OBJETIVO GERAL


OBJETIVO GERAL:
Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.


domingo, 29 de março de 2020

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO NA CELEBRAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE ORAÇÃO PELA PANDEMIA DA COVID-19


        Ao entardecer…» (Mc 4, 35): assim começa o Evangelho, que ouvimos. Desde há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos, todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados «vamos perecer» (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos.

        Rever-nos nesta narrativa, é fácil; difícil é entender o comportamento de Jesus. Enquanto os discípulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele está na popa, na parte do barco que se afunda primeiro... E que faz? Não obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiado no Pai (é a única vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir). Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as águas, Ele volta-Se para os discípulos em tom de censura: «Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

        Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus? Não é que deixaram de crer N’Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: «Mestre, não Te importas que pereçamos?» (4, 38) Não Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, não cuide deles. Entre nós, nas nossas famílias, uma das coisas que mais dói é ouvirmos dizer: «Não te importas de mim». É uma frase que fere e desencadeia turbulência no coração. Terá abalado também Jesus, pois não há ninguém que se importe mais de nós do que Ele. De facto, uma vez invocado, salva os seus discípulos desalentados.

        A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A tempestade põe a descoberto todos os propósitos de «empacotar» e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com hábitos aparentemente «salvadores», incapazes de fazer apelo às nossas raízes e evocar a memória dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necessária para enfrentar as adversidades.

        Com a tempestade, caiu a maquilhagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso «eu» sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela abençoada pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.

        «Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»

        «Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: «Convertei-vos…». «Convertei-Vos a Mim de todo o vosso coração» (Jl 2, 12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras.

        «Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas más. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida nunca morre.

        O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança.

        Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de omnipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança.

        «Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: «Não tenhais medo!» (Mt 14, 27). E nós, juntamente com Pedro, «confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós» (cf. 1 Ped 5, 7).

Vaticano, 27 de março de 2020


sexta-feira, 27 de março de 2020

DOM CARLO ELLENA, FELICIDADES...


        Caríssimo Dom Carlo, Parabéns !!!

        Mais uma vez temos o privilégio de celebrar o seu aniversário natalício. Em primeiro lugar, agradecemos a Deus pela sua vida, seu ministério sagrado e pelos anos de dedicado trabalho no Brasil, especialmente na nossa amada Diocese de Zé Doca. Em segundo lugar, agradecemos pela sua amizade, companheirismo, afetuosa comunhão fraterna conosco e por aquele dia, 11 de fevereiro (reunião do clero, em Zé Doca), quando almoçando juntos, rimos muito e tiramos muitas brincadeiras.

        Dom Carlo, senhor uma vez escreveu: saudade não mata, mas maltrata. É verdade! Quanto mais tempo se passa, mais entendemos isso, sentimos “maus-tratos” que a distância provoca, sentimos os corações apertados pela preocupação mútua nestes dias de provação, que juntos com o mundo vivenciamos.

        Em nome de todos que fazem esta Família Diocesana: o Clero, as Religiosas, os Religiosos, as Lideranças Leigas e principalmente em nome do nosso Povo de Deus, receba através destas simples palavras os votos de MUITAS BÊNÇÃOS DE DEUS, MUITA FÉ E SAÚDE, MUITA PAZ E ALEGRIAS SANTAS. “Tempos difíceis não duram. Pessoas duras, sim”. Seja “duro na queda” e firme na esperança.

        Coisas boas não serão apagadas, elas estarão nos corações, nas memórias e nas conexões que Deus faz através da oração sincera. Convoco todos os diocesanos, leigos e consagrados para, no dia 28 de março nos unirmos e enviarmos ao nosso amado Bispo Emérito, Dom Carlo Ellena, uma chuva luminosa e protetora das nossas orações, como presente de aniversário e sinal da nossa amizade. Mas não pense, Dom Carlo, que só neste dia a gente se lembra do senhor. Nós nos lembramos todos os dias, mas queremos que este seja mais especial que os outros.

