OBJETIVO GERAL

OBJETIVO GERAL: Criar e fortalecer comunidades eclesiais missionárias enraizadas na Palavra de Deus e nas realidades da diocese, tendo a missão como eixo fundamental.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012


Pastorais Sociais do Regional NE 5 divulga Carta sobre as Eleições 2012
Em “Carta Aberta ao Povo do Maranhão – Eleições 2012”, o bispo de Viana (MA) e referencial das Pastorais Sociais no Regional, dom Sebastião Lima Duarte, faz uma reflexão a respeito do atual momento eleitoral, em vista da chegada das eleições municipais
Regional Nordeste 5 da CNBB – Pastorais Sociais "Carta aberta ao Povo do Maranhão - Eleições 2012"


Caríssimos irmãos e irmãs, saudações em Cristo Jesus Libertador! Dentre as bem-aventuranças o Senhor fez questão de colocar a felicidade, que nos vem pela ‘fome e sede de justiça’, assim como pela ‘promoção da paz’ que atraem sobre todos, saciedade e filiação divina (cf.: Mt 5, 6.9). Tendo em vista o momento político-eleitoral que vivemos, as Pastorais Sociais do Regional Nordeste 5, vem a público trazer uma reflexão que ajude na tomada de consciência da responsabilidade de cidadãos cristãos, com o futuro das administrações e vereanças no Estado do Maranhão.
Não haveremos de estranhar que a nossa fé nos leve a assumir atitudes em defesa do bem comum, da justiça e do direito, mesmo em se tratando de política, pois o Papa Paulo VI já dizia que “a política é uma maneira exigente – se bem que não seja a única - de viver o compromisso cristão, ao serviço dos outros” (Octogesima adveniens, 46). O Papa Bento XVI diz que “A Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política para realizar a sociedade mais justa possível. Não pode nem deve colocar-se no lugar do Estado. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça. Deve inserir-se nela pela via da argumentação racional e deve despertar as forças espirituais, sem as quais a justiça, que sempre requer renúncias também, não poderá afirmar-se nem prosperar. (...) Mas toca à Igreja, e profundamente, o empenhar-se pela justiça trabalhando para a abertura da inteligência e da vontade às exigências do bem. (Deus caritas est, 28). Os bispos do Brasil, dizem: “Incentive-se cada vez mais a participação social e política dos cristãos leigos e leigas nos diversos níveis e instituições...” e “como cidadãos cristãos, cabe nos empenharmos na busca de políticas públicas que ofereçam as condições necessárias ao bem-estar de pessoas, famílias e povos” (DGAE, 115 e 116).
A nossa contribuição para que as eleições se caracterizem como uso da liberdade de escolha feito pelo povo, sem manipulações, se deu pela formação da consciência crítica diante da realidade, pelo incentivo às organizações sociais e pela participação efetiva em Conselhos e mecanismos de transparência e controle social. Contudo, um marco importante foi a Lei 9.840/1999, de iniciativa popular, onde o apoio da Igreja foi necessário para sua realização. Diz a referida Lei contra Corrupção Eleitoral: “...constitui captação de sufrágio, vedada por esta lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de 1.000 a 50.000 UFIRs, e cassação do registro ou do diploma...”. A denúncia desses crimes é papel da sociedade organizada ou de cada cidadão ou cidadã, que devem encontrar na promotoria e na justiça eleitoral, a força do cumprimento da Lei, apesar de ser notório no período eleitoral, os movimentos da justiça no que tange à transferência de juízes e promotores de várias comarcas do Maranhão e isso nos inquieta por não sabermos as razões, se por necessidade ou conveniência de forças ocultas.
A corrupção não é de nossos dias somente, assim como os enfrentamentos não são só dos nossos tempos. O profeta Amós já dizia: “Porque vendem o justo por prata e o indigente por um par de sandálias” (Am 2,6) e ainda “Ouvi isto, vós que esmagais o indigente e quereis eliminar os pobres da terra, vós que dizeis: ‘Quando passará a lua nova...para comprarmos o fraco com prata e o indigente por um par de sandálias’...” (Am 8,4-6). Também hoje se faz necessário levantar a voz, em praça pública em bom som e na imprensa escrita, falada, televisionada e virtual contra a compra e a venda de voto e o uso da maquina administrativa nos municípios em favor de aliados, inclusive através do uso, e por vezes da coerção, de funcionários públicos para fazerem campanha em favor de candidatos, desequilibrando o embate político. Demos um basta à corrupção eleitoral. Pois voto não tem preço tem conseqüência. Não sejamos filhos da precisão, mas da promissão do voto consciente e da dignidade da vida, da moralidade pública e do bem comum.
