OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

COMUNICADO EPISCOPAL







FIAT MISERICORDIA TUA

Amados filhos e Filhas de Deus da Diocese de Zé Doca

Gostaria de comunicar a todos, que depois de umas semanas de negociações, conseguimos acertar os detalhes e o acordo com os Missionários Oblatos de Maria Imaculada (OMI), os quais vão assumir a Paróquia Nossa Senhora de Perpetuo Socorro (Boa Vista do Gurupi e Junco do Maranhão).

Os oblatos que chegarão para trabalhar na nossa Diocese são padres: João Silvino Figueredo Neto e Francisco de Assis da Silva.


Agradeço aos meus irmãos oblatos por aceitar o convite, ao Provincial da Província Oblata do Brasil, padre Francisco Rubeaux, e a seu Conselho, e claro, aos Padres Francisco e Joca pela colaboração e disponibilidade e que sejam muito bem vindos.


Se Deus permitir vamos recebê-los e apresenta-los a comunidade paroquial, no dia 22 de dezembro de 2016 em Boa Vista do Gurupi e 23 de dezembro de 2016 em Junco do Maranhão.

Abraço fraterno e FELIZ NATAL e ANO NOVO.


+Dom João (Jan) Kot, OMI
Bispo de Zé Doca - MA

05.12.2016

domingo, 4 de dezembro de 2016

COMUNICADO EPISCOPAL


COMUNICADO EPISCOPAL

"fiat misericordia tua"


Amados Filhos e Filhas da Diocese de Zé Doca. Desde já envio, com minhas orações, votos de um FELIZ NATAL e ABENÇOADO E MELHOR ANO NOVO DE 2017. Muita paz e alegria as vossas famílias, as comunidades paroquiais, aos nossos Padres, Religiosos e Religiosas, Seminaristas e candidatos ao diaconato permanente. Também um grande abraço natalino, fraterno e caloroso ao nosso Bispo Emérito, Dom Carlo.

Permitam me, por ocasião desta publicação, comunicar a comunidade diocesana algumas novidades.

1. No dia 22 de novembro de 2016, reuniu se em São Luís a Comissão Diocesana de Formação (reitores: Padre Agnaldo e Padre Pedro e o Bispo) e tomamos os seguintes encaminhamentos:


- Foi aceito para o Seminário Maior seminarista propedêutico Madson Cabral do Carmo, da paróquia Santa Luzia (Santa Luzia do Paruá – MA);






- Seminarista Marcinaldo Aguiar Santos, da paróquia de Araguanã, que neste ano se forma em filosofia (formatura será 15 de dezembro, em São Luís), se Deus permitir vai cursar a teologia em Belém – PA (na Arquidiocese de Belém do Pará).





- Dia 18 de dezembro de 2016, na Catedral de Santo Antônio, em Zé Doca, na Missa das 19.30, serão instituídos acólitos os seminaristas: 


Emerson Adriano Mendes de Andrade









   Luís Henrique Nina Baltazar  










- Agradecemos ao Padre Alvelino da Silva Santos por aceitar o convite de ser o Diretor Espiritual do Seminário Maior Dom Guido M. Casullo, em São Luís, a partir do ano de 2017. Padre Alvelino continua na paróquia de São João do Caru e ao longo do ano fazendo as visitas periódicas vai atender e acompanhar os seminaristas.



- Agradeço aos Padres Reitores por um ano de bom trabalho e peço a todos os diocesanos: continuem rezando pelas vocações, nossos seminários, nossa Escola Diaconal e seus formadores.



2. No dia 11 de dezembro de 2016 (domingo) Padre José Ribamar Abas Filho vai deixar administração da paróquia Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, em Governador Nunes Freire. Agradecemos ao Padre Abas pelos anos de serviço ao povo de Deus e desejamos muitas bênçãos para nova etapa de vida.



3.  Padre José Raimundo da Silva, até então pároco de Boa Vista do Gurupi/Junco do Maranhão, vai assumir administração da paróquia em Governador Nunes Freire. Muitíssimo obrigado padre José Raimundo pelos serviços prestados na paróquia e pedimos que Deus o abençoe na nova missão.  Novo pároco da Boa Vista do Gurupi será anunciado nas próximas semanas.     



