OBJETIVO GERAL

OBJETIVO GERAL: Criar e fortalecer comunidades eclesiais missionárias enraizadas na Palavra de Deus e nas realidades da diocese, tendo a missão como eixo fundamental.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

DOM CLAUDIO HUMMES VISITA DIOCESE DE  BREJO(MA) E FAZ PALESTRA SOBRE O ANO DA FÉ

O cardeal emérito dom Claudio Hummes realizou neste sábado (12), na cidade de Brejo (MA), uma palestra sobre o Ano da Fé. O evento foi realizado na parte da tarde, na Catedral Nossa Senhora da Conceição. A Igreja ficou lotada com a presença dos fiéis, que vieram de várias paróquias da diocese de Brejo.

Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo da diocese de Brejo, deu as boas vindas ao cardeal, lembrando que a proclamação do Ano da Fé pelo Papa Bento XVI, no dia 11de outubro do ano passado, faz parte das comemorações pelos 50 anos do início do Concílio Vaticano II e também dos 20 anos do catecismo da Igreja Católica.

Dom Claudio Hummes destacou a preocupação do papa Bento XVI com a fé dos católicos. Ele lembrou que o Ano da Fé, mais do que uma alusão aos 50 anos do Concílio Vaticano II, é uma inciativa do Papa e da Igreja no sentido de reavivar a fé dos cristãos católicos, os quais têm diminuído significativamente pelo mundo com o aumento do número de protestantes e ateus.

Em seu discurso, o cardeal falou sobre os cinco principais objetivos que a Igreja pretende atingir com do Ano da Fé: reavivar, aprofundar, proclamar, vivenciar e transmitir a fé. Ele enfatizou que a proposta da nova evangelização é alcançar os católicos afastados, através de ações cada vez mais missionárias. O cardeal lembrou a importância dos meios de comunicação, mas enfatizou que o método mais eficiente de transmissão da fé é o encontro pessoal.

Dom Claudio Hummes ressaltou que a fé nasce do encontro pessoal com Cristo e que o cristão só poderá viver a fé através do amor. “A fé deve ser manifestada na caridade para com Deus e para com os pobres”, ponderou.

O cardeal faz parte da Comissão Episcopal da CNBB para Amazônia Legal e já visitou várias dioceses da região amazônica.

Pela manhã ele participou de um encontro com trabalhadores rurais na cidade de Mata Roma, onde alunos da Universidade Federal do Maranhão apresentaram um trabalho de pesquisa sobre os impactos socioambientais na microrregião do Baixo Parnaíba, na qual a diocese de Brejo está situada. Sua visita foi encerrada com a celebração da Santa Missa, à noite, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição.

Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/11148-cardeal-dom-claudio-hummes-visita-diocese-de-brejo-e-faz-palestra-sobre-o-ano-da-fe


EREÇÃO DA PARÓQUIA DE CENTRO NOVO-MA

 
Às 13 horas do dia 6 de Janeiro do ano corrente Dom Carlo se despedia de Pe. Nunes, o primeiro pároco de Centro Novo, e enquanto isso Dona Quinzinha, uma das primeiras catequistas da cidade chorava e dizia: “Dom Carlo muito obrigado por ter realizado este meu sonho de ter um padre na nossa cidade.” Mas esta história começa muitos anos antes, e aqui quero dar algumas informações aos leitores.