Obrigado por tudo, fique com Deus.
PARABÉNS, DOM CARLO ELLENA

Dom João Kot, OMI
Zé Doca, 28 de março de 2020

MENSAGENS DE DOM JOÃO KOT, OMI, E DOS SEMINARISTAS EM BELÉM, PARA O POVO DE DEUS DA DIOCESE DE ZÉ DOCA

MENSAGEM DE DOM JOÃO KOT, OMI, PARA O POVO DE DEUS DA DIOCESE DE ZÉ DOCA 26 DE MARÇO DE 2020:


MENSAGEM DOS SEMINARISTAS WEVERSON E MADSON:

PAPA FRANCISCO: BENÇÃO URBI ET ORBI



   Excelência, Dom João

     Queremos informá-lo - para todas as iniciativas oportunas na sua Diocese e também em relação aos meios de comunicação social (católicos e não católicos) que nela operam - que na próxima sexta-feira, 27 de março, às 18 horas,( 14h no horário de Brasília) a Statio Orbis com a oração do Santo Padre no adro da Basílica de São Pedro poderá ser seguida ao vivo através do site e da app Vatican News ( www.vaticannews.va ), com tradução simultânea nas seguintes línguas: inglês, francês, espanhol, português, alemão, árabe, chinês.
  O sinal estará também disponível em mundo visão, sem qualquer custo, para todos os meios de comunicação que o solicitarem.
  A Statio Orbis se concluirá com a Bênção Eucarística que será dada "Urbi et orbi" através dos meios de comunicação social.
 A todos aqueles que se unirão espiritualmente a este momento de oração através dos meios de comunicação social será concedida a indulgência plenária nas condições habituais.

                                         Dr. Paolo Ruffini, Prefeito
                                Mons. Lucio Adrian Ruiz, Secretário

quinta-feira, 26 de março de 2020

EXPERIÊNCIA MISSIONÁRIA DO DIÁCONO JOSIVALDO NA BOLÍVIA


        Obediente ao mandato do Senhor quando diz: "Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15). A Diocese de Zé Doca na pessoa do seu Pastor próprio, a sua Excelência Reverendíssima, Dom João Kot, OMI, após promover uma missão na Bolívia, aos Reverendos Padres Emerson Adriano e Henrique Baltazar no período do diaconato. Promove pela segunda vez a mesma missão ao Diácono Josivaldo Rodrigues, a fim de que exerça o seu ministério diaconal por tempo conveniente.

        O Reverendo Pe. Henrique Baltazar, tendo feito a sua experiência pastoral na Bolívia, acompanhou o Diácono Josivaldo Rodrigues ao seu destino de missão. Ao chegarem na Bolívia os dois foram recebidos em Cochabamba, pelos Reverendos Pe. Radomiro e Pe. Marco Verberkt, o atual responsável pela casa central dos Oblatos de Maria Imaculada onde acolhe todos os padres. 

        Dos dias (4 a 6/02) o Diácono Josivaldo Rodrigues e Pe. Henrique Baltazar, ficaram hospedados na casa central. Em sua estadia tiveram a oportunidade de conhecer alguns pontos turísticos da Cidade de Cochabamba, na companhia do Pe. Marcos e do Seminarista Omar. No dia sete (07/02) se dirigiram a Cidade de Llallagua na companhia do Reverendo Pe. Calixto, superior provincial dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada da Bolívia.

        Ao chegarem na Paróquia Nossa Senhora da Assunção, na Cidade de Llallagua departamento de Potosí, Bolívia, o Diácono Josivaldo Rodrigues foi especialmente acolhido pelo Pároco o Reverendo Pe. Eduardo Luciano de La Cruz e todos os coordenadores de pastorais e movimentos da Paróquia. 

        Após passar sete semanas na Bolívia, o Diácono Josivaldo Rodrigues, relata que assim como vários países a Bolívia também está vivendo o tempo do temor por conta da pandemia, da Covid-19. Diz ainda que no dia 21 do mês corrente, foi decretado pelo governo boliviano, quarentena total no país em consequência do coronavírus.

