OBJETIVO GERAL

OBJETIVO GERAL: Criar e fortalecer comunidades eclesiais missionárias enraizadas na Palavra de Deus e nas realidades da diocese, tendo a missão como eixo fundamental.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

MISSÃO ADVENTO EM CARUTAPERA - DIOCESE DE ZÉ DOCA




É com muita alegria que vos escrevemos sobre a missão que foi realizada em Carutapera entre os dias 10 e 21 de Dezembro, onde intitulamos como “Missão Advento”, e que contou com missionários de quatro Novas Comunidades: Recanto de Maria, Solo Fértil, Servos de Caná e Servos da Divina Misericórdia.

A Missão foi realizada com enorme sucesso, graças à ação do Espírito Santo que conduziu desde o inicio toda esta empreitada. Com dias, noites e até madrugadas na presença do nosso amado Deus, e tomados por uma Alegria contagiante fomos capazes de superar desafios inesperados e levar o Amor de Deus a 201 casas, distribuídas em 7 povoados e 1 cidade.

Embarcamos do Rio de Janeiro RJ no dia 10, com o intuito de fazer a missão com a Comunidade Servos da Divina Misericórdia em Carutapera MA, lugar em que tivemos a alegria de conhecemos o Padre Cosmo, Pároco da Paróquia de São Sebastião e responsável pelo território onde foi realizada a missão. Participamos também de uma Reunião seguida de almoço em Zé Doca com o Bispo Dom João Kot, responsável pela Diocese, onde nos foi apresentada a realidade das comunidades, e o vasto campo de missão existente na Diocese.

Do dia 13 ao dia 19, iniciamos as atividades visitando as famílias no centro de Carutapera e nos povoados: Caju, Forquilhas, Morujá (aonde tivemos que trafegar de barco para chegar nesses povoados ribeirinhos): , Manaus da Beira, Caranandeua, Estiva, Cereazinho e São Lourenço ,onde vivemos momentos preparados pelo próprio Deus de testemunhos autênticos e impactantes de Uunidade e amor ao Evangelho de Cristo. Conhecemos inúmeras histórias de vida e realidades surpreendentes, e encontramos as mais diversas realidades familiares com histórias de superação e também de muita fé. Nos deparamos também com um alto índice de pobreza entre a população, onde tinham enfermos e passavam por uma realidade de vida bem difícil. Foram várias experiências maravilhosas nas visitas às famílias e aos enfermos, onde tivemos a oportunidade de vivenciar com as comunidades de celebrações da Palavra e da Eucaristia, de Adorações ao Santíssimo Sacramento, de Grupo de Oração, de Pregações, de Rezas do Terço, de Festividades e até de Encontros Ecumênicos.

No dia 20, participamos da Santa Missa pela manhã, descansamos e a noite marcamos presença no Cenáculo realizado na casa de missão da Comunidade Servos da Divina Misericórdia; e por volta das 21hs partimos de volta ao Rio de Janeiro, chegando em solo Carioca as 16hs do dia 21.

Concluímos que, a necessidade e a realidade encontrada são desafiadoras para toda a Igreja, ao passo que não podemos ficar indiferentes a tal realidade, é urgente a necessidade de criar uma ação evangelizadora constante, visto que há muita pobreza material e espiritual existente neste campo de missão. Com o forte apelo do Papa Francisco em sermos uma igreja em saída, Deus nos chama a enfrentar os desafios lá encontrados e instalar uma missão capaz de cumprir e proporcionar a vivência do Amor de Deus, pois, fronteiras não existem, o que se vê é um grande campo de missão disponível e aberto para quem deseja assumir um compromisso sério com Deus e com a Igreja, que nesse caso fazemos referencia a Diocese de Zé Doca MA, na pessoa do Bispo Dom João Kot, OMI e dos Sacerdotes que compõem essa Diocese.

