março, o padre Agnaldo se apresente oficialmente na paróquia São Sebastião e assuma todos as obrigações. Padre Agnaldo continua fazendo parte da Comissão Diocesana de Formação, com padre Pedro Eduardo e eu.


2. Padre Pedro Eduardo Silva Lira vai assumir a reitoria do Seminário Maior, em São Luís. Ele continua como o reitor da Escola Diaconal, até a posse do novo dirigente.

3. Em breve vamos anunciar as datas de posses canônicas do novo pároco de Carutapera e o novo Reitor do Seminário Maior Dom Guido M. Casullo. 

          Agradeço a todos os envolvidos nas transferências, pela colaboração, pela compreensão e pelos trabalhos já feitos nas paróquias e nos outros ofícios exercidos até agora.

          Desejo de coração, que nas novas frentes de evangelização TODOS OS PADRES sejam abençoados e guiados pela Luz do Céu e enfrentem o dia de amanhã com muita confiança na Providencia Divina.

          Minhas bênçãos e orações a todos!
  

+Dom João (Jan) Kot, OMI
Bispo de Zé Doca - MA



Zé Doca, 06 de março de 2017    

sábado, 4 de março de 2017

PRESERVAR A NATUREZA É AMAR O PRÓXIMO E A DEUS


       PRESERVAR A NATUREZA É AMAR O PRÓXIMO E A DEUS. Postulado Na Encíclica Laudat Si’: Sobre O Cuidado Da Casa Comum.

       O Santo Padre o Papa Francisco, em sua encíclica vem nos alertar sobre o cuidado que devemos ter com a nossa casa comum, que é o planeta terra, e é nossa responsabilidade como cristãos comprometidos em preservar as maravilhas que Deus nos deixou. E ao cuidarmos desta casa, estamos cuidando dos mais fracos que são os pobres, que dispõe de poucos meios para se defenderem. Pois quando destruímos o meio ambiente, estamos destruindo as belezas da terra que Deus nos deu, e comprometendo as gerações futuras. Portanto, a humanidade é chamada a tomar consciência, que destruindo o ecossistema destrói também a si mesma e a criação perfeita de Deus.

       1. PRESERVAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO 

       O Papa cita São Francisco de Assis, porque ele foi este santo voltado para os pobres e a natureza. O Santo Padre deixa claro o seu apelo. (FRANCISCO, 2015, p.13.)  “O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral”.

       Preservação e conscientização são uns dos passos essenciais que devemos tomar para a melhoria do nosso planeta, não só do planeta, mas também para que as pessoas que nele habitam possam viver de forma justa e saudável. A partir desta perspectiva buscaremos compreender o que estar acontecendo com o meio ambiente, através da encíclica do Papa Francisco. Tudo que Deus fez é bom, mas não estamos sabendo cuidar deste bem. Vemos que a degradação do meio ambiente está aumentando de forma acelerada. Por isso o Santo Padre vem nos alertar de forma consistente que devemos tomar uma atitude antes que seja tarde demais.

Com isto, o Santo Padre, nesta encíclica envia a todos uma mensagem clara e repleta de esperança, como ele mesmo diz “nem tudo está perdido, porque os seres humanos, capazes de tocar o fundo da degradação, podem também superar-se, voltar a escolher o bem e regenerar-se”. Tomemos então conhecimento desses desastres.
  
       2. CUIDAR DA CASA COMUM É DIREITO DE TODOS 

       No início de sua encíclica o Papa colocou o cântico de São Francisco, em que ele louva a Deus por tudo o que há no céu e o que existe sobre a terra. São Francisco reconheceu e contemplava a natureza e dizia que tudo o que Deus fez é bom, porém, nós não reconhecemos e nem contemplamos estas maravilhas de Deus, queremos apenas colher os frutos da terra e esquecemos de plantar e agradecer. Nós precisamos da natureza para sobrevivermos, porém, a maioria das pessoas ainda não tomaram consciência disto e continuam destruindo a nossa casa comum. A terra é um bem que Deus deixou para todos nós, mas não estamos sabendo cuidar deste bem.

       Prova disto são as mudanças climáticas, como percebemos é um problema global com graves implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas e políticas, constituindo atualmente um dos principais desafios para a humanidade.

       Há diversas formas de poluição que afeta diretamente tanto o ser humano, como os animais, como: a poluição atmosférica que envolve o ar, poluição das águas, poluição do solo e, todos nós somos afetados, tanto o rico como o pobre, mas os que mais sofre são os pobres, pois não tem meios para se defenderem.

       O desmatamento e as queimadas, estão acabando com a fauna e a flora, com isto os animais estão ficando cada vez mais instintos, pois eles não têm mais aonde morar, seus hábitats estão sendo queimado e destruídos. Muitos desses animais que estão ficando instinto, as gerações futuras não os conhecerá mais, a não ser por fotografias ou outros meios.

       Também a poluição dos rios, mares e lagos são uns dos principais problemas ambientais, pois há pessoas que jogam grandes quantidades de lixos nos rios, que destrói com a vida marinha. São vários os fatores, que contribuem para esse desastre ecológico, citamos aqui o desmatamento que também favorece para o processo de assoreamento, com isso os rios vão secando.