A Lei da Ficha Limpa ou Lei Complementar 135/2010 está ajudando na idoneidade dos candidatos, pois “proíbe que políticos condenados em decisões colegiadas de segunda instância possam se candidatar”, afugentando da gestão pública e do poder de legislar quem cometeu ato de improbidade administrativa. Mas, cabe-nos a responsabilidade de contribuirmos ainda mais com as nossas lutas evitando votar em pessoas que praticam o Trabalho Escravo em suas propriedades, os que se dizem proprietários de grande quantidade de terras e impedem a Reforma Agrária e ainda mais se apropriam das terras dos Nabotes de hoje (cf.: 2Rs 21,1-24), as pessoas apoiadas pelas grandes empresas e empreendimentos voltados para o agronegócio, e grupos políticos que só pensam em si mesmos. Assim como não preferir os que já demonstraram não ter compromissos com os Quilombolas, com a preservação do meio ambiente, com os povos Indígenas, com os pescadores e lavradores, com a educação e ocupação juvenil, com a saúde e a assistência social; bem como saneamento básico, segurança e superação da violência e das drogas.
Para construirmos a sociedade que queremos, a 5ª Semana Social Brasileira que viveremos no ano que vem, já nos dá indicação a partir de seu tema: “Um novo Estado, caminho para uma nova sociedade do bem viver”. É bom que nos demos conta, que as eleições municipais deste ano norteiam as eleições de 2014. Por isso, é muito importante percebermos as alianças, as forças políticas e os políticos que se apresentam como candidatos, e descobrirmos a quem estão ligados e quem os apóiam, quem está no palanque hoje para serem apoiados amanhã, atrelando e assumindo compromissos, fazendo do povo noiva prometida em casamento. Não nos deixemos amarrar pelos que querem se perpetuar no poder de qualquer jeito. Defendamos nossa liberdade de escolha e agucemos nossa capacidade crítica de antever os conchavos para as próximas eleições.
Na construção do Novo Estado é de suma importância passarmos da democracia representativa para a participativa, onde não simplesmente elegemos pessoas e delegamos a elas nosso poder (cracia) de povo (demo), para nos representarem, mas continuemos participando do mandato através de conselhos e da presença ativa nas sessões das Câmaras de Vereadores(as), assim como no planejamento e na execução de ações do Executivo, na linha do controle e da transparência. Deve ser do nosso interesse saber quanto entra na Prefeitura, como é aplicado o dinheiro público e fazer questão de conferir as prestações de contas que deverão ser expostas para controle da população.  O orçamento participativo é uma forma ousada de participação cidadã, onde as pessoas tomam parte nas decisões vinculadas à administração do município, podendo exigir atitudes diante dos problemas em prol do bem comum.
Aos candidatos e partidários, cabos eleitorais, advertimos que não façam deste período eleitoral tempo de rivalidades e de ódio, nem ofendam a dignidade das pessoas, nem abusem dos horários de propaganda, respeitando o silêncio, até mesmo o sono reparador que todos têm direito, mas que os embates sejam a nível de idéias e propostas, que ajudem na compreensão por parte dos eleitores das verdadeiras intenções e compromissos de candidatos. Aos eleitores terminamos dizendo que voto consciente, faz votar diferente e que o sonho coletivo do bem comum, fica cada vez mais perto da gente. O momento político impõe sobre nós grandes responsabilidades sobre o destino de nossos municípios. Portanto, irmãos e irmãs, continuemos no discernimento rumo às eleições e não deleguemos a ninguém nossa capacidade de escolha, nem nos deixemos condicionar por falsas promessas ou por opiniões depreciativas sobre candidatos. Contribuamos com muita consciência, provocando reflexão em grupo, em casa, no ambiente de trabalho, respeitando as opiniões e clareando nosso horizonte de escolha. Boas eleições!
Julho de 2012 – Por ocasião do Curso de Doutrina Social da Igreja – I Etapa
Dom Sebastião Lima Duarte
Bispo de Viana e Referencial das Pastorais Sociais

domingo, 5 de agosto de 2012

JUBILEU DE OURO DE DOM CARLO ELLENA

Missa celebrada na manhã de ontem (04/8), na igreja catedral de Santo Antônio comemorou o 50 anos de ordenação sacerdotal de Dom Carlo Ellena, bispo de Zé Doca- MA.
A celebração contou com as presenças de bispos do regional nordeste5 da CNBB, além de diversos padres, seminaristas, religiosos (as) e todo o povo de Deus. Terminando com um almoço festivo no centro diocesano João XXIII

sexta-feira, 27 de abril de 2012

CRUZ DA JMJ NA DIOCESE



Levamos a Cruz ao mundo todo:
agradecimento do bispo ao término da visita da Cruz da JMJ