Rio, 23 de Janeiro de 2017

Bruno Maxweel F. Barbosa
Fundador  da Comunidade Católica Solo Fértil

Alberto Lopes da Costa
Fundador da Comunidade Recanto de Maria

Vinicius Paiva
Fundador da Comunidade Servos de Caná

Irmão Ricardo Lavra Lima
Fundador da Comunidade Servos da Divina Misericórida

   
  
   
  
   

   

   

   

   

   
  
   

   

 
  


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

DEMOCRACIA E ECONOMIA


Dom Fernando Arêas Rifan*            


Acabo de participar, de 24 a 28 de janeiro, em Sintra, Portugal, a convite, de um Congresso internacional para Bispos, com a presença de cerca de 100 Cardeais e Bispos de diversas nacionalidades, promovido pelo Acton Institute, instituição universitária voltada para estudos de economia e sociologia à luz da Doutrina social da Igreja. O congresso deste ano intitulou-se “Igreja, Democracia e Economia”.

            E como neste ano de 2017, se celebra o 100º aniversário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, nós, os Bispos deste congresso, fizemos, no dia 24 de janeiro, uma peregrinação especial ao Santuário de Fátima. Foi emocionante e comovente celebrar este centenário no próprio lugar das aparições aos Três Pastorinhos. Rezamos e nos consagramos ao Imaculado Coração de Maria, colocando junto, é claro, de modo especial, todos os meus sacerdotes e fiéis da nossa cara Administração Apostólica.

            No congresso, explorando o tema, falou-se sobre “a Igreja na era da democracia”, “a Doutrina Social da Igreja Católica, a pobreza e o desenvolvimento humano integral”, e sobre o problema do “Crony Capitalism” (capitalismo de amigos).

            Sobre a Democracia, a Igreja ensina que “o Estado de direito é a condição necessária para estabelecer uma autêntica democracia. Para que esta se possa desenvolver, é necessária a educação cívica e a promoção da ordem pública e da paz. Com efeito, não há democracia autêntica e estável sem justiça social. Por isso, é necessário que a Igreja ponha maior atenção na formação das consciências, prepare os dirigentes sociais para a vida pública em todos os níveis, promova a educação cívica, a observância da lei e dos direitos humanos e dedique um maior esforço para a formação ética da classe política” (João Paulo II, Ecclesia in America, 56).

            “Não se pode mitificar a democracia até fazer dela o substituto da moralidade ou a panaceia da imoralidade. Fundamentalmente, é um ordenamento e, como tal, um instrumento, não um fim. O seu caráter moral não é automático, mas depende da conformidade com a lei moral, à qual deve se submeter como qualquer outro comportamento humano... O valor da democracia vive ou morre nos valores que ela encarna e promove” (J. P. II, Evang. Vitae, 70).

            Quanto ao capitalismo de amigos ou clientelista, é um termo que descreve uma economia supostamente capitalista, na qual o êxito nos negócios depende de uma estreita relação entre os empresários e os funcionários governamentais. Entre suas expressões, se pode mencionar o favoritismo na distribuição de licenças legais, subvenções do governo e impostos especiais, por exemplo. Ele surge quando o clientelismo político se mescla no mundo empresarial, quando as amizades interesseiras e os laços familiares entre empresários e políticos influenciam na economia e na sociedade na medida em que corrompe os setores públicos. Muitas vezes, os que querem atacar o legítimo capitalismo ou economia de mercado, visam esse capitalismo clientelista, perverso, que não se coaduna com a doutrina social da Igreja.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A DIOCESE DE ZÉ DOCA APRESENTA: REDE ECLESIAL PANAMAZÔNICA


CONVITE

A Diocese de Zé Doca – MA tem a honra de convidar para a abertura do Seminário Laudato Si e REPAM – Rede Eclesial Panamazônica.

