OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Comunicado Episcopal

COMUNICADO
Ao Povo de Deus da Diocese de Zé Doca, ao Clero, aos Religiosos e Religiosas
Saudação, paz e bênção do Senhor

     Diante das relevantes denúncias de posturas e práticas abusivas de alguns padres e algumas lideranças leigas gostaria de lembrar algumas normas da Igreja Católica Apostólica Romana (não somente da Diocese) sobre a celebração de sacramentos nas paróquias.

1. Não teria sentido nenhum criar as paróquias e depois não respeitar seus direitos e responsabilidades, prestar serviços de qualquer jeito e sem nenhuma responsabilidade ou consequências futuras para com o povo.

2. Cada paróquia tem seu pároco e ele é autorizado pelo bispo da diocese de cuidar desta parcela do Povo de Deus. Ele pode autorizar outro padre para prestar serviços na paróquia a ele confiada. Porém, ninguém pode se dar o direito de autorizar a si mesmo de celebrar na paróquia que outro administra. 

3. Se por acaso, algum padre sem receber autorização do pároco local administra os sacramentos fora de sua jurisdição, corre-se o risco de complicar a vida e funcionamento da unidade eclesial e compromete fraternidade presbiteral.

4. Se não se tem consentimento para batizar, como depois dar a certidão do batismo? Não é correto e canônico de batizar na paróquia que outro administra e registrar o batismo na sua paróquia. Que exemplo estamos dando ao nosso povo? Muito mais de manipulação e de falta de responsabilidade. 

5. A situação torna-se mais seria quando chega o matrimônio. Para validade do matrimonio católico é necessária a presença e autorização do pároco local. Outro padre pode celebrar se o pároco local permitir por escrito. Se não, o casamento não terá validade (can. 1108).  E ainda agora, quando a Igreja Católica assinou acordo com o República Federativa do Brasil, as exigências sobre o casamento religioso são mais rígidas. 

6. Peço que os Fiéis não se deixem manipular, sendo enviados para pedir permissão para outro padre celebrar. Se um padre não quer pedir permissão para celebrar (batizado, matrimonio ou Missa) na outra paróquia, isso já é sinal que alguma coisa não está certa, pois, “quem não deve não teme”.

7. Nesses casos, quando alguém usa terceiros para pedir permissão para administrar algum sacramento fora de sua paroquia e o mesmo não pede autorização ao pároco local, RECOMENDO QUE NÃO SEJA CONCEDIDA PERMISSÃO. E se não for respeitada a decisão do pároco que o Bispo seja informado e também os fiéis sejam orientados como proceder. 

8. Por favor, diante dos casos lamentáveis de falsos padres ou diáconos que circulam pelas nossas dioceses, que o pároco e os fiéis procurem saber da idoneidade da pessoa. Não é falta de educação pedir a identificação eclesial que a CNBB (a diocese ou congregação) fornece a todos os padres e diáconos diocesanos e religiosos.  

9. Recomendo que seja lido este comunicado nas Missas dominicais; que se façam as cópias e enviem para os coordenadores de comunidades e nos encontros de lideranças, para que sejam dadas ao nosso Povo explicações e orientações. 

10. Eu, Dom João Kot, OMI, Bispo desta Diocese, estou à disposição de cada um Diocesanos meus para explicar maiores detalhes e tirar dúvidas. 

Que Deus Vos abençoe e ilumine. 

Dom João Kot, OMI
Bispo Diocesano de Zé Doca

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