  
Zé Doca, 27 de abril de 2012


        Quando chegou a notícia, da CNBB nacional, que todas a Dioceses do Brasil receberiam a visita da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e do Ícone de Nossa Senhora, ficamos incrédulos e quase apavorados. Mas a alegria venceu todo medo e espanto.
        No primeiro encontro com os padres, Religiosos/as e coordenadores das Pastorais diocesanas (Conselho Diocesano de Pastoral), não apenas nos alegramos com a notícia, mas resolvemos, com coragem, de levar a Cruz em todas as Paróquias da Diocese, nem que fosse por algumas horas apenas. Todos concordaram e iniciamos os preparativos. Roteiro, programas, camisetas, cartazes, oração própria...
        Além de uma equipe central entregue aos jovens sob a coordenação do Pe. Alvelino, toda paróquia se organizou num programa que representasse a cara das comunidades, dos problemas e das necessidades de cada paróquia.
        A idéia deu certo. Vimos multidões chegando de todos os cantos dos nossos interiores e das cidades mesmas; jovens em particular mostraram a cara deles e dizendo, em alto e bom som, com palavras, cantos, cartazes e gestos que na Igreja eles têm um lugar e que querem levar a serio a fé que receberam; que estão cansados de viver uma vidinha insossa: ao final querem assumir os compromissos do seu ser cristãos. Mas, ao lado dos jovens, vimos pessoas sedentas de fé viva, desejosas de agradecer e precisando receber: os gestos podem até parecer simples e populares demais, como beijos, caricias, fitar para a imagem com olhar fixo de quem quer dizer e quer alcançar, lágrimas saindo e escorrendo... mas o que interessa é a fé.
        A peregrinação foi ininterrupta, aproveitando as horas do dia e da noite. Maravilhou presenciar, bem nas horas da alta madrugada, a chegada da Cruz em Araguanã, em Maracaçumé e em Carutapera com a presença maciça do povo, desde crianças até idosos, puxados pelos cantos dos jovens e do trio elétrico, na maior festa e alegria. Dá para imaginar a quantidade e a festa nas outras paróquias que receberam a Cruz durante as horas do dia. Não podemos excluir nenhuma paróquia ou comunidade, aliás elas queriam ainda mais.  Nem falamos do cansaço, do suor, dos tropeços e caídas, da alimentação sempre levada ao essencial, da cobrinha que assusta a todos levantando gritos, da chuva que refresca, mas também ensopa os hábitos... Tudo está na conta, se ouve dizer.

        Foi assim a nossa peregrinação e a nossa festa da Cruz.Todo mundo está avisado: nunca mais acontecerá, nas nossas regiões, a visita da mesma Cruz que, para nós, indica que Cristo é nosso Rei, único e universal nas terras de Zé Doca. Outros países, muitos, na realidade e espalhados pelo mundo afora em todos os continentes, estão esperando e aguardando.

        Para Zé Doca foi graça grande, verdadeira e privilégio mesmo: um dom de Deus. Agora é só aproveitar. E também refletir:

- as multidões nos dizem que o bem está muito presente no meio do nosso povo; aparece, no mundo, mais a presença do bem do que do mal: infelizmente o mal faz mais barulho e aparece em todos os meios de comunicação, enquanto o bem fica escondido, não propagandeado e ninguém ouve a sua voz. Precisaria inverter as posições;

- os jovens estão à espera de um sinal para se apresentar, para ser protagonistas do seu futuro inclusive religioso; eles têm capacidades imensas, boa vontade e forças de sobra; propondo coisas grandes que mereçam empenho eles estão prontos para “explodir”;

- as nossas celebrações devem ser, quando mais possível, concretas e verdadeiras; os gestos falam mais pelo que significam: se usados com prudência podem se o estopim de conversões, de retornos à fé, de verdadeiras conversões. Por isso o gesto do Beato João Paulo II ao entregar a Cruz aos jovens, disse: “confio a vocês o símbolo deste ano jubilar: a Cruz de Cristo. Levem-na ao mundo todo como sinal do amor do Senhor Jesus para a humanidade e anunciai a todos que somente em Cristo morto e ressuscitado há a salvação e a redenção” (ano de 1984);

- grandes protagonistas destas três jornadas da visita da Cruz nas nossas terras de Zé Doca foram os Padres, os Religiosos e as Religiosa, junto com os animadores. Quero expressar o sentimento que fala alto no meu coração ao encerrar esta visita: obrigado, obrigado, obrigado. Vocês foram agentes extremamente atentos às necessidades do povo que acompanhou a Cruz. Cada um, na sua paróquia ou comunidade, soube organizar, segundo a fisionomia social e religiosa da sua paróquia, orações, cantos e reflexões. Confesso sinceramente: sou orgulhoso de vocês e, mais uma vez vos agradeço. Trabalhando juntos e de acordo acontecem coisas grandes.