AS ORIGENS DA CIDADE E DO CATOLICISMO LOCAL

Em 1951 o senhor Irineu chega na localidade aonde hoje é a cidade de Centro Novo do Maranhão dando inicio a uma povoação que será chamada de Centro do Irineu, primeiro nome da atual cidade. Em 1967 chega no povoado o senhor Cardoso, que no início da década de 70 juntamente como os senhores Timóteo e Cândido Pereira de Sousa começam a organizar os católicos em pequenas rezas nas casas dando início a uma comunidade Eclesial.
Em 1972 Padre Mario Racca, de Carutapera celebra a primeira missa na atual cidade de Centro Novo do Maranhão.
No início da década de 80 os senhores Raimundo Severo e Zé Peixe constroem a primeira igreja da cidade na esquina da Rua da Igreja com a Rua 13 de maio. Em 1991 os padres Combonianos juntamente com a comunidade constroem uma igreja de alvenaria na Avenida Getúlio Vargas.  E em 1992 é realizado o primeiro festejo de São Pedro, que foi o padroeiro escolhido pela própria comunidade e não pelos os padres combonianos.
A emancipação política da cidade aconteceu em 10 de novembro de 1994. E em 2004 é criada a Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Maracaçumé e a comunidade de Centro Novo passa a pertencer a mesma, pois até então pertencia a Paróquia de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, de Boa Vista do Gurupi.
Em 12 de Julho de 2006 começa a construção da atual igreja matriz no mesmo terreno só que com a frente para a Avenida JK.

A EREÇÃO DA PARÓQUIA

No dia 30 de Setembro de 2012 Dom Carlo Ellena, ordena Sacerdote em Cândido Mendes-MA o jovem Elinaldo Cardoso Nunes, o Padre Nunes. E em outubro no mesmo ano anuncia a criação da paróquia de Centro Novo e a nomeação de Padre Nunes como seu pároco.
Desta forma, em 8 de Dezembro de 2012, Dom Carlo assina o decreto de Ereção da Paróquia de São Pedro Apostolo em Centro Novo do Maranhão e também o decreto de nomeação de Padre Nunes como seu primeiro pároco.   E assim, é marcada a posse para o dia 06 de Janeiro de 2013.
O dia 06 de janeiro foi um dia normal como qualquer outro, mas não para os católicos de Centro Novo que iriam receber seu primeiro padre. Nas primeiras horas do dia começou chegar as caravanas. A primeira foi a caravana da família de padre Nunes, que veio de Cândido Mendes, depois outras e mais outras.
As 8 horas já estavam muitos padres e caravanas na igreja. A jovem Fernanda expressa isto quando diz: “Eu nunca tinha visto tanto padres em Centro Novo.”
Depois de uma missa muito participada por todas as comunidades da nova paróquia houve um bonito almoço pra todos que estavam presentes.
Depois do almoço todos voltaram para suas casas felizes: as pessoas de centro Novo por ter um padre; Dom Carlo por ter criado mais uma paróquia; Padre Nunes por ser o pároco da cidade. E assim, a obra de Deus vai se realizando na Diocese de Zé Doca.

Texto de Pe. Elinaldo C. Nunes pároco de Centro Novo do Maranhão-MA.




   

EREÇÃO DA PARÓQUIA DE CENTRO DO GUILHERME

Atualmente Centro do Guilherme tem uma população de 12.565 habitantes (Censo 2010) e foi criado em 10 de novembro de 1994. Enquanto a organização do catolicismo local as comunidades Eclesiais tanta da sede do município como seus povoados sempre pertenceram a Paróquia Santa Teresinha do menino Jesus, de Presidente Médici.
E em outubro de 2012 Dom Carlo anuncia a criação da paróquia de Centro do Guilherme e a nomeação de Padre André Luis Brás Lima, como seu pároco.
Desta forma, em 8 de Dezembro de 2012, Dom Carlo assina o decreto de Ereção da Paróquia de São João Batista em Centro do Guilherme e também o decreto de nomeação de Padre André Brás como seu primeiro pároco.   E assim, é marcada a posse para o dia 05 de Janeiro de 2013.
O dia 05 de janeiro em Centro do Guilherme foi marcado por uma grande festa para receber seu primeiro padre. Os padres da Diocese de Zé Doca todos estavam presentes. Sem falar em representantes de todas as comunidades da nova paróquia.
Padre Andre Brás foi muito bem recebido pela comunidade local e também por representantes do poder civil. E assim, em clima de festa foi criada a 17º Paróquia da Diocese. Desejamos muito sucesso ao Pe. André na sua nova missão.