       Com isto, as pessoas que sobrevivem da caça e da pesca têm que buscar outros meios de sobreviverem, porém não tem para onde ir, e ficam a margem da sociedade, como excluídos.

O santo Padre o Papa Francisco diz:

        Tanto a experiência comum da vida cotidiana como a investigação científica demonstram que os efeitos mais graves de todas as agressões ambientais recaem sobre as pessoas mais pobres. Por exemplo, o esgotamento das reservas ictíicas prejudica especialmente as pessoas que vivem da pesca artesanal e não têm possibilidades de comprar água engarrafada, e a elevação do nível do mar afeta principalmente as populações costeiras mais pobres que não têm para onde se transferir. (FRANCISCO, 2015, p. 38)

       Com todos esses fatores, vemos que as pessoas de classes sociais altas não estão preocupadas com os menos favorecidos, fingem que não estão vendo o que está acontecendo com a nossa casa comum, interessam-se apenas consigo mesmo. Quando falamos de “meio ambiente” fazemos referência também a uma particular relação entre a natureza e a sociedade que habitamos, pois, a natureza não é algo separado de nós, estamos incluídos nela, somos parte dela e somos responsáveis com o que nela acontece, por esse e outros motivos temos obrigação de cuidá-la e conscientizar a todos, de que a poluição, o desmatamento tem consequências graves que prejudicam tanto o meio ambiente, quanto a qualidade de vida humana e animal. 

       Como percebemos há diversas formas de exploração e degradação do meio ambiente, muitas vezes causada pela ganancia do ter, do poder e ser mais do que os outros, e isso pode destruir não só com os meios de subsistência, mas também, com uma identidade de um povo, seu modo de viver e suas culturas. E o desaparecimento de uma cultura pode ser tanto ou mais grave do que o desaparecimento de uma espécie de animal ou vegetal. 

        Com isto o Papa nos alerta:

       Neste sentido, é indispensável prestar uma atenção especial às comunidades aborígenes com as suas tradições culturais. Não são apenas uma minoria entre outras, mas devem tornar-se os principais interlocutores, especialmente quando se avança com grandes projetos que afetam os seus espaços. Com efeito, para eles, a terra não é um bem econômico, mas dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam, um espaço sagrado com o qual precisam de interagir para manter a sua identidade e os seus valores. Eles, quando permanecem nos seus territórios, são quem melhor os cuida. Em várias partes do mundo, porém, são objeto de pressões para que abandonem suas terras e as deixem livres para projetos extrativos e agropecuários que não prestam atenção à degradação da natureza e da cultura. (FRANCISCO, 2015, p. 120).

       É preciso cultivar tanto a cultura como a natureza. Ao cultivarmos, estamos cultivando aquilo que é de mais sagrado, a vida. E todos têm direito a viver de forma digna. Portanto é necessário que se tenha projetos que não gere danos graves ao meio ambiente ou as pessoas que nele habite, mas que promovam o bem comum, principalmente a aquelas pessoas descartadas, pobres e privadas de seus direitos humanos.

       Hoje no mundo em que vivemos há uma dificuldade em reconhecer o outro, estamos vivendo num verdadeiro individualismos, onde, só os meus interesses que importam, o outro é deixado de lado, é esquecido. O desejo pela satisfação pessoal nos torna egoístas, sem nos preocupar com o que vai acontecer e o que vamos deixar para as gerações futuras. O Papa Francisco já nos questiona. (FRANCISCO, 2015, P.130.) Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer? Esta pergunta não toca apenas o meio ambiente de maneira isolada, porque não se pode pôr a questão de forma fragmentária. Portanto cabe ao mundo se conscientizar que somos os primeiros responsáveis em deixar um planeta habitável para a humanidade que vai nos suceder.

       Mas, certamente para que tenhamos um planeta habitável para as gerações futuras, precisamos tomar algumas atitudes, principalmente por parte dos governantes da nossa sociedade que, deveriam elaborar projetos de responsabilidade e encontrar formas de desenvolvimento sustentável, fazendo com que todos vivam de acordo com sua dignidade humana. E quando se coloca essas questões de desenvolvimento sustentável e, vai contra alguns projetos que só visam interesse próprio e que não traz nenhum benefício ao meio ambiente e muito menos aos mais necessitados, alguns reagem acusando os outros de pretender parar irracionalmente com progresso e o desenvolvimento.
       
       Como percebemos o meio ambiente é um dos bens que o mecanismo de mercado não estar apto a defender, apenas explorar. Por isso será preciso uma conscientização global em busca de melhorias na qualidade de vida. O que se espera é que tomamos consciência do que estar acontecendo e reconhecermos os nossos próprios erros e encontremos formas de interação orientada para o bem comum.  Pois o ser humano não estar dissociado da terra ou da natureza, eles fazem parte de um todo. Portanto destruir a natureza estaremos destruindo o próprio ser humano. Destruir o ser humano para nós católicos é pecado, da mesma forma, não é possível falar em proteção ambiental sem que esta envolva também a proteção ao ser humano, em especial os mais pobres e vulneráveis. Neste sentido uma mudança no estilo de vida nos possibilita, a viver de forma justa, moderada, em comunhão com Deus, com os outros, consigo mesmo e também com todas as criaturas e a natureza.