        Peço a Deus que todos saibamos guardar no coração as imagens desta visita da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora e os frutos sejam abundantes para nós e para o nosso povo.
Com muita consideração

+ Carlo Ellena
Bispo Diocesano 

A PASSAGEM DA CRUZ DA JMJ VISTA COM O OLHAR DE UM ITALIANO.


Pe. Mauro Rivella, sacerdote italiano da Diocese de Turim, acompanhou o nosso Bispo em todas as etapas da Visita das Cruz da JMJ na Diocese de Zé Doca. Ele preparou uma reportagem para o jornal italiano Avvenire e para o site internet italiano da JMJ (www.gmgrio2013.it). Propomos, a seguir, a tradução em língua portuguesa.

Sexta-feira, às 08,00 horas: encontro marcado na Br-316, na ponte do Rio Pindaré, no limite com a Diocese de Viana. Começa aqui a peregrinação da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na Diocese de Zé Doca, noroeste do Estado do Maranhão, na região Nordeste. Tudo aqui é imenso: o Maranhão tem uma área maior do que a Itália, mas com menos de 6.500.000 de habitantes. A Igreja é uma presença viva numa área com muitos problemas: o Maranhão é, entre os 27 Estados da Federação, aquele que tem menor rédito médio per-cápita.
O programa prevê que a peregrinação da Cruz, na Diocese, se estenda por três dias. O bispo Carlo Ellena, Fidei Donum de Turim desde quase 40 anos nestas terras, escolheu, junto com os seus padres, de levar a Cruz em todas as 16 paróquias da Diocese: uma área geográfica maior do que Piemonte, Val de Aosta e Ligúria juntas, onde moram, porém, menos de 350.000 pessoas. Os católicos são 300.000, mais ou menos, embora tenha o proselitismo capilar e premente das seitas evangélicas.

Jovens, adolescentes e meninos, chegados de qualquer forma e com qualquer meio, acolhem a Cruz, transportada sobre um caminhão, junto com o Ícone da Virgem Maria, em uma explosão de cantos, fogos  inclusive de artifício. Interrompe-se o trânsito da importante estrada Br-316, São Luís-Belém. Carretas, ônibus e carros aguardam com muita paciência: todos únem-se com entusiasmo. É apenas o início de uma festa do povo, que durará ininterrupta durante três dias e três noites. Toda vez que a Cruz chegará numa paróquia, encontrará uma grande quantidade de jovens para a acolher no ingresso da cidade, sem problema se for madrugada, debaixo do sol escaldante, no desabar de um chuva ou no coração da noite. Ao longo da estrada, os povoados enfeitam a própria capela com flores e faixas: o povo se apinha para assistir, embora por poucos minutos, ao passar da carreata formada por motos, carros, caminhões e ônibus que acompanham a Cruz. Perante tanta espera não é possível não parar, para partilhar ao menos um canto e uma oração.

A primeira etapa da peregrinação é uma aldeia de Índios, bem na beira da Br-316: eles nos acolhem orgulhosos nos trajes tradicionais deles, entoando cantos e acompanhando-os com danças. O bispo os cumprimenta com afetuosidade, explica o sentido da peregrinação e reza com eles. Chegamos, assim, à primeira paróquia, onde a Cruz ficará durante duas horas. Cada paróquia tem liberdade de organizar o tempo que lhe é reservado: algumas comunidades celebram a S. Missa, outras rezam o Ofício da Juventude ou o Terço. Na maioria das vezes a Cruz é levada em procissão pelas ruas da cidade. Nunca falta a palavra do bispo. Impressiona sempre a participação do povo pelo número e pela qualidade: os jovem levam em procissão a Cruz e o Ícone, tirando os cantos, mas todos, meninos, adultos e idosos, tomam parte do evento, que se torna ocasião de oração e de fé para a comunidade toda. Quem consegue, aproxima-se da Cruz para beijá-la. Cada um gostaria ter uma foto como recordação.