Texto de Padre Elinaldo C. Nunes pároco de Centro Novo do Maranhão-MA

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

EREÇÃO DA PARÓQUIA DE SÃO JOÃO DO CARÚ-MA 

No dia 14 de Dezembro do ano corrente um ônibus sai de Zé Doca com aproximadamente 45 pessoas, sendo que a maioria eram padres e freiras que estavam indo participar da posse do Reverendo Padre Pedro Eduardo Silva Lira, primeiro pároco de São João do Carú. 

Em Bom Jardim seguimos por uma estrada em péssimas condições, que pesquisando fiquei sabendo que foi construída em 1978 na administração do senhor Miguel Meireles, prefeito de Bom Jardim, e atualmente é chamada de MA 318. Porém ganhou apenas um nome, pois a estrada contínua a mesma, sem asfalto e sem tráfego no período do inverno. 

A alegria era contagiante em todos, mas acredito que talvez em mim era maior (com toda a modéstia), pois estava indo prestigiar um padre da minha geração e, muito mais do que isso, um grande amigo. Também estava indo a uma cidade que meus avôs maternos ajudaram a fundar. 

Como São João do Carú talvez seja uma cidade desconhecida de muitos leitores deste blog quero aqui informá-los de alguns dados que acredito que sejam importantes. 

AS ORIGENS 

A região aonde hoje é a cidade sempre foi ocupada apenas por povos nômades, os índios da etnia Awá Guajá, que tinham como costume explorar as margens dos rios e igarapés onde houvesse palmeiras de babaçu e caça. 

Os primeiros exploradores começaram a chegar no início da década de 60 e eram caçadores que passavam semanas nas proximidades do rio Carú, mas não fixaram morada pois ano após ano seguiam o curso rio a cima, deixando suas marcas como cabanas abandonadas, limoeiros que nasceram das sementes que os mesmo jogavam fora. 

Em 1965 o Senhor Aldenor Leôndidas Siqueira acompanhado de outros caçadores oriundos do povoado Barra do Carú, aportaram no localidade aonde hoje é a cidade com o intuito de caçar, pescar e quebrar coco babaçu, permaneceram por alguns dias e após explorar a região, o Sr. Aldenor decidiu convocar os parentes e vizinhos para se mudarem para o local por ele descoberto. 

Assim, em 17 de julho de 1966 chegaram os primeiros moradores do novo povoado, o Senhor Aldenor Leôndida Siqueira, sua esposa Joana Fernandes de Oliveira e seu irmão José Leônida Siqueira. Nos anos seguintes chegaram outras famílias dentre elas, a família do Senhor Faroal Leônida Siqueira; do Senhor Raimundo Nonato Siqueira; do Senhor José Grande; do senhor Mariano José Nunes (Popular Mariano Macaxeira) e sua esposa Carolina Botelho (Dona Calú Butey). Também lembramos o primeiro farmacêutico da região o senhor José Botelho Marques (Popular Zé Butey) que diante da necessidade chegou até a fazer pequenas cirurgias. 

O povoado foi fixado entre dois rios: o rio Carú e o rio São João. A princípio, o nome do povoado era Igarapé São João. Em seguida foi denominado São João do Caru, para homenagear seus dois rios. 

A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA 

Como o povoado aos poucos foi crescendo e não tinha a devida atenção de Bom Jardim foi nascendo no povo um desejo de emancipação. Dentre muitos que lutaram por esta causa destaca-se o senhor José Abreu de Oliveira, mais conhecido como Marinheiro; o senhor José Rodrigues Neto, popular Dedezão e avô do atual prefeito eleito; e também o senhor João de Deus Nunes, popular João Macaxeira. 

Após décadas de lutas e frustrações, finalmente em 1994 acontece o plebiscito. Assim, Fica criado, pela Lei Estadual Nº 6.125, de 10 de novembro de 1994, o município de São João do Caru, com sede no Povoado São João do Carú, desmembrado do município de Bom Jardim, subordinado à Comarca de Bom Jardim. 

