OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


quinta-feira, 18 de junho de 2020

COMUNICADO DIOCESANO: NOTA AO POVO DA DIOCESE DE ZÉ DOCA




Nota ao Povo da Diocese de Zé Doca

        Amados Filhos e Filhas de Deus, o Clero, as Religiosas, os Religiosos e as Lideranças Leigas.  

        Saudações em Cristo Jesus e as minhas orações envio.

        Aos 16 de junho de 2020, reuniu-se o Conselho Presbiteral da nossa Diocese e entre os assuntos tratados discutimos a última Portaria do Governo Estadual (Portaria Nº 038, de 10 de junho de 2020).

1.      GRATIDÃO: quero em nome de todos agradecer ao nosso Povo, pela postura e a serenidade exemplares no enfrentamento desta multipandemia: sanitária, social, econômica e política. A nossa admiração por vocês, Filhos e Filhas de Deus, cresce a cada dia, ao observar a vossa dedicação nos serviços das comunidades e da Igreja; na dedicação, na qualidade e na quantidade das transmissões.

    Que bom que vocês não deixaram de celebrar suas festas por razão da pandemia, mas as promovendo estão dando muita força aqueles que têm sede de mensagens boas e estimuladoras. Depois poderá se fazer, ao longo do ano, outros eventos, mas agora o que importa, é motivar os nossos irmãos e irmãs na fé. É verdade que são lugares onde falta a internet, mas também temos muito mais lugares onde podemos e devemos marcar nossa presença.

    Agradeço pela dedicação dos nossos padres, nossas irmãs e nossos irmãos da vida consagrada, nossos seminaristas de São Luís; todos vocês com dedicação continuam firmes e virtualmente presentes ao lado do nosso Povo. Agradeço aos nossos dizimistas por nos ajudarem na manutenção das nossas despesas paroquiais e diocesanas. Graças a vossa fidelidade, as paróquias podem se manter e ainda fazer os investimentos para melhorar o funcionamento dos equipamentos de transmissão.

2.      PORTARIA: com muita atenção recebemos a informação sobre a possível abertura das igrejas. Mas a leitura minuciosa do documento apagou logo as esperanças. O que se percebe: podem abrir, mas as condições e as exigências são estas. E quando a administração local ainda caprichar na criatividade, as coisas engrossam. Pergunta que não quer calar: qual igreja, qual paróquia consegue cumprir o determinado? Qual é a verdadeira motivação desta portaria?

   Alguns dias atrás uma pessoa me presenteou com o seguinte pensamento: ”os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento” (atribuído a Philip Chesterfield). Sinceramente espero que não seja nossa realidade.

3.      REFLEXÃO: sem dúvida nenhuma sou uma das pessoas que quer a volta das igrejas abertas, o mais rápido possível. Quero que nossas igrejas possam acolher livremente, sem ter que fazer seleção pela idade, a temperatura do corpo, investigar histórico de doenças ou qualquer outro quesito. Sonho com a liberdade verdadeira e não apenas dosada, gradual, parcial, de favor. Que vida comunitária é esta? - me pergunto. É uma comunidade mesmo (?) quando fiscalizamos quem pode ou não entrar, e geralmente os que mais precisam devem ficar do lado de fora (leiam o artigo de Dom José Carlos que publicamos no blog, 28 de abril de 2020).

    Parece, segundo os boletins municipais, que o número de infectados não está caindo, pelo contrário. Observa-se, como alguns dizem – interiorização da pandemia. O que vale na capital do estado, não se aplica aos municípios do interior. Não tem comparação, lá há estrutura hospitalar, os planos de saúde e outros recursos imediatos são mais fácil de encontrar e aplicar.

4.      DECISÃO: longe de mim proibir a abertura de qualquer igreja paroquial ou capela, se é possível fazer. Só permito a abertura depois de receber da paróquia uma declaração (o modelo vamos enviar pelo e-mail) onde devem constar as informações: que o Pároco reuniu os Conselhos Paroquiais (Pastoral e Econômico) e depois da leitura da Portaria Nº 038 e do decreto municipal, chegarem à conclusão que têm as condições de cumprir as exigências determinadas pelas autoridades e se responsabilizar pelo seu descumprimento. Na declaração devem constar as assinaturas de todos, com a atividade exercida na paróquia e CPF, para as garantias futuras.

    Até o final de semana 04/05 de julho de 2020 ainda vale o Decreto Episcopal sobre a pandemia do COVID-19 (publicado no blog no dia 20 de março). Podemos esperar mais um pouco, é o tempo seguro para as paróquias se prepararem para debater e assumir possível a abertura. É o tempo para entregar a declaração determinada pela Diocese. E quem sabe, se não acontecer algum milagre.

5.      CONCLUSÃO: na liturgia do dia 12 de outubro, quando comemoramos Nossa Senhora Aparecida, a primeira leitura relata um fato da vida da rainha Ester. Ela se arrisca, coloca-se diante do rei e ao receber uma oferta generosa de ganhar até a metade do reino, a rejeita (Ester, capítulos 5 a 7), tudo faz com muito cuidado, muita humildade, esperteza e sabedoria. Para finalizar, na hora certa apresenta o pedido: “Se achei graça a teus olhos, ó rei, e se te agrada, concede-me a vida, pela qual suplico, e a vida do meu povo, pelo qual te peço” (Est 7, 3).

6.       Ao concluir a Nota, garanto a todos que o único desejo que os padres, membros do Conselho Presbiteral, e eu temos, é este: salvar a vida do nosso povo. Não foi fácil decidir o que decidimos, mas não queremos negociar a vida e a saúde dos nossos Irmãos e nossas Irmãs, pelos bens mundanos. Não queremos contribuir com a proliferação do COVID-19.

     E o que ganhamos com isso? Com certeza, mais incertezas, dores de cabeça, como vamos nos manter e outras preocupações. Pode se receber até o desprezo e as críticas de alguns, mas isto faz parte da responsabilidade que assumimos. Nada do que é material vai preencher a falta que irão fazer os que, por causa do nosso descuido forem arrancados do nosso meio, para sempre. Não tenho dúvidas que Deus está no comando de tudo, que OS DIAS MELHORES ESTÃO CHEGANDO E QUE, NÃO QUEREMOS QUE ALGUÉM FALTE.
  
 A bênção de Deus, Todo Poderoso, + o Pai e + o Filho e + o Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre. Amém.

Dom João Kot, OMI
Bispo Diocesano

Zé Doca, 17 de junho de 2020.


6 comentários:

  1. Muito bem essa é uma decisão bem acertada para este momento q com certeza o q queremos é nos reunir e juntos rezar mais é prudente esperar ainda. Parabéns pela orientação.

    ResponderExcluir
  2. Boa Noite Agradeço ao Senhor Deus por ter colocado esse Servo tão Cheio de Sabedoria a frente de Nossa Diocese de Ze Doca sabemos que o momento é difícil mas com Fé no Senhor Deus por Intercesao de Nossa Senhora Imaculada Conceição tudo isso vai Passar

    ResponderExcluir
  3. Sábias palavras. Com certeza esta é a melhor decisão a ser tomada neste momento.

    ResponderExcluir
  4. Parabéns Pisbo pelas sábias palavras.

    ResponderExcluir
  5. Parabéns Dom João Kot, sábias palavras, queremos muito poder voltar pra nossas celebrações, mais temos que esperar mais um pouco e com fé em Deus vai ser logo.

    ResponderExcluir