Chegando em todas as paróquias, a peregrinação nos facilita o conhecimento de uma Diocese do Nordeste. Zé Doca tem duas realidades: a primeira é constituída por cidades (a maior é de 50.000 habitantes) e povoados que se formaram ao construir a Br-316: aqui, 50 anos atrás, só havia floresta. A população é formada pela maior parte de imigrados de outros Estados do Nordeste que chegaram com a esperança de encontrar um pouco de terra para trabalhar. A segunda realidade é constituída pelas cidades que se encontram no litoral: estes são grupos mais estáveis, principalmente dedicados à agricultura e à pesca. Não há indústrias, somente há um pouco de comércio e trabalhos artesanais. Televisão e internet chegam em todos os cantos. Cada jovem tem no bolso o telefone celular. Também nos vilarejos afastados, aonde chega a energia elétrica, entre as casas de taipa o de palha aparece uma antena parabólica.

A Zé Doca nos espera o momento central da peregrinação: a ordenação diaconal de três seminaristas. Á liturgia na catedral segue um cocktail oferecido a todos. A festa prossegue com um espetáculo de cantos, que continua até às 02,00 horas da madrugada. Depois novamente em caminhada, pois nos está esperando a comunidade de Araguanã. Aqui a Cruz ficará até às 07,00 horas. Ás 06,00 horas o bispo celebra a S. Missa inaugurando a nova igreja: por enquanto há apenas os muros, o telhado e as janelas. O que falta virá com o passar do tempo.

O sábado é um verdadeiro empenho de boa vontade e de força de animo: em 24 horas passamos em 7 paróquias. Faltarão ainda 6 para o domingo. Quando a Cruz chega em Maracaçumé, já é uma hora de madrugada. Tudo acontece e se desenrola na praça da cidade: na espera da Missa, que acontecerá às 06,00 horas da manhã, os jovens cantam e rezam perante a Cruz. Carutapera, no litoral, é a etapa conclusiva desta experiência única. A Cruz entra na igreja paroquial às 02,00 horas da madrugada do domingo: depois da oração e da saudação do bispo, a festa dos jovens continua na praça. Quando, às 05,00 horas da manhã, entoa-se o último canto, sobre o inevitável  cansaço prevalece a consciência de ter participado a um evento de graça: a Cruz de Cristo é verdadeiramente o grão de trigo que cai na terra e morrendo dá vida. A Diocese de Zé Doca tem certeza que esta semeadura generosa trará frutos abundantes. Ela viveu uma experiência extraordinária, mas não fechada em si mesma: a participação coral, o entusiasmo e a oração nos confirmam na certeza que o bem é mais forte do que o mal e que existem razões fundamentadas para esperar nos jovens e na capacidade deles de construir um mundo melhor.

Segunda-feira, às 06,00 horas: a Cruz é colocada novamente no caminhão.  A carreata se move rápida. Precisamos chegar à Diocese de Pinheiro, próxima etapa da sua peregrinação brasileira em vista da Jornada do Rio de Janeiro. Às 09,00 horas estamos em Turilândia para a entrega ao bispo de Pinheiro. Ainda um momento de oração entre cantos e manifestações de alegria de quem está para viver o que para nós já é entregue à memória.
Bento XVI espera a todos no Rio de Janeiro!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Aló jovens.....


 Aló povo todo de Deus nestas terras de Zé Doca.

A hora está chegando; a Cruz está viajando rumo à Diocese de Zé Doca; os tambores estão rufando e o coração vai batendo a 100 por hora. O trabalho é tanto, as horas são poucas. Precisa aproveitar ao máximo. Inventiva e criatividade não faltam; a vontade também é muita e a espera de coisas grandes, bonitas e proveitosas, superam todo desejo.

O que vai faltar mesmo é tempo para descansar e refazer as forças. Mas, para isso, contamos com a força que vem da juventude que não cansa e pode recuperar em pouco tempo.

As notícias que chegam das Dioceses que já receberam esta graça da visita da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, são muito animadoras. O povo corre atrás da Cruz e da Mãe do crucificado. As poucas horas à disposição são aproveitadas com intensidade. Não tem sol ou chuva que possam nos parar. Coisas grandes vão acontecer.
A Diocese de Zé Doca está pronta para acolher com amor a Cruz: dela nós somos orgulhosos depois que sobre ela  Jesus foi pregado e morto. De lá veio a nossa salvação e redenção; de lá veio a remissão dos nossos pecados; por causa da Cruz nós passamos das trevas à luz, quer dizer, do domínio do pecado para a vida nova feita de amor, partilha, cumprimento dos mandamentos, respeito, justiça, segurança, saúde...e todas as coisas boas.
Ninguém pára nesta etapa da preparação. A colaboração de todos, jovens, adultos e idosos, é de extrema valía.
Vamos enriquecer os trabalhos e o cansaço com a oração feita para esta ocasião.
Eu espero a todos neste dias de Visita da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora.