Com meus abraços e minhas bênçãos



Dom João Kot, OMI
Bispo de Zé Doca



03 de dezembro de 2016

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA


JUBILEU DA CONGREGAÇÃO IRMÃS DA SAGRADA FAMÍLIA

JUBILEU DA CONGREGAÇÃO IRMÃS DA SAGRADA FAMÍLIA
9 DE NOVEMBRO 1816-2016
2OO ANOS DE EXISTÊNCIA DA CONGREGAÇÃO

“Vós não tendes apenas uma história gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande história a construir." São João Paulo II

          É uma longa história, iniciada naquele 09 de novembro de 1816, quando Madre Leopoldina, com algumas companheiras, entraram no antigo Convento das “Teresas”, na Cidade de Verona-Itália, e então puderam finalmente iniciar o Instituto das Irmãs da Sagrada Família.

          Para bem celebrar esta data, foi realizada, juntamente com as Irmãs, Leigas e Crianças, uma programação festiva nos dias 10, 11 e 13 de novembro:

a. durante todo o dia 10 (quinta feira), foram visitadas as famílias das Comunidades Consolata e São José, onde, à noite, foi feita a Celebração da Palavra na Comunidade São José;

b. no dia 11, continuando a missão, foram visitadas as famílias da Comunidade São Raimundo, tendo um momento de partilha, em que as famílias reuniram-se ao meio dia para o almoço; à tarde, continuaram as visitas e, à noite, concluiu-se esses dias de missão com a Celebração da Palavra.

          Nos mesmos dias, as Irmãs Leigas da Sagrada Família de Igarapé Grande visitaram as famílias das Comunidades: Quadra G2, G2, BB, Vila do Incra e Igarapé Grande.

          A solene celebração, em ação de graças, se deu no dia 13, na Catedral Santo Antônio, às 19:30 h. O nosso Bispo Diocesano Dom João Kot presidiu a celebração, juntamente com Monsenhor Pe Raimundo Brito, Pároco desta Paróquia. 

          Acrescentaram à nossa alegria, a presença das Irmãs da Sagrada Família de São Luís e Alto Alegre de Pindaré, as Irmãs da Sagrada Família de Santa Emília Rodat, Centro Novo, as Irmãs Missionárias Filhas de Jesus Crucificado, de Bom Jardim e os Irmãos La Salle de Zé Doca, juntamente ao povo de Deus.

          A Celebração teve início com um breve histórico da Congregação e a acolhida as imagens dos nossos Fundadores: Sagrada Família, Madre Leopoldina e o Brasão do Instituto. 

          No canto do Glória entraram as bandeiras da Itália, Brasil, Filipinas, Moçambique, África, Países onde as Irmãs estão presentes. As crianças se fizeram presente, mostrando muita animação agitando bexigas coloridas.

          A Palavra de Deus foi entronizada pelas mãos de jovens que dançavam, e foi entregue ao Presidente da Celebração.

          O nosso Bispo, Dom João Kot, em sua homilia, homenageando os 200 anos de nossa Congregação, fez memória também dos 200 anos de fundação de sua Congregação, Oblatos de Maria Imaculada, e destacou como os nossos Fundadores enfrentaram grandes dificuldades por causa do período histórico da época; porém, permaneceram firmes e fiéis à vocação, realizando assim, o sonho de Deus.

          Ao concluir a Celebração, um grupo de jovens deixou sua mensagem de agradecimento, que foi expressa através de uma dança; vocação e missão.

          Para nós é uma grande alegria poder hoje narrar esta história, cujo único protagonista foi Deus; “Ele é a causa, princípio e o fim” de tudo o que realizamos ao longo destes 200 anos. Que Maria e José nos ajude a contemplar Cristo, centralizá-lo em nossas vidas, e torná-lo conhecido e amado na riqueza e beleza das diferentes culturas, para poder levar à juventude, às famílias e a todas as pessoas a graça e a verdade de Deus.

          Que a Santa Família de Nazaré interceda por todos nós!