        Segundo as suas informações, a medida tomada pelo governo boliviano, é que: "todas as pessoas devem ficar em casa 24 horas, durante 14 dias, porque esse foi o caminho que encontraram para vencer o coronavírus" e enfatizou ainda que: "só uma pessoa por família é permitida sair para fazer suas compras no supermercado, visto que este terá até ao meio dia para atender".  

        Diante da situação tão difícil que o mundo vem passando atualmente com a pandemia, o Diácono diz que a Igreja Católica da Bolívia tomou algumas medidas necessárias de contingência contra o coronavírus. Para maior prevenção dos fiéis, as missas com a participação do povo foram suspensas e passaram a ser transmitidas por meios de comunicações, como o facebook, televisão e rádios. Além disso, foram suspendidas todas as atividades pastorais das Paróquias.  

        Por fim, o Diácono Josivaldo Rodrigues, dirige algumas palavras de incentivo a todos que a esta publicação lerem: 


"Estimados irmãs e irmãs, pelo batismo cada cristão é convocado a viver uma vida de santidade, é chamado a ser missionário, a viver uma vida de desafios e principalmente de fé; com o intuito de ir ao encontro das pessoas e levar a elas a esperança, anunciando o Evangelho de Jesus. Não esqueçamos que no centro desses acontecimentos está o próprio Cristo que vem e se entrega totalmente. Ele vem como Palavra viva. Entrega-se numa presença que se comunica como alimento de vida, por meio da Eucaristia. E no seu sacrifício que se renova, comunica a vida de comunhão com o Pai e com os demais irmãos. Irmãos e irmãs, não é a distância física que nos distancia da vivência da fé, mas sim a ausência espiritual da perseverança em tempos difíceis. Portanto, continuo a repetir: "o pouquinho de cada um é a soma de milhões", nesse sentido, se cada um de nós fizermos a nossa parte, a soma do pouquinho de cada um será de um milhão de pessoas que tem fé e que são perseverantes. Assim sendo, continuemos a rezar uns pelos outros, porque é para o altar do Senhor e para a Eucaristia que os nossos corações devem convergir, e é aí que nos encontramos diariamente, por meio de nossas orações e suplicas. Desejo a cada um de vocês, muita tranquilidade, perseverança, paciência e fé, para que juntos possamos vencer os desafios da vida. Deus nos abençoe e nos proteja e que a Beatíssima Virgem Maria interceda por cada um de nós". Diácono Josivaldo Rodrigues

  















terça-feira, 24 de março de 2020

CONSAGRAÇÃO DA DIOCESE DE ZÉ DOCA, DA IGREJA E DA HUMANIDADE, AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


CONSAGRAÇÃO DA DIOCESE DE ZÉ DOCA, DA IGREJA E DA HUMANIDADE, AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

 (A ser feita na Solenidade da Anunciação do Senhor, 25 de março de 2020)

        Amados Filhos e Filhas,

        Esta celebração tem por objetivo unir todos que fazem esta Diocese de Zé Doca, numa hora determinada, para juntos clamarmos a Deus, pela interseção de Maria, a misericórdia para nós e para o mundo inteiro. Pedir que Nossa Senhora nos olhe lá do Norte, do Santuário de Estandarte e nos sustente na caminhada, nos segurando, lá do Sul, do Santuário de Araguanã. Nos braços maternos de Maria – Mãe vamos sobreviver e resistir com dignidade as provações do nosso tempo.

        Com minhas bênçãos,

Dom João Kot, OMI
Bispo de Zé Doca

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Sugestões:

1. Preparar: a mesa com a imagem de Nossa Senhora, uma vela acesa, a Bíblia, o terço...

2. Pode-se preparar os cantos adequados para cada parte;

3. Todas as famílias podem fazer esta celebração em suas casas e nos seminários, às 18 horas (os Padre celebrarão as Missas e o Povo, nas suas igrejas domesticas esta celebração);

4. No final o Bispo e os Padres com a imagem de Nossa Senhora abençoem todo o Povo e a Diocese;

5. Primeiro faça-se a leitura do Evangelho segundo Lucas 1,26-38 (Anunciação do Senhor); fazer uma meditação da Palavra de Deus...