+ Dom Carlo
Bispo Diocesano
Zé Doca - MA

terça-feira, 10 de abril de 2012

A UNICIDADE DA IGREJA


    Diante do crescente fenômeno da proliferação das seitas cristãs que se apresentam aos homens como novas herdeiras da Igreja de Jesus Cristo, e também diante da difusão de um incoerente ecletismo que leva a pensar que todas as religiões se equivalem como se não houvesse diferença entre a verdade e o erro, o Magistério da Igreja Católica sustenta e reafirma a verdade da unicidade da Igreja, porque assim como existe um só Cristo, também existe uma só Igreja que Cristo fundou e que subsiste na Igreja una, santa, católica e apostólica. Portanto, os católicos são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica entre a Igreja fundada por Jesus Cristo e a Igreja Católica. Há cinquenta anos, o Concílio Vaticano II afirmou que a única Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro (Papa) e pelos Bispos em comunhão com ele. A Santa Sé explica que com esta expressão “subsiste”, o Concílio Vaticano II quis harmonizar duas afirmações doutrinais: por um lado, a de que a Igreja de Cristo, não obstante as divisões dos cristãos, continua a existir plenamente só na Igreja Católica e, por outro, a de que existem numerosos elementos de santificação e de verdade fora da sua composição, isto é, nas Igrejas e comunidades eclesiais que ainda não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica. O Magistério da Igreja afirma que “os fiéis não podem, por conseguinte, imaginar a Igreja de Cristo como se fosse a soma - diferenciada e, de certo modo, também unitária - das Igrejas e comunidades eclesiais; nem lhes é permitido pensar que a Igreja de Cristo hoje já não exista em parte alguma, tornando-se, assim, um mero objeto de procura por parte de todas as Igrejas e comunidades. Os elementos desta Igreja já realizada existem, reunidos na sua plenitude, na Igreja Católica e, sem essa plenitude, nas demais comunidades” (Roma, Congregação para a Doutrina da Fé: Declaração Dominus Iesus n° 17).
    As promessas de Jesus Cristo de nunca abandonar a sua Igreja (Mateus 16,18; 28,20) e de guiá-la com o seu Espírito (João 16,13) comportam que, segundo a fé católica, a unicidade e unidade, bem como tudo o que concerne a integridade da Igreja, jamais virão a faltar.
    O devido respeito pela liberdade religiosa e a sua promoção de modo algum podem justificar uma indiferença perante a história bimilenar da Igreja. Pelo contrário, é o próprio amor à Deus e ao próximo que incita os católicos a anunciar a todos a verdade sobre Cristo e sobre a unicidade e subsistência de sua Igreja que para todos permanece una, santa, católica e apostólica. Neste caso não se trata de proselitismo, no sentido negativo atribuído a este termo. Citando o Papa Bento XVI, recentemente o excelentíssimo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, afirmou que “a Igreja Católica cresce não por proselitismo, mas por atração” . Segundo a legislação canônica da Igreja, “jamais é lícito a alguém levar os homens a abraçar a fé católica por coação, contra a própria consciência” (Código de Direito Canônico, cânon 748 § 2).
Luís Eugênio Sanábio e Souza
ESCRITOR

sexta-feira, 30 de março de 2012

VIVER A SEMANA SANTA

         Para muitos, um feriado; para outros, uma devoção; para o comércio, oportunidade fantástica de vendas; para outros ainda, um momento especial de meditação, oração e renovação da fé. E para você, o que significa “viver a semana santa”?

            Existe um jeito, um lugar, um momento muito especial no qual aprendemos a “viver a semana santa”. É o que nos aponta o saudoso Papa VI: “Se há uma liturgia que deveria encontrar-nos todos juntos, atentos, solícitos e unidos para uma participação plena, digna, piedosa e amorosa, esta é a liturgia da grande semana. Por um motivo claro e profundo: o Mistério Pascal, que encontra na Semana Santa a sua mais alta e comovida celebração, não é simplesmente um momento do Ano Litúrgico: ele é a fonte de todos as outras celebrações do próprio Ano Litúrgico, porque todas se referem ao mistério da nossa redenção, isto é, ao Mistério Pascal”.