          SEJA LOUVADA A SAGRADA FAMÍLIA

JOVEM
Você já pensou na sua vocação?
E no projeto de Deus em sua vida?
Você já ouviu algum chamado diferente?
E se Deus a chamar?
Vinde e Vede...!


 
 


 



 
 

 
 




domingo, 27 de novembro de 2016

NOTA DA CNBB SOBRE A “REFORMA DO ENSINO MÉDIO” – MP 746/16


NOTA DA CNBB SOBRE A “REFORMA DO ENSINO MÉDIO” – MP 746/16
“A fim de que os estudantes tenham esperança!”
(Papa Francisco, 14 de março de 2015)


O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 22 e 23 de novembro de 2016, manifesta inquietação face a Medida Provisória 746/16 que trata da reforma do Ensino Médio, em tramitação no Congresso Nacional.

Segundo o poder executivo, a MP 746/16 é uma proposta para a superação das reconhecidas fragilidades do Ensino Médio brasileiro. Sabe-se que o modelo atual, não prepara os estudantes para os desafios da contemporaneidade. Assim, são louváveis iniciativas que busquem refletir, debater e aprimorar essa realidade. 

Contudo, assim como outras propostas recentes, também essa sofre os limites de uma busca apressada de solução. Questão tão nobre quanto a Educação não pode se limitar à reforma do Ensino Médio. Antes, requer amplo debate com a sociedade organizada, particularmente com o mundo da educação. É a melhor forma de legitimação para medidas tão fundamentais. 

Toda a vez que um processo dessa grandeza ignora a sociedade civil como interlocutora, ele se desqualifica. É inadequado e abusivo que esse assunto seja tratado através de uma Medida Provisória.

A educação deve formar integralmente o ser humano. O foco das escolas não pode estar apenas em um saber tecnológico e instrumental. Há que se contemplar igualmente as dimensões ética, estética, religiosa, política e social. A escola é um dos ambientes educativos no qual se cresce e se aprende a viver. Ela não amplia apenas a dimensão intelectual, mas todas as dimensões do ser humano, na busca do sentido da vida. Afinal, que tipo de homem e de mulher essa Medida Provisória vislumbra?

Em um contexto de crise ética como o atual, é um contrassenso propor uma medida que intenta preparar para o mercado e não para a cidadania. Dizer que disciplinas como filosofia, sociologia, educação física, artes e música são opcionais na formação do ser humano é apostar em um modelo formativo tecnicista que favorece a lógica do mercado e não o desenvolvimento integral da pessoa e da sociedade.

Quando a sociedade não é ouvida ela se faz ouvir. No caso da MP 746/16, os estudantes reclamaram seu protagonismo. Os professores, já penalizados por baixos salários, também foram ignorados. Estes são sinais claros da surdez social das instâncias competentes. 

Conclamamos a sociedade, particularmente os estudantes e suas famílias, a não se deixar vencer pelo clima de apatia e resignação. É fundamental a participação popular pacífica na busca de soluções, sempre respeitando a pessoa e o patrimônio público. A falta de criticidade com relação a essa questão trará sérias consequências para a vida democrática da sociedade.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por nós.

Brasília, 23 de novembro de 2016.


Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Presidente em Exercicio da CNBB


Dom Guilherme A. Werlang, MSF
Bispo de Ipamerí
Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz


Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB



NOTA DA CNBB SOBRE A LEGALIZAÇÃO DOS JOGOS DE AZAR NO BRASIL


SG – Nº. 0779/16

NOTA DA CNBB SOBRE A LEGALIZAÇÃO DOS JOGOS DE AZAR NO BRASIL

Uma árvore má não pode dar frutos bons (cf. Mt 7,18)


      A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de sua Presidência, acompanha com apreensão a avançada tramitação na Câmara de Deputados e no Senado Federal do PL 442/91 e do PLS 186/14, que têm como objetivo regulamentar a exploração de jogos de azar no país. Reafirmamos o nosso histórico posicionamento acerca desta questão, rejeitando essas novas tentativas de legalização dos jogos de azar. 

