Dom João Kot, OMI
Bispo de Zé Doca
“FIAT MISERICORDIA TUA”
“Jesus respondeu-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim meu Pai que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.” (Mateus 16,17-19)
CARTA PASTORAL
AO POVO DE DEUS DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, NA DIOCESE DE ZÉ DOCA – MA
A graça e a paz de Deus, nosso Pai e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam com todos vocês.
Nas últimas semanas recebi algumas perguntas e questionamentos de Padres e Lideranças leigas a respeito dos serviços religiosos ofertados por “ministros” que não estão em comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana, com o Santo Padre, o Papa, e com a Igreja diocesana de Zé Doca e que sobre os quais há sérias dúvidas quanto a validade dos sacramentos por eles administrados. E como meu dever de Bispo da Igreja exige, tenho que esclarecer, orientar e proteger o nosso Povo de Deus, para que sejam evitadas situações de conflito ou engano.
1. É a lei e o direito natural de qualquer pessoa escolher a fé que pretende seguir e livremente congregar onde quer. Também é obrigação respeitar a crença de outros, outras Igrejas e Religiões. É dever e direito de líderes religiosos orientar os fiéis de sua denominação, de suas Igrejas, sobre as verdades que professam e a disciplina que observam. Tudo isso para que ninguém seja enganado, induzido ao erro ou constrangido.
2. Todos são livres. Ninguém pode ser obrigado a ser Católico Apostólico Romano, mas sendo declarado como tal, tem que aceitar o que a Igreja Católica Apostólica Romana orienta e espera dos seus fiéis e com atenção ouvir a voz de seus legítimos pastores.
3. Qualquer um que pretende usar algum destes atributos, que explique com clareza a qual Igreja serve. Os fiéis que assim foram orientados e esclarecidos, que sigam suas decisões, cumpram com suas obrigações de fé, sejam felizes, plenamente realizados nas suas escolhas e assumindo com coerência as consequências. Nosso compromisso de fé é sério e não podemos brincar com isso, não se vive seriamente nenhuma fé pulando de galho em galho...
4. Esta Carta Pastoral é dirigida exclusivamente ao Povo de Deus da Igreja Católica Apostólica Romana, representada aqui pela Diocese de Zé Doca. Com orgulho declaramos nossa comunhão de fé, de amor fraterno e de missão com o Santo Padre, o Papa Francisco, que é sinal visível da unidade da Igreja. A Igreja foi fundada por vontade Divina e não humana. Este laço de unidade se expressa sempre quando nas Santas Missas estamos rezando pelo Papa, pelo Bispo diocesano, o Clero e todos os Ministros da Igreja.
5. A Igreja Católica Apostólica Romana na Diocese de Zé Doca é dirigida pelos seus legítimos pastores, por ela escolhidos e enviados para a missão:
- Primeiro: o Bispo - pode assumir a diocese somente sendo eleito e nomeado pelo Papa;
- Segundo: os Padres e os Diáconos das nossas Paróquias - recebem esta nomeação, o mandato do seu Bispo diocesano;
- Terceiro: os Líderes e os Coordenadores das nossas comunidades - têm seu reconhecimento e autorização confirmada pelos Padres que administram as Paróquias.
6. Esta disciplina ajuda a evitar infiltração dos ministros que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana, com o Santo Padre, o Papa e com a Igreja diocesana de Zé Doca. Quando o ensinamento é difícil e exigente sempre aparecem os críticos, insatisfeitos e facilitadores. Não é novidade, o que Jesus passou também passaremos, sendo Igreja Dele: “Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o disseram: ‘Essa palavra é dura! Quem pode escutá-la? ... A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então Jesus disse aos Doze: ‘Não quereis também vós partir?’ Simão Pedro respondeu-lhe: ‘Senhor a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que és o Santo de Deus.” (João 6,60.66-69)
7. Peço que nossos fiéis, ao pedir algum serviço religioso na Igreja Católica Apostólica Romana, verifiquem se o ministro está em comunhão com a nossa Igreja. Não temos nenhum problema se alguém quer o serviço das outras Igrejas, pelo contrário, desejamos que encontre a paz e a bênção que procura. Esta Carta Pastoral tem apenas um objetivo: alertar todos aqueles que procuram a Igreja Católica Apostólica Romana que entrem em contato com seus legítimos líderes religiosos dos seus municípios.
8. Graças a Deus, em cada um dos 20 municípios que a Diocese de Zé Doca atende, temos as Paróquias legalmente instaladas e os Sacerdotes da nossa Igreja (a lista das Paróquias, dos Padres e Diáconos segue em anexo). Hoje temos três municípios que têm até duas Paróquias, muitas têm mais que um Padre e ainda podemos contar com os serviços dos Diáconos permanentes e Religiosas (os). Então, para quem procurar, não falta pessoas qualificadas para orientar.
9. Determino que os responsáveis pelas nossas Paróquias divulguem esta Carta Pastoral a começar pelas reuniões com os Conselhos Paroquiais de Pastoral. Nas reuniões das comunidades do interior que seja lida e refletida. É obrigação moral de todas as lideranças católicas (clero, religiosos e leigos) zelar e cuidar do rebanho que Jesus Cristo confiou aos nossos cuidados. Na dúvida, estou a vossa disposição.
Com minha bênção, seguem minhas orações diárias por todos!
+ João Kot, OMI
Bispo diocesano
de Zé Doca – MA
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