Estarão presentes neste grande evento em nossa Diocese, as Dioceses de Bacabal, Viana, Caxias, Coroatá, Pinheiro, Brejo e São Luis e os bispos representante da REPAM e das Pastorais Sociais do Maranhão e Autoridades civis e religiosas da nossa região.

Dia 17 de fevereiro de 2017, as 19:00 horas, Celebração de abertura na Catedral de Santo Antonio em Zé Doca e logo após, várias apresentações culturais da nossa região na Praça de Eventos.

O evento é aberto para o público em geral.

Participe!

Sua presença é muito importante.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

ESPOSIÇÃO DE IMAGENS DE NOSSA SENHORA – PARANÁ

Uma exposição criada por um padre de Apucarana, no norte do Paraná, reúne mais de 4 mil imagens de Nossa Senhora feitas pelo mundo. Idealizada e organizada pelo padre José Antonio Bertolin, a galeria fica no Santuário São José, e é aberta ao público todo quarto domingo do mês. Além das imagens de Maria, o acervo conta também com 1,4 mil reproduções de São José.




Fonte: Jornal Nacional

sábado, 21 de janeiro de 2017

AOS CRISTÃOS E AOS CIDADÃOS DO MARANHÃO


Quanto a nós, não podemos nos calar sobre o que vimos e ouvimos (At 4, 20).

Nós, bispos do Maranhão, reunidos em Zé Doca, de 16 a 19 de janeiro de 2017, sob a luz do Espírito Santo, queremos manifestar algumas preocupações referentes ao momento atual.
           
Ouvimos com apreensão os relatos sobre o que está acontecendo nas prisões do país. São sobretudo os jovens  que mais sofrem com essa situação. São eles que, em grande parte, superlotam as penitenciárias, sendo que muitos deles nem sequer foram julgados ou sentenciados. O sistema judiciário apresenta-se como funcional ao modelo econômico vigente, contribuindo para um genocídio não declarado.

            Neste ano dedicado à juventude, inquietam-nos as consequências que este modelo econômico traz para os jovens do nosso Estado. Quase 500 mil jovens, com idades entre 15 e 29 anos, nem estudam, nem trabalham, nem têm esperança de estudar ou trabalhar e, por isso, nem vão mais à procura de oportunidades. Garantir às novas gerações o direito à educação de qualidade, ao trabalho, ao lazer e à inserção na vida profissional é papel do Estado democrático e este é, certamente, o modo mais eficaz de prevenir a violência crescente.

Constatamos com pesar a expansão do agronegócio, bem visível no programa federal conhecido como MATOPIBA. Apresentado pela mídia como solução mágica para a agricultura do nosso Estado, este programa visa ocupar o que resta de Cerrado do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Tal tipo de expansão do agronegócio destrói modos de vida originários, não visa o bem viver da população, expulsa e exclui milhares de pessoas que viviam da sua produção no campo. O modelo, que se baseia na monocultura da soja, do eucalipto, da cana-de-açúcar e outras culturas, pode até aumentar o Produto Interno Bruto-PIB do Estado. Não contribui, porém,  para o crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, além de ferir de morte o bioma Cerrado. A Campanha da Fraternidade deste ano nos convida a uma reflexão mais aprofundada sobre este assunto.

Os povos tradicionais – indígenas, quilombolas e afrodescendentes, lavradores e pescadores – têm sido as principais vítimas deste modelo agroexportador. Conforme consta no relatório da Comissão Pastoral da Terra-CPT, em 2016, foram assassinadas 11 lideranças, incluindo indígenas. Ocorreram mais de 300 conflitos agrários, com 139 pessoas ameaçadas, envolvendo 30.691 famílias. O inchamento das cidades, onde há poucas perspectivas de vida para as famílias pobres, é também um dos resultados da violenta agressão aos povos da terra.

Como cristãos, não podemos ficar indiferentes ao que acontece em nossa sociedade. A Igreja não existe para si mesma, mas para o serviço do Reino de Deus e sua Justiça, a fim de que haja pão em todas as mesas e vida em abundância para todos (Jo 10, 10).