Somente em 1º de Janeiro de 1997 foi instalado o município, logo após eleições municipais cujo vencedor foi o Senhor James Ribeiro de Sousa. 


A PRESENÇA DA IGREJA CATÓLICA E A EREÇÃO DA PARÓQUIA 

A organização do catolicismo teve início na localidade graças a iniciativa dos leigos da própria comunidade. Segundo o Senhor Samuel Nunes, a primeira igreja católica da atual cidade foi construída em 1976 por iniciativa do senhor José Simão e da senhora Francisca Pereira dos Santos, popular Dona Morena. E em 1981 foi realizado o primeiro festejo de São João Batista, padroeira da cidade. 

Destacou-se também o senhor Abdias, hoje Frei Franciscano Conventual, que foi um dos fundadores das Comunidades Eclesiais de Base em toda a região. 

A comunidade Eclesial de São João do Carú, assim como as outras de seu município sempre foram atendidas pelos Frades Franciscanos Conventuais de Bom Jardim-MA, mas devido as estradas este atendimento sempre foi prejudicado e a Diocese de Zé Doca sentia o desejo de criar a Paróquia de São João do Carú, porém não tinha padres diocesanos suficientes para atender a demanda da Diocese. Como este ano Dom Carlo ordenou três padres e um diácono, o mesmo não pensou duas vezes em atender os clamores dos fiéis de São João do Carú. 

Assim, no dia 8 de Dezembro de 2012, por ocasião da festa de Nossa Senhora da Conceição, Dom Carlo assinou o decreto de ereção da Paróquia São João Batista em São João do Carú e nomeia o Revendo Pedro Eduardo Silva Lira seu primeiro pároco. 

No dia 14 de dezembro do ano corrente São João do Carú realizou uma das maiores festa que tive a oportunidade de participar para a posse de seus primeiro pároco. Além do bispo estavam presente quase todos os padres da Diocese e muitas religiosas e sem falar no povo de Deus que foi de diversas paróquias da Diocese e das comunidades de São João do Carú. 

A alegria foi geral, muito mais de Pe. Pedro Eduardo e do Diácono Saris Verde que assumiram a nova paróquia. Boa sorte aos dois e muito sucesso nesta nova missão. 

Texto de Pe. Elinaldo C. Nunes- Pároco nomeado de Centro Novo do Maranhão-MA 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012


CARTA ABERTA AO POVO DE GOV. NEWTON BELLO-MA 

“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jr. 3, 15). Esta é promessa de nosso senhor e ao mesmo tempo nossa esperança. Neste espirito de ser um pastor segundo o coração de nosso Deus entrei no seminário e mesmo diante das dificuldades no decorrer dos dez anos de convívio no mesmo, concluir os estudos e cheguei na cidade de Governador Newton Bello no dia 02 de janeiro do ano corrente para uma experiência pastoral. 

Depois de um ano posso fazer uma melhor avaliação dos ganhos desta experiência e dizer que do ponto de vista pastoral tive a oportunidade de comparar a teoria que aprendemos na faculdade e a prática com o convívio do nosso povo, como diz a poetisa Cora Carolina: “O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.” 

Motivado e com o desejo de sempre aprender algo novo, pois “Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar” como diz o pensador Esopo, percorri todas as comunidades, sempre ouvindo os moradores mais antigos, assim como os fundadores das comunidades eclesiais da nossa paróquia e desta escuta originou-se um trabalhos que narra algumas informações sobre as origens das comunidades desta paróquia que dei o nome de “Apontamento para uma história da Paróquia de Governador Newton Bello-MA” como o próprio título sugere não é uma história da paróquia, mas apenas uns apontamentos para ajudar quem vai narrar no futuro esta rica história. 