     Os argumentos de que a legalização do jogo de azar aumentará a arrecadação de impostos, favorecerá a criação de postos de trabalho e contribuirá para tirar o Brasil da atual crise econômica, seguem a nefasta tese de que “os fins justificam os meios”. Esses falsos argumentos não consideram a possibilidade de associação dos jogos de azar com a lavagem de dinheiro e o crime organizado. Os cassinos podem facilmente transformar-se em instrumentos para que recursos provenientes de atividades criminosas assumam o aspecto de lucros e receitas legítimas. Preocupa-nos a falta de uma discussão aprofundada da questão e a indiferença de muitos frente às graves consequências da legalização dos jogos de azar no Brasil.

       Cabe-nos, por razões éticas e evangélicas, alertar que o jogo de azar traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares. Além disso, o jogo compulsivo é considerado uma patologia no Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. O sistema altamente lucrativo dos jogos de azar tem sua face mais perversa na pessoa que sofre dessa compulsão. Por motivos patológicos, ela acaba por desprezar a própria vida, desperdiçar seus bens e de seus familiares, destruindo assim sua família. Enquanto isso, as organizações que têm o jogo como negócio prosperam e seus proprietários, os “senhores do jogo”, se tornam cada vez mais ricos. Nosso país não precisa disso!

     A autorização do jogo não o tornará bom e honesto. Conclamamos aos representantes do povo brasileiro no Congresso Nacional a votarem contra estes projetos e qualquer outro que pretenda regularizar os jogos de azar no Brasil. Tenham certeza de que o voto favorável será, na prática, um voto de desprezo por nossas famílias e seus valores fundamentais.

       Contando com a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, possamos construir um Brasil justo, honesto e honrado!

Brasília, 16 de novembro de 2016.


Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

FECHAMENTO DA PORTA DA MISERICÓRDIA


Fechamento da Porta da Misericórdia na Diocese de Zé Doca no domingo dia 20/11/2016.


video


ano da Misericórdia termina, mas as atitudes de misericórdia devem permanecer!

sábado, 26 de novembro de 2016

PARA QUE FAZER TRANSFERÊNCIAS DE PADRES ENTRE PARÓQUIAS


          Por que o Bispo precisa transferir padres? Esta pergunta, olhando as reações a essa prática comum na Igreja, poucos se fazem ou buscam respostas. Normalmente ficam em posturas mais afetivas ou possessivas: “nosso padre”, “ele estava bem aqui”, “ele não pode sair”, “o senhor não pode tira-lo de nós”... Apesar de haver também os que querem ver longe o padre que têm e apresentam até listas de “queremos estes”. Este tempo é sempre de fadiga e de caras feias. Mas de aprendizado e de graça! 

          Vamos jogar alguma luz sobre isso! O Bispo não transfere porque tem prazer em fazer isso, porque simplesmente “faz parte” ou porque quer exercitar sua capacidade de reorganizar a diocese a cada ano. Antes de reclamar ou reagir, pense nestas dez palavras:

1) A transferência não é um ato arbitrário e autoritário que recai e pesa sobre a pessoa do bispo. As decisões e transferências são pensadas e construídas num conselho de padres, demandam longas conversas e, às vezes, várias reuniões. Não estamos brincando com pessoas. Os padres são colaboradores indispensáveis e preciosos do bispo, que não tem de cuidar desta ou daquela paróquia, mas de todas, ao mesmo tempo. Todas as transferências foram conversadas, construídas com cada padre. Ninguém foi transferido “a ferro e fogo”, acorrentado e arrastado. Até isso, é bom não esquecermos, pois Jesus o previu a Pedro (Jo 21,15-19). Acerca dos transferidos, houve uma ou mais propostas, uma justificativa, um convite, uma decisão tomada a dois ou a três. Sei o quanto é difícil transmiti-la ao povo, mas ela não foi impositiva e vertical.

2) Normalmente, e isso é humano e bom, criam-se amizades fortes e importantes com o padre durante o tempo, curto ou longo, de permanência, mas não se pode esquecer que o padre não é “seu” ou “nosso”, mas é da Igreja, da Diocese e colaborador do bispo. Isso não é arbitrário, é da natureza da nossa vocação sacerdotal e episcopal.