            Eis o sentido do que significa “viver a semana santa”: fazer memória do mistério do amor de Deus que se manifestou na entrega confiante de Jesus ao Pai, até a morte de cruz, por fidelidade à sua missão. Mais ainda, significa celebrar o mistério do amor de Deus que sustentou Jesus em seu calvário e o ressuscitou , Messias e Senhor.

            “Viver a semana santa” significa fazermos memória destas ações maravilhosas de Deus. Mais, saber que estamos “revivendo” todos estes fatos. “De geração em geração, cada um de nós é obrigado a ver-se a si próprio, com os olhos penetrantes da fé, como tendo ele mesmo estado lá no Calvário, na primeira sexta-feira santa, e diante do sepulcro vazio, na manhã da ressurreição. Hoje, todos nós, aqui reunidos para celebrar a eucaristia, estávamos lá, prontos a morrer na morte de Cristo e a ressuscitar em sua ressurreição. Será exatamente nossa comunhão com o corpo sacramental do verdadeiro Cordeiro que nos tornará realmente presentes àquele eterno presente”.

            Concluo com uma parte da homilia de S. Gregório de Nazianzo, bispo do séc. IV que certamente também nos dá uma dica de como “viver a semana santa”: “Se és Simão Cireneu, toma a cruz e segue a Cristo. Se, qual o ladrão, estás crucificado com Cristo, como homem íntegro, reconhece a Deus. Adora aquele foi crucificado por tua causa. Se és José de Arimateia, pede o corpo a quem o mandou crucificar; e assim será tua a vítima que expiou o pecado do mundo. Se és Nicodemos, aquele adorador noturno de Deus, unge-o com perfume para a sua sepultura. Se és Maria, ou a outra Maria, ou Salomé, ou Joana, derrama tuas lágrimas por ele. Levanta-te de manhã cedo, procura ser o primeiro a ver a pedra do túmulo afastada, e a encontrar talvez os anjos, ou melhor ainda, o próprio Jesus” (Liturgia das Horas, vol. II,p.352).

Aí sim, poderemos exclamar: “FELIZ PÁSCOA!”

TEXTO EXTRAÍDO DO LIVRO:
LITURGIA EM MUTIRÃO II
Autor do texto:
Pe. Carlos Gustavo Haas

domingo, 25 de março de 2012

MUNDO VOCACIONAL

Clique na imagem para acessar o blog

O BLOG DO GRUPO VOCACIONAL DE NOVA OLINDA ESTÁ EM PLENO FUNCIONAMENTO;

DIVULGUEM AÍ ENTRE SEUS AMIGOS!!!
mundovocacional.blogspot.com.br



QUE DEUS SEJA SEMPRE A NOSSA FORÇA! 
                                                                         UM FRATERNO ABRAÇO A TODOS. 

sábado, 10 de março de 2012

A DIOCESE DE ZÉ DOCA PREPARANDO A VISITA DA CRUZ E DO ÍCONE DA JMJ

Em ritmo acelerado, a Diocese de Zé Doca está preparando a visita da Cruz e do ícone de Nossa Senhora nos dias 20.21.22 e 23 de abril deste ano 2012. Os dois símbolos da JMJ estão sendo esperados e passarão em todas as Paróquias, embora durante poucas horas vividas intensamente e religiosamente.

A equipe dos jovens está fervendo de atividades e de encontros: é que precisamos nos preparar melhor e ajudar a toda a população para receber esta “visita ilustre” na maneira melhor. Afinal é o presente do Beato João Paulo II aos jovens do mundo inteiro e que já passou por muitos países, chamando milhões de jovens e adultos.
    
Estão ativos e bonitos dois “blogs” que oferecem reflexões, atividades, celebrações e avisos. Acessem e estejam por dentro da nossa organização:
diocesezedoca-ma.blogspot.com & http://jmjdiocesezd.blogspot.com/

Foi preparada uma camiseta pensada e trabalhada em vista dos dias de visita da Cruz, personalizada para a Diocese de Zé Doca. Ela está à venda (R$ 15,00): contatar Padre Alvelino: fones: residencial 98/3373-1569; cel. 8769-2392.

Com a mesma arte foi confeccionado um cartaz para propaganda e animação. Foi preparada também uma Oração: a publicamos para cada um copiá-la, distribuí-la e, sobretudo, rezar com ela. Quando os jovens querem, eles fazem e fazem bonito.