Também organizamos encontros para estudar o valor e a importância da missão na igreja nos povoados Currupião, União, Rio Sangue e Nova Conquista e em seguida mutirões de missões aonde leigos evangelizavam os próprios leigos no povoado Rio do Sangue, Vitória da Conquista, Centro do Rosa, Nova Esperança e Nova Conquista. 

Também com vocês compartilhei os dois maiores momentos da minha vida: minha ordenação diaconal e sacerdotal. Foi por estas terras que realizei os primeiros batizados fazendo nascer novos cristãos através da água batismo; também os primeiros casamentos. 

Baseado na poetisa Cora Carolina guando afirma que: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” termino a minha jornada por estas terras muito feliz, pois na medida do possível tentei ensinar aquilo que aprendi, mas na verdade aprendi com o que ensinei. 

Resta agora agradecer ao bom Deus pela oportunidade que me deu de conhecer tantas pessoas maravilhosas que levo no meu coração. À Dom Carlo que me concede esta nova oportunidade de conhecer outras pessoas em Centro Novo do Maranhão. À Pe. Ricardo pela acolhida e oportunidade de estreitarmos os laços de amizades que não vem de hoje, mas cresceu muito durante este ano. E, sobretudo, cada um de vocês que foram minha família e acredito que sempre serão. 

Agora é preciso avançar para águas mais profundas (Lc. 5,4). Águas que me levam a cidade de Centro Novo do Maranhão, aonde serei o primeiro pároco de sua história. Rezem por mim que rezarei por vocês, pois “o que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher” como diz Cora Carolina. Que eu possa ser um eterno semeador a exemplo do nosso Bom Deus. 

Muito obrigado a todos e todas da paróquia de Governador Newton Bello e a todos um Feliz Natal e um próspero ano de 2013. 

Governador Newton Bello-MA, 16 de Dezembro de 2012 

Pe. Elinaldo C. Nunes 
Pároco Nomeado de Centro Novo do Maranhão-MA

sábado, 1 de dezembro de 2012

ADVENTO UM TEMPO DE GRAÇAS: Comunicado da quase Paróquia de Centro Novo – MA 

Caros irmãos e irmãs do Município de Centro Novo do Maranhão e de toda a Diocese de Zé Doca, vivemos este período um tempo de graça, de esperança e de preparação para a chegada do menino Jesus. Período este que o denominamos na liturgia como Advento, e para efeito de informação, Advento quer dizer "chegada", do verbo Advenire: "chegar a" é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal

A primeira referência ao "Tempo do Advento" é encontrada na Espanha, quando no ano 380, o Sínodo de Saragoça prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o Natal.

O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado. 

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais, como a esperança, a pobreza, a conversão. O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc. 

O Advento também é tempo propício à conversão, poi sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, lutando incessantemente contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra. 

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus e não dos bens terrenos. Pobreza que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino. 

Desta forma, o Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Assim, neste clima de fé montamos o Presépio, a Árvore de Natal e a Coroa do Advento. E, sobretudo, desejamos que todas as comunidades vivam o advento como, de fato, um tempo de preparação para a grande festa do nascimento do menino Jesus. 

Também queremos informar da festa de ereção da Paroquia de Centro Novo do Maranhão que acontecerá dia 06 de janeiro de 2013 as 09:00 hs na Igreja Matriz. Ocasião também da minha posse como primeiro Pároco da Cidade. 

Portanto, contamos com a presença de todas as nossas comunidades e desde já desejamos a todos um abençoado Natal e um feliz 2013. 

Padre Elinaldo C. Nunes 
Pároco nomeado da Paróquia de Centro Novo-MA

quarta-feira, 28 de novembro de 2012


NOTA DA CNBB SOBRE A SECA NO NORDESTE

Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos em apuros, mas não desesperançados” (2Cor 4,8)

Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 27 e 28 de novembro de 2012, vimos manifestar nossa solidariedade aos irmãos e irmãs que sofrem com a seca no Nordeste. Esta situação, que se prolonga de forma desalentadora, exige a soma de esforços e de iniciativas de todos: governo, Igrejas, empresários, sociedade civil organizada - para garantir às famílias a superação de tamanha adversidade.