3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

       Quantas vezes paramos para pensar o quanto nossas atitudes influenciam na preservação ou não do Meio Ambiente? Pois é, este é o questionamento que o Santo Padre nos faz. Geralmente, agimos como se o problema não fosse nosso, pois não nos preocupamos com os outros, apenas com nós mesmos. Contudo, é preciso ter a consciência de que são as nossas atitudes quem mudarão os caminhos a serem trilhados pelo planeta e pelos seres que aqui vivem. Atitudes simples podem salvar o planeta ou podem continuar a condená-lo à degradação.

       Portanto, as nossas atitudes têm efeito a longo prazo, mas precisamos começar imediatamente a cuidar desta casa comum que Deus nos deixo antes que seja tarde. A Terra é nossa casa, nosso mundo! E é nossa responsabilidade preservar deste bem que Deus nos deixou.

Referência Bibliografia: FRANCISCO, Papa. Laudato si`: sobre o cuidado da casa comum.1. ed. São Paulo: Paulinas, 2015.

Texto: Seminaristas Cleiciano Oliveira e Weverson Almeida

sexta-feira, 3 de março de 2017

ZÉ DOCA, RECEBE O SEMINÁRIO 'LAUDATO SI E REPAM'







       Zé Doca, Maranhão - As Dioceses de Zé Doca, Pinheiro, Bacabal, Brejo, Coroatá, Caxias do Maranhão, Grajaú e a Arquidiocese de São Luís, no Maranhão, receberam entre os dias 17 e 19 de fevereiro de 2017, o Seminário “Laudato Sí e Repam” iluminado pela Encíclica do Papa Francisco Laudato SÌ (Louvado Sejas). O Seminário foi organizado pelo Regional Nordeste 5 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Diocese de Zé Doca. Desde 2016 a Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) têm promovido Seminários como este nos regionais da CNBB na Amazônia Legal, e que continuarão no decorrer de 2017.

      Além do contexto eclesiástico, o Seminário envolveu vários setores da sociedade civil, como ONGs, escolas e os governos municipal, estadual e federal, com a finalidade de construir “sinais de esperança em relação ao meio ambiente e a preservação da casa comum”.

    Participaram 120 pessoas entre lideranças indígenas, sertanejos, ribeirinhos, quilombolas, pescadores artesanais, geraizeiros, quebradeiras de coco, moradores das cidades, lavradores, pastorais sociais, educadores, sociedade civil organizada, religiosos/as, padres e bispos.

       No final do encontro, os participantes publicaram uma Carta Compromisso na qual cobram “que sejam ouvidos os clamores dos povos que há séculos cultivam as terras, respeitando a biodiversidade e que mostram por suas práticas que há alternativas sustentáveis; que sejam discutidos projetos de desenvolvimento com as populações afetadas, mostrando todas as informações e os relatórios de impactos socioambientais, mantidos frequentemente em segredo, apesar da Lei de acesso à Informação, e que o governo escute o povo mais do que discursem sobre seus planos e projetos”. 

     Os participantes também se propõem a “fortalecer a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), criando um comitê regional com representação das dioceses e articulação Regional Nordeste 5 da CNBB das pastorais sociais, com apoio do secretariado do Regional; reconhecer e fortalecer as lutas locais nos territórios dos diferentes povos: indígenas, quilombolas, sertanejos, pescadores artesanais, geraizeiros, quebradeiras de coco, entre outros, e participar das manifestações sociais em defesa dos direitos dos trabalhadores e povos; dar atenção especial às lutas e iniciativas de mulheres com suas manifestações; assumir o cuidado com meio ambiente na preservação e na denúncia de toda e qualquer violência que venha ferir e matar os biomas maranhenses: Cerrado, Amazônia e Caatinga, com suas riquezas de biodiversidade humana, vegetal e animal na busca do Bem Viver; apoiar as juventudes na suas lutas e reivindicações por direitos e futuro digno.

          Sobre a Repam

     A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) foi fundada oficialmente em setembro de 2014. Abrange os nove países do bioma amazônico e os nove estados brasileiros ali situados – incluindo o território da Amazônia Legal. Os Seminários Laudato Sì estão sendo realizados nos vários cantos desse território, promovendo o diálogo das realidades locais com a encíclica do Papa Francisco. A região amazônica é um dos maiores berços de biodiversidade ecológica e cultural do planeta. A preocupação da Igreja com esta região é histórica e volta-se para o cuidado e proteção desta grande casa comum.
(OL, Assessoria de Imprensa REPAM/CM)


Fonte do Texto: http://br.radiovaticana.va                                                      

Colaboração: Irmã Osnilda Lima - Coord. de Comunicação REPAM - BR e;
Ministério de Comunicação  Social da RCC Zé Doca.