O momento alto da visita será na Catedral de Zé Doca, no dia 20 de abril, às 18,00 hs com a Ordenação diaconal de três seminaristas: Márcio Júnior de Godofredo Viana, Elinaldo Nunes de Cândido Mendes e Pedro Eduardo de Zé Doca.

Estamos esperando, mas não de braços cruzados e sim vigiando e preparando.



ORAÇÃO AOS PÉS DA CRUZ DA JMJ

Senhor Jesus, que carregaste a cruz até o monte Calvário e, pregado nela, morreste para salvar a humanidade, nós Te agradecemos pela visita de Tua cruz á nossa Diocese, Paróquias e Comunidades. Somos o Teu povo neste pedaço do Maranhão bonito, mas tão sofrido.

Sabemos que a Tua ação no mundo é glória da Igreja católica. E temos a certeza: a glória das glórias é a Tua cruz. Com São Paulo dizemos: “Longe de mim gloriar-me a não ser na cruz de Cristo”. Nós Te adoramos e Te bendizemos, porque pela Tua santa cruz remistes o mundo, pois só na Tua morte e ressurreição nós encontramos a salvação.

Pedimos: dai-nos a coragem de não nos envergonharmos da Tua cruz; nós acreditamos que não era um simples homem quem por nós a carregou e morreu crucificado nela, mas eras Tu, o Filho de Deus feito homem.

           Maria, Tua mãe e mãe da Igreja, presente na hora da Tua paixão, e agora ao lado da Tua cruz, guie os jovens, todo homem e mulher, com carinho e força, para viver a cruz que carregam todo dia.

Amém.




Na celebração do encerramento da Porta Santa, ao término do Ano Santo da Redenção (25 de março de 1983 a 22 de abril de 1984), que teve como tema: “Abri as Portas ao Redentor”, o Papa João Paulo II desejou entregar a Cruz de 3,80 m aos jovens, confiando a eles a tarefa de irem pelo mundo anunciar Jesus Cristo a todos os povos. Estas foram as Palavras do Papa: “Meus queridos jovens, ao concluir este Ano Santo, confio-vos o símbolo deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a pelo mundo afora como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciai a todos que só na morte e ressurreição de Cristo é que poderemos encontrar salvação e redenção”

O Padre Eric Jacquinet, encarregado pela Santa Sé de organizar as JMJ, afirmou: “O Beato João Paulo II queria organizar não somente um encontro internacional de jovens, mas um encontro deles com Jesus Cristo e com a Igreja presente em todo o mundo. Queria que tivessem esta experiência de descobrir Jesus Cristo na Igreja”.

quarta-feira, 7 de março de 2012

CONFIANÇA NA IGREJA CATÓLICA CRESCE


Confiança na Igreja Católica cresce 4% em um ano, segundo FGV A Fundação Getúlio Vargas (FGV) faz pesquisa e publica o índice de confiança dos brasileiros nas instituições. Em 2010, antes das eleições, no primeiro semestre, a Igreja Católica ocupava a sétima posição no ranking, com 34% de confiança.

Em 01.07.2010, publicamos, sob o título Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, a recomendação aos diocesanos para que não votassem na candidata Dilma Rousseff, no PT e em todos os partidos e candidatos que tinham como proposta a descriminalização do aborto, que é um assassinato de uma pessoa inocente e indefesa.

Depois dos debates sobre o aborto e uma "agenda de valores" nas eleições, a Igreja saltou do sétimo lugar, com 34%, para o segundo lugar (AQUI), atingindo 54% de confiança. Essa variação de 20% correspondeu a um acréscimo de 38 milhões de brasileiros que voltaram a ter confiança na Igreja Católica.

A FGV publicou nova pesquisa recentemente, referente ao último trimestre de 2011, na qual ouviu 1.550 brasileiros, distribuídos por todos os estados. As Forças Armadas permaneceram em primeiro lugar, a Igreja Católica manteve o segundo e o Ministério Público subiu para terceiro lugar na confiança dos brasileiros.

Na comparação entre a pesquisa do final de 2010, quando a Igreja alcançou 54% de aprovação, com a do final de 2011, quando atingiu 58%, observa-se um crescimento de 4%, em um ano. Isso significa que, dos 190 milhões de brasileiros, mais 7,6 milhões passaram a considerar a Igreja Católica uma das instituições brasileiras mais confiáveis. Ter 58% de confiança da população brasileira significa que 110,2 milhões de brasileiros consideram a Igreja Católica confiável.

Estamos jubilosos, juntamente com todos os católicos e cristãos. E Jesus Cristo está crescendo!