Os recursos liberados pelo governo e o auxílio das Cáritas Diocesanas e de outras entidades são, sem dúvida, imprescindíveis para o socorro imediato dos afetados por tão longa estiagem, considerada a pior nos últimos 30 anos. Estas iniciativas têm contribuído para diminuir a fome, a mortalidade infantil e o êxodo. Sendo, porém, a seca uma realidade do semiárido brasileiro, é urgente tomar medidas eficazes que possibilitem a convivência com este fenômeno. Considerem-se, para esse fim, o desenvolvimento de políticas públicas específicas para a região e o aproveitamento das potencialidades das populações locais.

Preocupa-nos o risco de colapso hídrico urbano devido à falta de planejamento para um adequado fornecimento de água. Especialistas na área vêm nos mostrando que há meios mais baratos e de maior alcance social do que os megaprojetos, como a transposição dos recursos hídricos do Rio São Francisco, construção de grandes açudes, dentre outros.

No meio rural, as cisternas para a captação de água de chuva, iniciativa da Igreja Católica, mostraram-se eficientes para enfrentar períodos de estiagem prolongada. É importante ampliar essa iniciativa e também investir na construção de cisternas “calçadão” para a produção de hortaliças. Já a aplicação dos recursos financeiros e técnicos necessita ser ampliada e universalizada, levando-se em conta o protagonismo das populações locais e de suas organizações, no campo e na cidade. Torna-se necessário o controle para que os recursos sejam otimizados e cheguem realmente aos mais necessitados. Um planejamento adequado pode garantir soluções permanentes e duradouras que assegurem as condições de vida digna para todos.

A fé e a esperança, distintivos de nossos irmãos nordestinos, animem seus corações nesta hora de sofrimento e de dor. “Esperando contra toda esperança” (Rm 4,18), confiem-se ao Deus da vida e por seu Filho clamem: “Fica conosco, Senhor, porque ao redor de nós as sombras vão se tornando mais densas, e tu és a Luz; em nossos corações se insinua a desesperança, e tu os fazes arder com a certeza da Páscoa” (DAp 554).

Que o Divino Espírito Santo e Maria iluminem e inspirem a todos na esperança e na construção do bem.

Brasília, 28 de novembro de 2012.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

HOJE DIA DE SANTA CECILIA PADROEIRA DA MÚSICA

Hoje a Igreja celebra o dia de Santa Cecilia, padroeira da música das pessoas que cantam e que tocam, pedimos a Ela que interceda por cada um de nós ministros e ministras de música para que possamos exercer com perfeição este ministério confiado a nós.

É festa também para todos nós ministros e ministras de música que evangelizamos através do canto e da música, pois sabemos o papel fundamental que ela exerce sobre nós com seu poder de cura e libertação. Quando cantamos é o nosso espirito que canta. Somos todos instrumentos do Senhor, assim como Santa Cecília que cantava no seu intimo: “que o meu coração e o meu corpo permaneçam imaculados”. Daí irmãos e irmãs, deixemo-nos conduzir pela ação do Espírito Santo, é Ele que dá ânimo para a nossa alma e para a nossa vida. Pedimos, portanto, que Santa Cecília interceda por nós cantores (as) e tocadores(as), para que possamos sempre estar a serviço do Rei Jesus, pois quando nos deixamos ser guiado por Jesus somos todos mais felizes e mais animados para o serviço de nosso ministério.

Parabéns a todos (as) nós ministros e ministras que cantam e que tocam nas paróquias que compõem a Diocese de Zé Doca - MA.