3) O Direito Canônico fala de uma estabilidade ao pároco (seis anos e mais seis), mas isso não significa que não possa sair antes disso, se há acordo entre o bispo e este padre para outro lugar de missão. Os administradores paroquiais não gozam desta estabilidade canônica. Por isso, a prática entre nós tem sido fazer os padres, por um ano, administradores paroquiais e, se houve bom ajuste e empatia, faze-los párocos ao final deste período.

4) Neste período, podem aparecer outras necessidades, podem aparecer situações que obriguem a repensar a presença dele ali, podem existir desarranjos e incompatibilidades, e isso obriga a repensar a colocação. Isso não precisa ser trazido à baila. São situações e motivos que ficam guardados no coração do Bispo, até que Deus o faça esquecer. Não precisamos expor as pessoas. Nem apresentar motivos para explicar o que não deu certo. Não é necessário dar os motivos. Basta tê-los. Isso capacita a consciência para agir. Ninguém tem botão de “ajuste automático”. Os ajustes se fazem a modo humano, com riscos, acertos e erros.

5) A justificativa de o padre ser bom e querido, ter pouco tempo ali, ter feito bons trabalhos, tudo isso é louvável, mas os critérios são mais abrangentes. A vida paroquial é um leque de responsabilidades, competências e interlocuções. Ninguém é bom em tudo (ou poucos são bons em tudo!). Daí a necessidade de se avaliar a permanência ou não por critérios que ultrapassam o afetivo e o prático. A vida paroquial, sobretudo para os que estão sozinhos numa paróquia, exige múltipla atenção e variada atuação por parte do padre. Aprender isso é um caminho. Nem sempre feito no lugar onde o padre se encontra no momento.

6) É mais fácil apresentar o pedido de transferência quando a permanência já se esticou e até ultrapassou tempos legais. A mudança fará bem a todos, ao padre e à comunidade. Isso obriga a repensar relações, modos de servir e processos novos. Ninguém goza de estabilidade indefinida, nem os bispos! Prazos ajudam a gente a rever muitas posturas, manias e relações.

7) Os padres que são vigários paroquiais, se têm e mostram vontade e capacidade, podem e devem assumir tarefas e lugares mais exigentes. Não se pode deixa-los sempre nesta condição, se estão aptos para “outras águas”.

8) Há também a postura fechada que assegura que a paróquia “nunca será a mesma” se o padre sair. Nem a paróquia nem ninguém é o mesmo nunca. Cada dia, cada pessoa, cada situação põem acréscimos novos (bons ou maus). Como posso saber que o outro que vem é, por antecipação, incapaz de continuar e fazer avançar um processo iniciado? Não é precipitação e preconceito? Vidas e relações experimentamos não a partir de fora, mas a partir de dentro.

9) Se um determinado sacerdote é dotado de muitas qualidades e competências a ponto de trazer grandes alegrias e avanços a uma comunidade, ele não pode ser possuído por esta comunidade como um “bem inalienável”. Outros lugares precisam dele e dos seus dons. Ele pode ser o pastor que a comunidade vizinha precisa em vista de suas demandas pastorais, espirituais, administrativas, humanas...

10) A última coisa, mesmo tendo ainda outras considerações, é que nós, padres diocesanos, não estamos desobrigados da dimensão missionária da nossa vocação sacerdotal. Por mais que eu tenha meus gostos e meu perfil, não posso me limitar ao universo de duas ou três paróquias que “teriam meu estilo”. A missão se vive em tempos e modos diferentes. Numa paróquia com a qual eu me identifico menos, talvez não fique tanto tempo como numa outra mais conforme meu perfil, mas isso não me dispensa de pequenas experiências. Elas têm uma força de testemunho diante do povo de Deus, dos demais irmãos padres e dos seminaristas. 

          Quando chegar a minha vez de ir, mesmo querendo ficar entre os meus, vou pensar eu também nestas palavras! Abraço a todos! Tomara que isso circule, como circulam comentários de crítica e inaceitação.



 Dom José Carlos Campos
Bispo de Divinópolis-MG