6. Se a Consagração for feita na Missa que se faça depois da oração pós comunhão.

7. Orações, em sintonia e comunhão fraterna com todos os filhos e filhas de Deus, da nossa Diocese e do mundo:

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Consagração:

     Todas as gerações vos proclamem bem-aventurada, ó Maria, Nossa Senhora da Anunciação! Crestes na mensagem divina e em vós se cumpriram grandes coisas, como vos fora anunciado.

        Crestes na encarnação do Filho de Deus no vosso seio virginal, ó Cheia de Graça e vos tornastes Mãe de Deus. Raiou, então, o dia mais feliz da história da humanidade e Jesus veio habitar entre nós.

        A fé é dom de Deus e fonte de todo bem, por isso, ó Mãe, alcançai-nos a graça de uma fé viva, forte e atuante que nos santifica cada dia mais. Que possamos comunicar a mensagem de Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida da humanidade.

        Mãe de Deus, Mãe dos homens, Mãe querida de todos os brasileiros, dos quais conheceis os sofrimentos e as esperanças, em Vossas puríssimas mãos entregamos confiantes o destino de nossa terra e de nosso povo. Sob a Vossa proteção nos colocamos e à Vossa maternal intercessão, nós confiamos.

       De modo especial consagramos ao Vosso Imaculado Coração de Mãe, nossa Igreja Diocesana de Zé Doca, seu Povo, seus ministros consagrados e todos os que servem aos necessitados. Pedimos vossa interseção materna por todos nós e a Vos consagramos nossas vidas, tudo o que somos e o que temos, todas as nossas Comunidades Eclesiais Missionárias e todos os trabalhos atuais e futuros. Guardai-nos, Soberana Rainha, como filhos e propriedade vossa. E dos santuários diocesanos a Vós dedicados nos abrace, nos aproxime do Vosso Coração Imaculado e nos leve a Jesus, o Nosso Salvador. 

Pedimos:  

Da fome, da guerra e da epidemia,
R./ Livrai-nos, Mãe Aparecida, Nossa Senhora de Nazaré!

Dos pecados contra a vida e da violência,
R./ Livrai-nos, Mãe Aparecida, Nossa Senhora de Nazaré!

Da injustiça, da corrupção e do roubo,
R./ Livrai-nos, Mãe Aparecida, Nossa Senhora de Nazaré!

Do abandono dos mandamentos,
R./ Livrai-nos, Mãe Aparecida, Nossa Senhora de Nazaré!

Da tentativa de apagar do coração do homem a presença de Deus,
R./ Livrai-nos, Mãe Aparecida, Nossa Senhora de Nazaré!

Da perda da consciência do bem e do mal,
R./ Livrai-nos, Mãe Aparecida, Nossa Senhora de Nazaré!

Dos pecados contra o Espírito Santo,
R./ Livrai-nos, Mãe Aparecida, Nossa Senhora de Nazaré!

Guiai-nos sempre no caminho do Senhor.

Pai Nosso + 10 Ave Maria + Glória ao Pai+ O meu Jesus...

(Se a celebração for fora da Missa pode se rezar terço todo.)

Oremos:

        Senhor Pai Santo, Deus Eterno e Todo Poderoso, nós vos pedimos humildemente que vos digneis aceitar esta Consagração, que confiantes dirigimos à Mãe de Vosso Filho, e entregueis o Brasil, a nossa Diocese de Zé Doca, toda a Igreja e toda a humanidade ao Imaculado Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria, que nos destes por Mãe, Senhora e Rainha. Nós vos pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos.

R./ Amém.

Bênção final.