Um abraço bem forte em todos.
Parauapebas - PA 22 de novembro de  2012

 HALISON  BARROS
. Ex-Secretário da Pastoral da Música
 Diocese de Zé Doca - MA

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ESTUDO SOBRE A 5° SEMANA SOCIAL BRASILEIRA 

No dia 08 de novembro foi realizado no Centro Educacional La Salle, no município de Presidente Médici (MA) em nível de diocese de Zé Doca- MA, o estudo sobre o texto da 5° Semana Social Brasileira: “O Estado que temos e o Estado que queremos” com ajuda do professor Jean Marie Van Damme onde pela parte da manhã fizemos memória de 20 anos de Semanas Socais Brasileiras: 

1° Semana Social Brasileira: Mundo do trabalho, desafios e perspectivas (03 a 08 de novembro 1991) - Tratava-se, entre outras coisas, de confrontar as inovações tecnológicas emergentes com as relações que elas implicavam no mundo do trabalho. O que significava colocar em pauta o desemprego e subemprego, formas de trabalho escravo, infantil, temporário e degradante. 

2° Semana Social Brasileira: Brasil, alternativas e protagonistas (24 a 29 de julho de 1994) - O tema principal foi o fortalecimento do debate sobre “O Brasil que a gente quer, o Brasil que nós queremos”. Tratava-se de buscar alternativas ao modelo econômico neoliberal, imposto através das privatizações e do sistema financeiro internacional. Ao fim desta Semana chegou-se a uma síntese: “Brasil economicamente justo, politicamente democrático, socialmente solidário e cultural- mente plural”. Destaca-se como resulta- do desta 2a SSB o nascimento do Grito dos Excluídos. 

3° Semana Social Brasileira: Resgate das Dívidas Sociais – justiça e solidariedade na construção de uma sociedade democrática (semana de 3 anos – 1997 à 1999) - Esta 3a Semana incentivou um processo plural e participativo de reflexão e mobilização da sociedade em torno do resgate das dívidas sociais e da conquista de direitos, sobretudo dos excluídos. Motivados pelo processo da SSB realizou-se simpósios, tribunais e um plebiscito nacional sobre a Dívida Externa como continuidade. Neste perí- odo surge a Rede Jubileu Sul no Brasil, nas Américas, Ásia e África atuando na defesa de um mundo sem dívidas finan- ceiras e sociais. 

4° Semana Social Brasileira: Mutirão por um novo Brasil – Articulação das forças sociais para a construção do Brasil que nós queremos. - A 4a Semana teve como motivação juntar as forças vivas e ativas da sociedade, em vista de uma maior incidência política, maior visibilidade e maior impacto sobre a transformação social e na construção do Brasil que queremos. Partiu-se do pressuposto de que o panorama da concentração da riqueza e da renda, das injustiças e desigualdades sociais, da violência institucionalizada, do desemprego estrutural e da exclusão social, entre tantos outros problemas, continuavam a fazer parte da realidade econômica, política, social e cultural do Brasil e do mundo. Daí a necessidade da reflexão e ação sobre esse quadro de uma situação que clama por justiça. Deste acúmulo, junto com as forças sociais que vinham da Campanha contra a ALCA, surge a Assembleia Popular.

No período da tarde fizemos o estudo sobre o texto da 5° Semana Social Brasileira que tem como proposta a reflexão sobre o papel do Estado na vida dos brasileiros e brasileiros em uma perspectiva crítica e propositiva ainda com ajuda do professor Jean Marie Van Damme, onde pudemos perceber algumas características do Estado que temos como, por exemplo, PATRIMONIALISTA onde o corpo de leis foi criado para manter o patrimônio acima de tudo; CLIENTELISTA que está a serviço de uma classe privilegiada; ELITISTA que protege determinado grupo em detrimento dos outros; AUTORITÁRIO especialmente na relação com o movimento social e NEODESENVOLVIMENTISTA onde o desenvolvimento econômico é mais importante do que a população. 

Onde também realizamos trabalhos em equipe para discutimos o Estado que queremos da qual surgiram varias proposições que aqui se ressaltar: Estado com uma justiça transparente; que respeite a dignidade de todos os seres humano e o meio ambiente; que valorize a participação popular; que dialogue e escute os anseios da sociedade...