Por isso, conclamamos a todos os poderes estabelecidos, também aos novos governos municipais, a unirem-se no esforço de solucionar estes problemas apresentados. As lideranças e cidadãos se envolvam e exijam o funcionamento dos órgãos de controle social e de políticas públicas inclusivas. Pois somente com a participação de todo o povo, o Maranhão que desejamos – mais justo, solidário e pacifico – será possível.

Que o Espírito do Cristo libertador fortaleça nossa esperança na realização desse sonho.




Zé Doca, 19 de janeiro de 2017.




Armando Martín Gutiérrez, bispo de Bacabal
Elio Rama, bispo de Pinheiro
Enemésio Ângelo Lazzaris, bispo de Balsas
Esmeraldo Barreto de Farias, bispo auxiliar de São Luís
Franco Cuter, bispo emérito de Grajaú
Francisco Lima Soares, administrador diocesano de Imperatriz
José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís
José Soares Filho, bispo de Carolina
José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo
João Kot, bispo de Zé Doca
Sebastião Bandeira Coêlho, bispo de Coroatá
Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana
Vilsom Basso, bispo de Caxias
Xavier Gilles de Maupeou d'Ableiges, bispo emérito de Viana

RETROSPECTIVA - DEZEMBRO/2016


           Amados irmão e irmãs da Diocese de Zé Doca, depois de alguns dias de recesso estamos de volta atualizando nosso povo dos últimos acontecimentos ocorridos em nossa Diocese.

COLAÇÃO DE GRAU DO IESMA

         Alguns momentos foram marcantes para a Diocese. Como a colação de grau do Instituto de estudos Superiores do Maranhão-IESMA, no dia 15 de dezembro de 2016, na qual o seminarista Marcinaldo Aguiar também concluiu o curso de filosofia recebendo com isso o título de Licenciatura em Filosofia pelo referido Instituto. Na missa de colação de grau que foi presidida por Dom Enemésio Bispo de Balsas-MA, marcou presença também Dom João Kot, Bispo de Zé Doca, Padre Agnaldo Oliveira Reitor do Seminário Maior Dom Guido Maria Casullo e vários sacerdotes.  













MISSA DE ENCERRAMENTO DO SEMINÁRIO MAIOR

              Aconteceu também no dia 16 de dezembro, a missa em ação de graças pela conclusão de mais um ano formativo do Seminário Maior Dom Guido Maria Casullo, a missa foipresidida por Dom João Kot e também teve como intenção a conclusão do curso de filosofia do seminarista Marcinaldo Aguiar. Estiveram presentes familiares do seminarista concludente, amigos do seminário, representantes das comunidades da paroquia São Cristóvão, casais das equipes de Nossa Senhora e representantes de vários seminários do regional Nordeste 5.

INSTITUIÇÃO AO MINISTÉRIO DE ACÓLITOS

          No dia 18 de dezembro foi marcante na vida dos seminaristas Emerson Adriano Mendes de Andrade e Luis Henrique Nina Baltazar, pois nesse dia deram mais um passo em sua caminhada vocacional rumo ao sacerdócio. Na missa dominical da catedral de Santo Antônio em Zé Doca os dois seminaristas receberam o ministério de acolito, ministério este que os permite com maior responsabilidade servir o altar e auxiliar o diácono e o presbítero nas celebrações litúrgicas, também os confere o oficio de ministros Extraordinário da sagrada eucaristia. Estiveram presentes nesta missa todos dos seminaristas da Diocese, o Reitor do Seminário Maior Padre Agnaldo Oliveira, Padre Pedro Eduardo reitor do Seminário Propedêutico, Monsenhor Brito pároco da catedral e Vigário Geral da Diocese. Que Deus abençoes estes nossos irmãos em tão árdua missão.